Ano 9 - Semana 436

 

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06 de agosto, 2005
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Felipe Oliveira de Sousa
 

 Música, uma substância da alma!
 

Falar de música é sempre algo muito desafiador pois envolve emoção, sentimento e alma! Ela norteia o subjetivo, o abstrato. A partir da música, tornamo-nos capazes de sentir a liberdade invisível que há em nosso interior. Ela desperta, antes de tudo, a nossa sensibilidade para compreensões mais profundas sobre os mais diversos acontecimentos da realidade.

Não irei tentar definir o conceito "música", pois isso constitui algo que transcende as linguagens expressas, sejam essas escritas ou faladas. Percebo-me em um dever um pouco mais palpável ao delinear, a partir de agora, algumas idéias e opiniões acerca do universo e do meio da música.

A música é invisível. Ela desobedece quaisquer regras pré-estabelecidas, já que, através de um processo natural, torna-se capaz de desenvolver uma resignação espontânea do ser humano. No momento a partir do qual o indivíduo se encontra preparado para senti-la em seu ritmo interior, o movimento de sua alma evolui mais homogêneo, mais denso.

Em um sentido mais amplo, se é que exista algo superior ao Eu interior, a música nos submete a um poder oculto, que nos eleva a uma concentração nos pensamentos e a um discernimento de idéias que muito auxiliarão na busca sempre incessante do ser humano por sua essência individual, sua razão como elo de fundamentos na sociedade.

A música consiste, primordialmente, em poetizar os sons, para que todas as emoções sejam expressas em versos e compassos de mais pura harmonia e vida. Não me proíbo afirmar, assim, que o processo de reedificação da música, algo que infelizmente se vem apresentando cada vez mais comum ao longo dos tempos, constitui uma grave digressão em termos da arte e da mais pura arte.

No atual panorama cultural do nosso planeta, que se supõe extremamente globalizado e democrático, vê-se, muitas vezes, o processo de descaracterização dos costumes de diversos povos em prol do que se deseja alcançar: um maior intercâmbio para promover a universalização das culturas das mais variadas populações.Isso estabelece uma contradição. Esse descompasso também ocorre, evidentemente, no âmbito da Arte, especialmente no que se relaciona à Música.

É, de certa forma, um absurdo conceber uma fusão dos mais diversos estilos de música sem que haja, antes de tudo, uma maior consciência dos indivíduos a respeito do conceito de Arte. O que se constata atualmente não é nada promissor. O ser humano, sem generalizações, torna-se cada vez mais individualista e, assim, menos suscetível à influência de novas idéias, fazendo com que a concepção de Arte se reduza bastante, ficando, dessa forma, bem mais distorcida e restrita. Isso acaba por convergir na música.

Felipe Oliveira de Sousa www.felipeoliveira.mus.br


  Gentileza de ALTAMIRO CARRILHO
     www.altamirocarrilho.com.br
     Enviado por Artur da Távola

 



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