Ano 13 - Semana 694



 ARQUIVO dos
Pontos Turísticos

 

         24 de julho, 2010
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Espaço Cultural da Marinha

Espaço Cultural da Marinha

Tesouros dos mares vêm à tona no Rio


O Paço Imperial está lá tal qual nos tempos de D. Maria I, "A Louca". Está lá também a fonte do Mestre Valentim, do mesmo jeitinho do Século XVIII, quando abastecia os barcos na Baía de Guanabara. Depois chegou a galeota de D. João VI, para completar a viagem no tempo em torno do primeiro porto do Rio, a atual Praça XV. Tudo isso e muito mais está no Centro Cultural da Marinha, construído no antigo cais da Alfândega do Rio de Janeiro, sobre área aterrada na segunda metade do século XIX.

galeota de D.João VIA galeota, reformada, com 24 metros de comprimento para 11 remadores em cada bordo, levando na popa uma cabine forrada de veludo para a família Imperial,  é a maior atração do local. Construída em Salvador em 1808, por ocasião da vinda da Família Real portuguesa para o Brasil e trazida para o Rio em 1809, foi usada até os primeiros governos republicanos para deslocamentos pela baía de Guanabara. Esse modelo não tem similares em toda a América.

Galeota de D.João VI, original

Nesta viagem no tempo, o Centro Cultural da Marinha apresenta uma grande quantidade de astrolábios, quadrantes, bússolas primitivas e outros instrumentos de navegação usados no passado; mapas e globos terrestres desenhados ainda sem o continente americano, com base na concepção do mundo de antes das descobertas.

A história da evolução das velas é ilustrada com modelos da vela quadrada, usada pelos europeus, e das velas triangulares, batizadas depois de latinas, inventadas pelos árabes e posteriormente utilizadas por espanhóis e portugueses para vencer os ventos contrários nas grandes descobertas.

O setor dedicado aos naufrágios é um dos mais interessantes. Porcelanas, moedas, utensílios de cozinha e mesa, além de santos e cruzes de bolso, fazem parte do que foi recuperado de alguns naufrágios na costa brasileira.

As miniaturas das caravelas e galeões são um capítulo à parte. Uma delas reproduz com exatidão as peças de artilharia dos navios holandeses que lutaram nos mares do Brasil nos séculos XVI e XVII.

A história da navegação é contada por meio de maquetes desde os tempos em que troncos faziam o papel de canoas. Um passeio pelas diversas regiões do País mostra os pratos típicos de cada lugar: os regatões do Amazonas, os batelões da Lagoa dos Patos e as jangadas do Nordeste.

Contra-torpedeiro Bauru

A grande atração, porém, está atracada no lado de fora: o contra-torpedeiro Bauru, aposentado da Marinha do Brasil, faz a viagem no tempo passar pela Segunda Guerra Mundial, onde serviu na Força Naval do Nordeste.

Ele ainda recebe a companhia do submarino Riachuelo e do rebocador Laurindo Pitta.

Submarino Riachuelo

Ao visitar o Espaço Cultural da Marinha (ECM), você vai embarcar numa sensacional viagem pela história do Brasil e da navegação. A exuberante Galeota D. João VI vai transportá-lo ao século XIX e a viagem continua a bordo do Submarino Riachuelo e da Nau dos Descobrimentos, atracados ao cais do Espaço Cultural.

O Espaço Cultural da Marinha promove passeios para a Ilha Fiscal e pela Baía de Guanabara realizados a bordo do Rebocador Laurindo Pitta, construído na Inglaterra em 1910 para o governo brasileiro, tendo participado da Primeira Guerra Mundial.
Navio-museu Laurindo Pitta
O trajeto, acompanhado por guia, tem duração de uma hora e meia e permite ao visitante conhecer a história das ilhas das Cobras, Fiscal, das Enxadas e Villegagnon, as principais características dos navios de guerra ali atracados além de pontos turísticos e históricos.

A bordo do rebocador os passageiros podem visitar a exposição “A Marinha do Brasil na Primeira Guerra Mundial”, que retrata a participação da Marinha no conflito com fotos e reportagens baseadas em jornais da época. A mostra expõe também modelos de embarcações da Divisão Naval de Operações da Guerra e peças da Coleção do Almirante Frontin.

A Ilha Fiscal, conhecida pelo evento do “Último Baile do Império”, já foi cenário de filmes e de grandes festas. O visitante conhecerá o Torreão – sala de despache de D. Pedro II e Princesa Isabel, Ala do Cerimonial e exposições permanente que retratam a contribuição social da Marinha, a história da Ilha Fiscal e a contribuição tecnológica e cientifica da Marinha. Veja mais sobre a Ilha Fiscal.

Está aberta, também, para visitação pública no Espaço Cultural da Marinha, a Nau Capitânia, um modelo em escala natural de uma nau da época dos descobrimentos, com uma exposição sobre a vida a bordo no final do século XV e início do XVI.
O modelo dessa Nau foi construído em 2.000, para as comemorações do quinto centenário do descobrimento do Brasil e entregue à Marinha do Brasil, em 2008, tendo sido adaptado para essa finalidade e decorado, por meio de um projeto do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, que se baseou em fontes iconográficas do século XVI.

Nau Capitânia


Espaço Cultural da Marinha
Av. Alfredo Agache (em frente à Av. Presidente Vargas)
Tel: (21) 2216-6025, (21) 2104-6025, (21)2233-9165
Horário: das 12h às 16:30h, de terça a domingo
Navio Bauru: de terça-feira a sexta-feira, das 12h às 16h30min; sábados e domingos das 10h às 16h.

Agendamentos para grupos: (21) 2104-6992/ 2104-6721 (telefones de segunda a sexta)
Entrada Franca



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Direção e Editoria
IRENE SERRA
irene@riototal.com.br