Ano 17 - Semana 881
 

Violeta Africana:
Cultivo: Fácil
Altura: 10 cm
Umidade: Média
Luminosidade: À sombra, alta.

 

CUIDANDO DAS PLANTAS
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      25 de fevereiro, 2014
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Violeta Africana

As violetas africanas figuram entre as mais populares plantas de interior, em função de seu formato compacto, suas cores brilhantes e, acima de tudo, por sua capacidade de produzir flores abundantes e coloridas durante quase o ano todo. Esse gênero compõe-se de doze espécies perenes, originarias da África Central. Apenas algumas delas despertam o interesse para o cultivo dentro de casa, e a preferência recai nas muitas variedades modernas é nos híbridos existentes. As flores assumem uma extensa gama de cores, desde todos os tons de azul, passando ao branco, rosa, vermelho e bicolor, em pétalas singelas ou dobradas, com formato de estrelas e bordos franjados, frisados ou encrespados.

violeta crespa - Mario Franco

A espécie mais importante e responsável pela maioria dos numerosos híbridos e variedades encontradas atualmente consiste na Saintpaulia ionantha. As plantas de especie natural possuem flores muito bonitas, azul-violáceas, singelas, com centros amarelos, contrastantes, desabrochando o ano todo e em numero maior de dezembro a abril. Suas folhas também apresentam-se vistosas, com formato de coração, textura aveludada e colorido verde-escuro.

violeta africana - Mario Franco

Nos anos 20, quando foram levadas para a Europa, seu cultivo era considerado difícil, pois provinham de zonas quentes. No entanto, alguns viveiristas conseguiram desenvolver formas mais resistentes e robustas, de floração abundante. Sob condições corretas — boa luz, calor constante e umidade razoável — continuam a prosperar, produzindo flores durante o ano inteiro.


Primavera e verão


Quaisquer das espécies e variedades ganham mais viço quando se encontram um pouco amontoadas. Envase na primavera, utilizando mistura sem calcário. Apenas aumente o tamanho do recipiente quando as raizes ocuparem por completo o atual. O tamanho final dos vasos deve atingir os 15 cm de boca; depois reenvase os exemplares estabelecidos em outubro, em anos alternados. Os tipos pendentes ficam melhor em vasos suspensos, onde seus ramos têm espaço para se desenvolver. Remova sempre as flores mortas e folhas danificadas pelas bases, pois se restar parte das hastes elas apodrecerão.


A temperatura deve permanecer entre 18 e 24°C — revela-se essencial evitar a ocorrência de flutuações bruscas. Mantenha o vaso fora das correntes de ar, numa posição bastante iluminada, mas fora da luz solar direta, que pode murchar tanto a folhagem como as flores. As violetas africanas dão-se muito bem com luz artificial: coloque as plantas a 30 cm de distância de dois tubos de 40 watts de luz fluorescente, por um período de doze horas diarias.

Ao comprar, selecione exemplares saudáveis, com folhas inteiras, viçosas e sem manchas. Prefira as plantas que apresentam floração profusa.

violeta - regaRegar as plantas por baixo revela-se o melhor método: mergulhe o fundo do recipiente numa vasilha com água até que a superfície do composto comece a escurecer. Não molhe a folhagem, para que não fique manchada. Drene o excesso e coloque a planta em seu lugar. O excesso de regas danifica os exemplares com rapidez. Espere que a superfície esteja seca, antes de regar novamente 
violeta - limpeza

Retire a poeira das folhas com  um pincel macio e seco;
nunca use pano úmido.



Para que as flores surjam o ano todo, uma adubação regular constitui um fator importante, uma vez que as violetas africanas mostram-se plantas bastante vorazes em proporção ao seu tamanho, e rapidamente consomem os nutrientes contidos no composto. Forneça-lhes um fertilizante liquido a cada três semanas. Aumente a umidade relativa do ar, colocando os vasos apoiados em seixos molhados; evite pulverizar água, a fim de não danificar as folhas.


