O Jardim Zoológico do Rio de Janeiro é
o mais antigo do Brasil. Atravessar o
Parque da Quinta da Boa
Vista,
antiga residência da família imperial portuguesa, e entrar hoje, por seu
portão de arcos e colunas - que foi oferecido como presente de casamento a D. Pedro I e à futura
imperatriz Leopoldina por um nobre inglês - é transportar-se para o tempo de um outro país.
Percorrer suas alamedas margeadas de palmeiras imperiais é como entrar
nas páginas de um livro vivo de imagens e histórias de imperadores,
princesas, escravos e todo tipo de gente comum que abriu os caminhos para
construir através dos anos aquilo que somos.
O Zôo carioca oferece uma mistura única
de história, fauna exuberante, ecologia e muito verde. Expor animais e
tentar trazer para dentro da cidade um pouco da vida selvagem começa em
nosso país, mais especificamente no Rio de Janeiro, em 16 de janeiro de
1888, quando o Barão de Drumond funda no Bairro de Vila Isabel o
primeiro zoológico brasileiro. Uma área com riachos, lagos artificiais e
uma extensa coleção de animais. O passar dos anos entretanto, trouxe
dificuldades financeiras, e manter os animais tornou-se muito difícil.
Para solucionar a situação, o Barão criou o "jogo do bicho",
atraindo a atenção de visitantes e moradores do bairro e de
outras partes da cidade, que faziam suas apostas pela manhã e retiravam o
resultado à tarde. A idéia do Barão de Drumond acabou por
transformar-se em uma marca no cotidiano da cidade, mas não foi
suficiente para salvar o antigo zôo, que fechou suas portas na
década de 40.
Mas logo a cidade ganhou um novo zoológico,
inaugurado no Parque da Quinta da Boa Vista, no histórico bairro de São
Cristóvão, em 18 de março de 1945. Uma das imagens mais
marcantes é o imponente portão construído em sua entrada, que pode ser
visto na paisagem de algumas telas pintadas durante o período imperial.
Vivendo períodos de glórias
e dificuldades o Jardim Zoológico carioca chegou aos nossos dias, e em
1985, foi transformado na Fundação RIOZOO.

Com uma área de 138 mil metros
quadrados, mais de 2.100 animais entre répteis,
mamíferos e aves e cerca de 400 espécies; o zôo do Rio possui o maior
plantel de primatas brasileiros e a maior coleção de aves expostas do país.
No setor de fauna reproduzem-se espécies raras e ameaçadas de extinção
como o urubu-rei, a ararajuba, mico leão dourado, a arara azul, a
harpia, o jacaré-de-papo-amarelo e o rinoceronte branco.
O
zoológico abriga ainda, animais "naufragados", tais como pingüins
que chegam em nossas praias e, que depois de tratados retornam ao seu
habitat ou integram-se ao plantel da Fundação.
Há, também, um jovem elefante-marinho do sul, de 324 quilos, capturado em
Búzios, que está espaçosamente instalado no lago.
Em fins de Outubro/99 a Prefeitura do Rio reabriu o ZooAquarium, que fica
numa caverna artificial projetada e construída em 1910 pelo paisagista
Auguste Glaziou, a pedido do imperador D.Pedro II. A arquitetura rústica,
que simula uma caverna calcária, foi preservada e o interior
completamente reformado com materiais modernos.
Dentro do aquário existem 50 espécies de peixe de várias regiões do
Brasil e do exterior, distribuídas em 28 tanques de água doce.
Outras boas atrações do Zoológico são:
a Casa Noturna que abriga animais de
hábitos noturnos como morcegos, ouriços, preguiças reais e tatus; e Vivendo Aves, viveiro de 1200 m²
onde o público pode entrar e ter contato mais próximo com diversas espécies
de pássaros.
Bairro: São Cristóvão
Local de Referência: Entrada da Quinta da Boa Vista,
pela Rua Catalão.
Horário: de terça a domingo - das 09h às 16h30min
Tel: 569 - 2024
Preços: de terça a sexta - R$
4,00; sábado, domingo e feriados - R$ 5,00
Gratuidade a crianças com menos de
1m, idosos a partir de 65 anos e deficientes físicos.
Visitas guiadas agendadas pelo tel. 567-9732:
Mini-Fazenda e Fauna Silvestre (geral), Zoo
Bastidores e Zoo by Night.
Não é permitido entrar com bicicletas ou velocípedes.