Ano 16 - Semana 824

 

Coroa-de-Cristo
Familia: Euphorbiaceae
Luminosidade: Pleno sol
Umidade: Baixa
Disponibilidade: Fácil
Altura: 1,5 m
Largura: 45 cm
 

 

CUIDANDO DAS PLANTAS
ARQUIVO

 


 

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      25 de janeiro, 2013
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Coroa-de-Cristo
(Poinsetia, euforbia)


O grupo das euforbiaceas concentra uma imensa variedade de plantas, algumas das quais apresentam um formato arboreo em seu habitat natural, mas elas podem ser cultivadas em interiores ou em jardins — nesses casos, tem suas dimensões reduzidas por meio de podas ou ainda por hibridação.

A popular poinsetia (Euphorbia pulcherrima)  revela-se a especie mais cultivada do gênero. Originaria do México, arbusto de folhas caducas, costuma assumir porte bastante avantajado em seu ambiente natural. Seus híbridos foram conseguidos para que se tivessem exemplares menores, destinados ao cultivo doméstico, que atingem de 1,2m a 1,5 m em interiores.

A planta produz massas de folhas ovaladas e de desenho irregular, que se colorem de verde-vivo. A grande atração da especie fica por conta das falsas flores vermelho-vivo, formadas de bracteas com o mesmo contorno das folhas, que nascem na extremidade dos ramos e circundam minúsculas flores verdadeiras, amareladas. Essas bracteas começam a se formar no final do outono e ao atingir seu desenvolvimento completo, muitas vezes, perdem todas as folhas verdes, ficando coloridas apenas de vermelho.
Existem também variedades com bracteas amarelas, brancas, beges, escarlates ou rosadas.


Dica: Cheire a planta antes de comprá-la. Se as raízes estão apodrecendo por excesso de rega ou má circulação de ar, vai haver um cheiro doce, mofado. Este é um sinal que a planta já está em declínio.

É um erro comum considerar que esta planta é mortal, venenosa, especialmente para animais de estimação e crianças, que podem comer as folhas. Tal como acontece com muitas plantas, há um grau de toxicidade nas folhas de poinsetia, mas pessoas e animais não são susceptíveis de comê-las, pois o gosto é repulsivo.

A E. milii (ou E. splendens) forma uma planta semi-suculenta, que pode ser considerada uma euforbia suculenta. Assume porte arbustivo, apresentando massas de folhas verdes, de formato ovalado, que se agrupam na ponta dos ramos, os quais produzem enorme quantidade de espinhos. Suas flores, muito pequenas, são rodeadas por bracteas vermelhas ou amarelas, de dimensões muito reduzidas.


As diversas especies e variedades, alem de apresentarem aspectos bem diferentes, costumam também exigir cuidados diferenciados.

A E. flanaganii é nativa da África do Sul. Tem varios ramos meio finos de até 20 cm de comprimento. As vezes produz numerosas flores com bracteas amarelas.


Primavera e verão

Poinsetia: depois de as bracteas fenecerem, pode drasticamente a planta, de maneira a deixar apenas 10 cm de cada galho. Mantenha o composto ligeiramente úmido e coloque o vaso em temperatura ambiente, com luminosidade forte mas indireta, durante um mês. Regue-a,  o que incentivará um novo crescimento. Assim que se iniciar a brotação (por volta de novembro), replante, sem aumentar o tamanho do vaso, para conseguir uma planta compacta e bem colorida.
Deixe-a sob luz forte e indireta e só regue quando o composto perder a umidade. Não permita seu ressecamento total. De novembro a março, adube com uma solução fraca de fertilizante liquido, a cada duas semanas. Pode, deixando apenas cerca de cinco ramos, para estimular o crescimento compacto.

Euforbias arbustivas (ex. E. fulgens): replante na primavera, colocando areia grossa e molhada no fundo do vaso. Essas plantas apreciam temperaturas de 18° a 24°C, atmosfera úmida e luminosidade forte e indireta. Só regue quando o solo estiver quase seco. Adube com fertilizante líquido a cada duas semanas, de dezembro a março. Depois do replantio, pode os ramos, deixando-os com 15 cm.

Euforbias suculentas: E. milii, E. trigona, E. tiracali e E. flanaganii preferem atmosfera seca e local ensolarado. Reenvase na primavera em terra acrescida de igual quantidade de areia, sobre uma camada de drenagem. Molhe com regularidade, mas deixe o solo quase secar entre as regas. Adube com solucao fraca de fertilizante liquido, a cada duas semanas.


Outono e inverno


Poinsetia: no outono precisa de muita luz para produzir as bracteas vermelhas. Os vasos de interiores devem ser cobertos com plástico transparente, à noite, em regiões muito frias. Regue esporadicamente e não adube. Em pleno inverno, sua planta devera colorir-se de vermelho.

Euforbias arbustivas: na floração, mantenha a umidade do composto até a primavera e à temperatura acima dos 13°C.

Euforbias suculentas: depois da florada, diminua bem as regas, em especial sob frio intenso, sem ressecar o solo. Mantenha a temperatura a 13°C e luminosidade bem forte.


Propagação


Poinsetia e outras euforbias arbustivas: regue a planta para incentivar o crescimento. Corte 10 cm de um ramo novo; lave a ponta cortada para estancar a saída de seiva. Plante as estacas em vasos individuais de 10 cm com partes iguais de turfa e areia grossa. Cubra com plástico e deixe entre 18 e 21°C, até surgirem os brotos. Replante em vasos maiores e trate-as como plantas adultas.

Euforbias suculentas: corte 10 cm da ponta de ramos novos e lave, para eliminar o excesso de seiva. Espere 24 horas para plantar as estacas em vasos de 10 cm, com partes iguais de turfa e areia grossa.
Cuidado com a umidade do solo: o encharcamento apodrece as estacas. Não cubra o conjunto e ponha-o sob luz forte, indireta, à temperatura de 18°C. Depois de um mês surgem as brotações; replante em terra misturada com areia grossa e trate-as como plantas adultas.


Problemas e Soluções

Folhas doentes significam excesso de água .

As plantas arbustivas com folhas amareladas sofrem com o excesso de regas, e suas raízes podem ate apodrecer. Deixe o solo secar bem, antes de regá-lo de novo.

Os pulgões e as cochonilhas podem deformar os brotos, porque sugam a seiva. Combata-os com mistura de álcool e água.

Manchas acinzentadas significam que sua planta foi atacada pelo mofo cinzento. Remova as partes infectadas e use fungicida.



 


Direção e Editoria
Irene Serra