Outono e inverno


As temperaturas no inverno não devem cair abaixo dos 13°C; o ideal consiste em mantê-las entre 16 e 18°C. No entanto, as condições devem se apresentar semelhantes àquelas recomendadas para primavera e verão. Conserve o exemplar sob forte luminosidade, mas fora da luz solar direta. Regue da mesma forma, somente quando o solo estiver seco: mergulhe o fundo do recipiente numa vasilha com água, até que a superfície do composto esteja úmida. Deixe drenar por completo e permita que a superfície do solo seque de novo antes de repetir o processo. Continue a adubar a cada três ou quatro semanas, mantendo um bom grau de umidade.


Propagação


As estacas de folhas constituem o método mais fácil de propagar violetas africanas. Remova uma folha completa, com seu pecíolo, em outubro ou novembro; apare o pecíolo a um comprimento entre 2,5 e 4 cm, e enterre-o num composto molhado à base de areia, com a lâmina exatamente ao nível do solo. Cubra o conjunto com plástico transparente e mantenha à meia-sombra, a uma temperatura entre 18 e 21 °C. Depois de seis semanas, novas plantas pequenas começam a surgir na base dos pecíolos. Ao longo das quatro semanas seguintes vá descobrindo as mudas por períodos cada vez maiores, a fim de que se adaptem de maneira gradual ao aumento de luminosidade. Forneça-lhes água apenas o suficiente para evitar que o composto resseque por completo; uma vez por semana, adicione um oitavo da dose recomendada para fertilizantes líquidos. Com cuidado, transfira as mudas para recipientes individuais e passe a tratá-las como exemplares adultos.
Transplante apenas mudas bem fortes, deixando os vasos semissombreados por alguns dias.

Sol direto descolore as folhas, provoca manchas cor de palha e deixa as pontas amareladas. A folhagem fica murcha, resseca ou se torna amarela se as condições forem muito secas por muito tempo, tanto com baixa umidade como com regas insuficientes. Mas o excesso de regas leva a planta ao colapso rapidamente, por doenças causadas por fungos, como o míldio. Lembre-se: sempre regue por baixo, evitando molhar a folhagem; permita que haja uma drenagem completa antes de recolocar o recipiente no lugar. Deixe que 1 cm da camada superficial do solo seque para regar de novo.

violeta - Mario Franco

Quando o exemplar não floresce ou produz poucas flores, o problema tem origem na insuficiência de nutrientes. Reenvase a planta com mistura fresca e mantenha uma adubação regular. Uma floração pobre também pode estar ligada à falta de luminosidade.

As pragas mais comuns são os pulgões e as cochonilhas lanuginosas. Tenha cuidado com a escolha dos pesticidas, pois a violeta africana mostra-se muito suscetível aos produtos mais comuns — nunca use aerosóis ou pulverizadores, que provocam danos na folhagem. Procure retirar a praga manualmente.


Saintpaulia ionantha tornou-se a espécie mais conhecida e a ancestral de inúmeras variedades e híbridos disponíveis. Atinge de 8 a 10 cm de altura e de 15 a 25 cm de largura. Forma uma roseta de folhas carnosas, de textura aveludada, com formato de coração, de 8 cm de comprimento cada, presas a pecíolos de 7 cm. A folhagem colore-se de verde-escuro, às vezes com nuances vermelhas no verso. As flores podem aparecer o ano todo, desabrochando em maior numero entre dezembro e abril, em grupos de duas a oito, em pedúnculos de até 15 cm, medindo 2,5 cm de diâmetro. Singela, a florada colore-se de azul-violáceo, com minúsculos sacos de pólen no centro, amarelo-dourados.

Saintpaulia ionantha


5. confusa, também conhecida como S. diplotricha, constitui outra especie importante, envolvida na criação de diversos híbridos. Possui folhas pilosas, verde-claras, quase redondas e de bordos denteados, com 4 cm de comprimento, presas a pecíolos de 8 cm. Os pedúnculos de 10 cm carregam mais de quatro flores violeta-claro, com 2,5 cm de diâmetro cada.

diplotricha

S. grotei, uma especie pendente ou rasteira, ancestral de muitas formas para vasos suspensos, com ramos que chegam a atingir 20 cm de comprimento. Os pecíolos têm 25 cm e as folhas, quase redondas, medem 8 cm de comprimento, verde-claras, de bordos serrilhados, recobertas por uma pilosidade aveludada. As flores pequenas, agrupadas em pedúnculos.

s. grotei - Bill Price


 


Direção e Editoria
Irene Serra