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Comemora-se
o dia internacional da mulher, aos oito dias do mês de março.
O
verão meridional está prestes a ceder seu espaço para o outono, que
logo se instalará com sua doce e cândida estação. Tão doce quanto a
mulher amada, que enriquece o homem com seu aconchego fidalgo e suave.
A
mulher, nas últimas décadas, vem conquistando seu lugar, que jamais
lhe deveria ter sido negado. Ela, faceira e alegre, posiciona-se como a
vanguardeira, na luta por melhores tempos.
Será
que governando o mundo melhor seria a ventura humana, na Terra?
Será
que seu canto e sua voz maviosa despertariam o homem para a
grandeza e santidade da vida?
Será
que a lembrança de que nela cresce o ser que despontará para a vida
tornará este mundo mais belo e santo?
Será
que a graça e a alma gentil, que a envolvem, não despertará no homem
um sentimento de ternura largando para sempre a arma letal que aponta
para o outro ser?
Será
que a mulher merece um dia especial para ser recordada, como a mais bela e terna das criaturas, ou todos os dias, todos os
momentos, toda a eternidade devem-lhe ser dedicados, porque é a
sempiterna participante com o homem dos momentos bons e maus, doces e
amargos, nesta Terra, que para ser terna só depende de nós mesmos?
Sabe-se
que nem tudo é tão doce e suave quanto se desejaria. Escravas do
desejo, violentadas a todo momento, mutiladas em alguns rincões deste
nosso mundo, servas impiedosamente castigadas, prisioneiras do
radicalismo e do fundamentalismo insano e discriminadas em tantos cantões
deste nosso universo ainda habitado por pessoas monstruosas, despidas de
qualquer sentimento de humanismo, sem dúvida há de chegar o momento de
sua redenção plena, quando todos os seres compreenderem a
irracionalidade de tudo isso.
É
utopia? Não, se admitirmos que o ser humano está em contínua evolução
e espiritualização. Basta que se atente para as coisas belas
conquistadas através dos tempos e das civilizações.
Afinal,
a MULHER é a sua colaboradora e não sua serva.
A MULHER é a
colaboradora
graciosa do homem,
fonte
primeira de sua inspiração,
traço
de união entre os seres humanos,
a suprema deusa,
a suprema princesa,
a acalentar o homem altaneiro,
com sua ternura,
com seu amor,
com sua doçura,
com seu calor!
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