Ano 12 - Semana 638



 ARQUIVO
 

     27 de junho, 2009
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Arcos da Lapa
Arcos da Lapa

Símbolo do Rio antigo, presente em grande parte das pinturas da cidade da época, são um exemplo de engenharia e arquitetura do século XVIII.

Sua construção em pedra e argamassa, em estilo romano, constituída por dupla arcada, com quarenta e dois arcos e óculos na parte superior, confirma o desenvolvimento das obras públicas em nível permanente na primeira metade do século.

Os Arcos faziam parte do Aqueduto da Carioca, que canalizava águas das nascentes do Rio Carioca, vindas de Santa Teresa - àquela época distante do núcleo urbano - para o Largo da Carioca.


Chafariz Mestre ValentimEm 1718, quando do governo de Antônio de Brito e Menezes, começaram as obras de instalação de canos de água através da Rua dos Barbonos, mas o novo governador, Ayres de Saldanha, alterou o projeto original e optou por um aqueduto entre os morros de Santa Teresa e de Santo Antônio, inspirado no Aqueduto das Águas Livres de Lisboa, que foi concluído em 1724, levando água ao chafariz construído no Largo da Carioca que, através de suas 16 bicas, distribuía a água à população. Foi reformado em 1750 pelo brigadeiro José Fernandes Pinto Alpoim, durante o governo de Gomes Freire de Andrada, o Conde de Bobadela, sendo usado até fins do século XIX.

Desde 1896, os Arcos da Lapa servem de viaduto para o bondinho que vai do Largo da Carioca a Santa Teresa, sendo o principal meio de transporte coletivo deste bairro - chamado "bondinho de Santa Teresa" - e o único sistema de bondes ainda existente no Rio.

Os Arcos da Lapa têm em suas proximidades o Museu do Bonde, o Convento de Santa Teresa, o Convento de Santo Antônio, as sedes da Petrobras e do BNDES, a Escola Nacional de Música da UFRJ, a Sala Cecília Meirelles e o Passeio Público.
 

 


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Direção
IRENE SERRA
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