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Felipe Oliveira de
Sousa
Música, uma
substância da alma!
Falar de música é sempre
algo muito desafiador pois envolve emoção, sentimento e alma! Ela norteia o
subjetivo, o abstrato. A partir da música, tornamo-nos capazes de sentir a
liberdade invisível que há em nosso interior. Ela desperta, antes de tudo, a
nossa sensibilidade para compreensões mais profundas sobre os mais diversos
acontecimentos da realidade.
Não irei tentar definir o conceito "música", pois isso constitui algo que
transcende as linguagens expressas, sejam essas escritas ou faladas. Percebo-me
em um dever um pouco mais palpável ao delinear, a partir de agora, algumas
idéias e opiniões acerca do universo e do meio da música.
A música é invisível. Ela desobedece quaisquer regras pré-estabelecidas, já que,
através de um processo natural, torna-se capaz de desenvolver uma resignação
espontânea do ser humano. No momento a partir do qual o indivíduo se encontra
preparado para senti-la em seu ritmo interior, o movimento de sua alma evolui
mais homogêneo, mais denso.
Em um sentido mais amplo, se é que exista algo superior ao Eu interior, a música
nos submete a um poder oculto, que nos eleva a uma concentração nos pensamentos
e a um discernimento de idéias que muito auxiliarão na busca sempre incessante
do ser humano por sua essência individual, sua razão como elo de fundamentos na
sociedade.
A música consiste, primordialmente, em poetizar os sons, para que todas as
emoções sejam expressas em versos e compassos de mais pura harmonia e vida. Não
me proíbo afirmar, assim, que o processo de reedificação da música, algo que
infelizmente se vem apresentando cada vez mais comum ao longo dos tempos,
constitui uma grave digressão em termos da arte e da mais pura arte.
No atual panorama cultural do nosso planeta, que se supõe extremamente
globalizado e democrático, vê-se, muitas vezes, o processo de descaracterização
dos costumes de diversos povos em prol do que se deseja alcançar: um maior
intercâmbio para promover a universalização das culturas das mais variadas
populações.Isso estabelece uma contradição. Esse descompasso também ocorre,
evidentemente, no âmbito da Arte, especialmente no que se relaciona à Música.
É, de certa forma, um absurdo conceber uma fusão dos mais diversos estilos de
música sem que haja, antes de tudo, uma maior consciência dos indivíduos a
respeito do conceito de Arte. O que se constata atualmente não é nada promissor.
O ser humano, sem generalizações, torna-se cada vez mais individualista e,
assim, menos suscetível à influência de novas idéias, fazendo com que a
concepção de Arte se reduza bastante, ficando, dessa forma, bem mais distorcida
e restrita. Isso acaba por convergir na música.
Felipe Oliveira de Sousa
www.felipeoliveira.mus.br
Gentileza de
ALTAMIRO CARRILHO
www.altamirocarrilho.com.br
Enviado por Artur da Távola
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