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... Acho que seria curioso cada um fazer a
sua lista das "100 mais". Para a minha lista, pensei
nas mulheres na astronomia que não recebem o reconhecimento
que realmente merecem.
Eu fiz algumas pesquisas e topei
com o nome Hipácia, que viveu
na Alexandria ao
redor do ano 400 AC.
Ela foi uma excelente cientista, escreveu muitos livros sobre
matemática e astronomia. De acordo com Sinésio (Bispo de
Alexandria), ela inventou um tipo de Astrolábio
e um Planisfério, lecionou ciências, arte e filosofia. Sua
beleza e
sabedoria, no entanto, não impediram que ela fosse assassinada
durante um tumulto em 415 AC.
Não há menção
sobre uma importante astrônoma até meados do século 15, a mulher
do astrônomo Johann Mueller of Koenigsberg. A irmã de Tycho Brahe,
Sophia Brahe, em 1500, fez observações e escreveu
sobre detalhes importantes, argumentando sobre o movimento dos
planetas ao redor do sol.
Maria
Cunitz, filha de um
famoso médico em Silésia que encorajou seus talentos para com a
astronomia, melhorou as tabelas dos movimentos dos planetas.
O famoso
astrônomo polonês Hevelius era um entalhador-gravador e precisava
de uma assistente. Sua esposa Elizabeth Margarethe
o ajudou e ambos trabalharam na confecção de uma tabela de
estrelas fixas. Após a morte de Hevelius em 1687, Elizabeth
continuou sozinha e publicou dois trabalhos não completados e o
livro Firmamentum Sobieseanum. Este último trabalho foi
dedicado ao rei da Polônia Sobieski e nele ela nomeou em sua honra a
constelação de Scutum (Sobiescianum, que hoje nós conhecemos como
a constelação de Scutum). Este aliás, foi o último catálogo
feito sem a ajuda de um telescópio.
Maria Clara
Emmart, nascida em 1676, era filha do gravador-copiador e
astrônomo amador Georg Eimmart. Ela fez valiosos desenhos de
cometas e manchas solares além de montanhas lunares.
A descobridora do
cometa de 790 foi Maria Margarete Kirsh, casada com
Gottried Kirch, fizeram juntos as sua observações e cálculos para
seus almanaques. Depois da morte do marido ela continuou a publicar
seus almanaques com a ajuda de seu filho Christfried, que mais tarde
tornar-se-ia o diretor do observatório de Berlim.

Madame
Dupaute ajudou a
calcular a data da volta do cometa de Halley.
A maioria de nós
conhece William Herschel o descobridor do planeta Urano.
É fácil esquecer-se de sua irmã Caroline. Com seu pequenino
telescópio de 1 metro de comprimento e um aumento de 20 vezes, Caroline
Hershel descobriu
nebulosas
e aglomerações de estrelas, além
de 8 cometas, num período de apenas 11 anos. Sabe-se
que ela registrou tudo que o irmão achou
e ajudou a construir os seus telescópios, como também era ajudante
no observatório de Slough. Seu catálogo de 561 estrelas são
relacionados com as observações de Flamsteed. Ao mesmo tempo ela
compilou um catálogo por zona de todas as aglomerações de estrelas
e nebulosas observados por William. Este catálogo é uma das listas mais
difíceis para o
astrônomo amador. Por
este trabalho ela recebeu a medalha de ouro da Royal
Astronomical Society em 1828. Ela trabalhou com astronomia até sua
morte em 1848 aos 98 anos de idade.

Um pouco antes da
morte de Caroline, a primeira de uma série de
mulheres Americanas famosas foi Maria Mitchell. Na
noite de 1 de Outubro de 1848 ela descobriu um cometa telescópico.
Este era só o começo de sua reputação. Aos 12 anos de idade
ela atuou como cronometrista para seu pai durante o eclipse anular de
1831. Os ventos gélidos de Nantucket Massachusetts não a
impediram de continuar sua observações. Ela tornou-se
Professora de Astronomia na Escola Vassar.
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