Ano 14 - Semana 736



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          20 de maio, 2011
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O Sal do Estado

Jorge Mitidieri


No tempo da colônia, era o sal somente comercializado pelo Estado. A produção e venda do Sal era proibida a particulares, o que assim constituía crime grave. Por diversas vezes, mandou a Coroa que tropas destruíssem as instalações primitivas, principalmente em Cabo Frio, e instalações clandestinas que se aproveitavam da grande salinidade da grande lagoa de Araruama.

O comércio do sal era instável, porém era o governo, por muito tempo, o único fornecedor; por vezes fornecia por contrato o direito de particulares distribuírem a chamada mercadoria Real. Os contratantes, por vezes exploravam o povo, provocando a escassez do produto para depois cobrarem mais caro, o que obrigava a intervenção do Governo. Em uma oportunidade, mandou erguer no meio do Terreiro do Carmo (Praça XV) junto ao Pelourinho, um tronco destinado a castigar os aproveitadores.

O sal vinha diretamente do Reino e era armazenado, por conta da fazenda, em depósitos alugados a particulares.
 

Do livro Contos e Contos de
Jorge Mitidieri
professor e agente de turismo
j.mitidieri@terra.com.br


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