Jorge Mitidieri

O SAL DO ESTADO


No tempo da colônia, era o Sal somente comercializado pelo Estado. A produção e venda do Sal era proibida a particulares, o que assim constituía crime grave. Por diversas vezes, mandou a Coroa que tropas destruíssem as instalações primitivas, principalmente em Cabo Frio, e instalações clandestinas que se aproveitavam da grande salinidade da grande lagoa de Araruama.

O comércio do Sal era instável, porém era o governo, por muito tempo, o único fornecedor; por vezes fornecia por contrato o direito de particulares distribuírem a chamada mercadoria Real. Os contratantes, por vezes exploravam o povo, provocando a escassez do produto para depois cobrarem mais caro, o que obrigava a intervenção do Governo. Em uma oportunidade mandou erguer no meio do Terreiro do Carmo (Praça XV) junto ao Pelourinho um tronco, destinado a castigar os aproveitadores. O Sal vinha diretamente do Reino e era armazenado, por conta da fazenda, em depósitos alugados a particulares.

Do livro Contos e Contos,
 de Jorge Mitidieri,
professor e agente de turismo
jmvrlm@gbl.com.br
 

 


Direção e Editoria
Irene Serra
irene@riototal.com.br

Revista Rio Total