Arcos da Lapa
Símbolo do Rio antigo, presente em grande
parte das pinturas da cidade da época, são um exemplo de engenharia e
arquitetura do século XVIII.
Sua construção em pedra e argamassa, em
estilo romano, constituída por dupla arcada, com quarenta e dois arcos e óculos
na parte superior, confirma o desenvolvimento das obras públicas em nível
permanente na primeira metade do século.
Os Arcos faziam parte do Aqueduto da
Carioca, que
canalizava águas das nascentes do Rio Carioca, vindas de Santa Teresa -
àquela época distante do núcleo urbano - para
o Largo da Carioca.
Em 1718, quando do governo de Antônio de Brito e
Menezes, começaram as obras
de instalação de canos de água através da Rua dos Barbonos, mas o
novo governador, Ayres de Saldanha, alterou o projeto original e optou por um
aqueduto entre os morros de Santa Teresa e de Santo Antônio, inspirado no
Aqueduto das Águas Livres de Lisboa, que foi concluído em 1724, levando água ao chafariz
construído no Largo da Carioca
que,
através de suas 16 bicas,
distribuía a água à população. Foi reformado em 1750 pelo brigadeiro José Fernandes Pinto Alpoim, durante o governo
de Gomes Freire de Andrada, o Conde de Bobadela, sendo usado até fins do século XIX.
Desde 1896 serve de viaduto para o bondinho que vai do Largo da Carioca a Santa
Teresa, sendo o principal meio de transporte coletivo deste bairro -
chamado "bondinho de Santa Teresa" - e o único
sistema de bondes ainda existente no Rio.
Os Arcos da Lapa têm em suas proximidades
o Museu do Bonde, o Convento de Santa Teresa, o Convento de Santo
Antônio, as sedes da Petrobras e do BNDES, a Escola Nacional de Música da
UFRJ, a Sala Cecília Meirelles e o Passeio Público.