O Cristo Redentor, símbolo da
Cidade do Rio de Janeiro, foi eleito como uma das 7 Maravilhas do
Mundo Moderno, entre 21 monumentos participantes.
De braços abertos
sobre a Guanabara, o Cristo Redentor abraça o Rio.
Fica no alto do morro do Corcovado (nome dado ao morro no século
XVII pela semelhança a uma corcunda), a 710m acima do nível do mar,
tendo visão panorâmica de 360°. A vista é realmente
deslumbrante e de lá pode-se entender porque a cidade ganhou o nome de Cidade
Maravilhosa.
A estátua tem 30m de altura, com 28m de envergadura, pesa 1.145
toneladas e está colocada sobre um pedestal de 8m de altura onde
existe uma capela para 150 pessoas.
A altura da cabeça é 3,75m e o comprimento da mão 3,20m.
A idéia da construção da estátua data do século XIX quando, em 1859,
o padre Pedro Maria Boss sugeriu que fosse erguido no topo do morro
do Corcovado (à época Pináculo da Tentação) um monumento religioso.
Somente em 1921 o projeto foi retomado, tendo como foco as
comemorações do Centenário da Independência do Brasil. Em 1922, o
presidente Epitácio Pessoa doou o topo do Morro do Corcovado para a
construção da estátua e, no dia 4 de abril, foi lançada a pedra
fundamental da construção.
A estátua foi desenhada pelo artista plástico Carlos Oswald
(alguns relatam que, a princípio, era a imagem de Jesus, segurando
uma cruz na mão esquerda e um globo na mão direita. Segundo o
historiador Milton Teixeira, há controvérsias a essa história.)
Em 1926, finalmente, a obra foi iniciada, com projeto do engenheiro
Heitor da Silva Costa, que convida a dela participarem Paul Landowsky e
Albert Caquot, sendo esse o responsável pelos cálculos estruturais
que garantiram a estabilidade do Cristo, suportando até 200 km de
vento.
Desde o momento em que foi inaugurada, a 12 de outubro de 1931,
transformou-se no símbolo da cidade.
Conforme a jornalista Carla Vieira "O que o fascinava era que o
Cristo, diferente de muitos outros monumentos, ganhava um destaque
especial por se posicionar acima da cidade, num ambiente sem
disputa de atenções, sem desarmonia com as construções, justamente
por não haver nada que impedisse ou dificultasse sua visualização. "

Vista da Enseada de Botafogo, Praia da Urca e Pão de
Açúcar.
Ao desembarcar do Trem do Corcovado, três elevadores panorâmicos,
com capacidade para 14 pessoas cada, conduzem os visitantes a um
ponto intermediário, onde estão localizadas quatro escadas rolantes,
com capacidade de tráfego para 9 mil pessoas por hora
– duas em cada direção.
Uma curiosidade é que, para oferecer maior
comodidade e possibilitar aos visitantes deslumbrar o visual, as
escadas foram postas na mão inglesa. A subida é feita pelo lado
esquerdo, proporcionando ao visitante contemplar a paisagem da
cidade, antes mesmo de se atingir o topo do mirante. Para descer, as
escadas de acesso são as da direita, mais próximas da parede de
pedra, o que diminui o desconforto de se descer olhando para baixo.
Em 1973, o conjunto paisagístico do monumento foi tombado pelo
Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), mas a escultura
só conseguiu o feito em março de 2005.
Por estar localizada no Parque Nacional da Tijuca, que é uma unidade
de conservação, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos
Naturais Renováveis (Ibama), assume a responsabilidade de
conservação, limpeza e vigilância da estátua do Cristo Redentor.
O trem que sobe o Corcovado sai da Estação do Cosme Velho, um
ambiente de lazer e entretenimento moderno e confortável. Além da
área de embarque, há lojas de apoio turístico,
sala VIP e auditório. O grande destaque é o Espaço Cultural, onde se
perpetua toda a rica história da Estrada de Ferro e do Monumento ao
Cristo.

A estrada de ferro surgiu graças a uma visita que Dom Pedro I fez ao
Corcovado. Ao se deslumbrar com a vista de lá proporcionada,
solicitou que fosse aberto um caminho ao cume, que deu início ao
trajeto da estrada de ferro.
O primeiro trecho, Cosme Velho – Paineiras, foi inaugurado em 1884 e
o segundo, Paineiras – Corcovado, no ano de 1885, totalizando os
3.800 m da ferrovia. À época, as composições tracionadas por
locomotivas a vapor completavam o percurso em 45 minutos.
Em 1912, houve mudança de tração de vapor para elétrica, sendo
pioneira no país. Os trens utilizados hoje em dia são de fabricação
suíça e seu sistema de tração é feito por cremalheira e têm
capacidade para transportar 124 passageiros. Para percorrer essa
distância, cujo aclive máximo é de 30%, gastam, na subida, 17
minutos, a uma velocidade de 15 km/h e, na descida, 22 minutos, a 12
km/h.

Vista da Curva do Calombo, Ipanema, Leblon e Jóquei.
Ao centro, a Lagoa Rodrigo de Freitas.
CURIOSIDADES
Mesmo com toda a grandiosidade do monumento, não há registros de
morte em seu período de construção.
Durante a obra, o acesso à visitação ao Morro do Corcovado, não foi
interrompido. A cada dois trens de transporte de passageiros, subia
um, especialmente montado para o transporte das partes do Cristo.
Para a estrutura foi usado cimento armado, ao invés de armação
metálica, e para o revestimento foi escolhido pedra-sabão, material
muito resistente às variações climáticas. Esse revestimento foi
aplicado por senhoras católicas. O revestimento é feito por pedaços
em forma de triângulo (colados em papelão para serem aplicados à
estátua).

Os moldes da cabeça e das mãos, em gesso, em tamanho natural, foram
construídos na França, recortados, trazidos ao Brasil e aqui
reconstruídos em concreto armado.
A cabeça do Cristo é constituída de 50 pedaços. Em seu interior há
12 pavimentos, sendo, no 11º, o coração.
A face, levemente voltada para baixo e para a esquerda, também foi
estrategicamente planejada para ser avistada da cidade e para dar à
estátua a suavidade de quem protege e abençoa.
O monumento era de cor verde e
durante 50 anos, por não haver limpeza, ele assumiu a cor cinza.
O brasileiro que ligou a chave para iluminar o Cristo Redentor foi o
soldado Gustavo Corsão, que posteriormente se tornou um escritor
católico.
A iluminação do Cristo Redentor é mantida até os dias de hoje pela
General Electric (GE), sem custo, por isso ela detém o direito de
imagem de uso nas lâmpadas.

Cristo Redentor visto de costas.

Endereço: Parque Nacional da Tijuca
Acesso: Estrada de Ferro Corcovado - Rua Cosme Velho, 513
Os trens saem a cada meia hora - das 8h30min às 18h30min.
Tel: (21) 2285-2533