Ano 19 - Semana 958

 

 ARQUIVO dos
Pontos Turísticos
e Históricos



Invista em cultura!

         1º de novembro, 2015
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Museu do Açude


O Museu do Açude tem como proposta relacionar o patrimônio cultural ao natural e privilegiar as artes decorativas. Expõe peças de mobiliário, escultura e cerâmica oriental, prataria e cristais, arte popular brasileira, além dos painéis de azulejos e da coleção de cerâmica do Porto.

O hábito de colecionar de Raymundo Ottoni de Castro Maya tem sua origem nas coleções de moedas, livros e objetos de arte de seu pai. Entre 1920 e 1968 descobriu, colecionou e adquiriu a quase totalidade dos objetos que hoje compõem o acervo dos Museus Castro Maya (Chácara do Céu e Museu do Açude) e que somam aproximadamente 22 mil itens, entre peças, livros e documentos.

Sua atividade como colecionador, iniciada e desenvolvida num período em que, no Brasil, inexistiam galerias de arte e começavam a surgir os primeiros marchands, durou quase 50 anos. As coleções por ele reunidas e que hoje formam o acervo dos Museus, carrega a marca do ineditismo e da peculiaridade.

A partir de 1999, sob a curadoria de Marcio Doctors,
foi criado o Espaço de Instalações Permanentes do Museu do Açude, projeto cultural com características inéditas no Brasil, cujo perfil acompanha uma tendência internacional de transformar grandes espaços públicos em museus a céu aberto - um circuito expositivo ao ar livre, cuja idéia é relacionar o vigor da produção contemporânea da arte brasileira à paisagem natural do entorno do Museu do Açude. Integram este circuito as obras de Iole de Freitas, Anna Maria Maiolino, Helio Oiticica, Lygia Pape, Nuno Ramos, José Rezende, Piotr Uklanski e Eduardo Coimbra.

Ao herdar a propriedade do Açude, adquirida por seu pai em 1913, Raymundo Ottoni de Castro Maya acrescentou-lhe arcadas e beirais de telhas de louça policromada portuguesa, dando-lhe uma fisionomia de residência neocolonial. No interior da casa, na varanda que a circunda, nos jardins e seus pavilhões, destacam-se painéis de azulejos portugueses barrocos, rococós e neoclássicos, provenientes de Lisboa, Salvador e São Luís do Maranhão, além de revestimentos de azulejos de padrão portugueses, franceses e holandeses dos séculos XVII ao XIX. Esse conjunto singular permite uma visão ampla da história da azulejaria no Brasil.

Em 1940 Castro Maya adquiriu mais 40.000 metros quadrados e o terreno, localizado no Parque Nacional da Tijuca, passou a ter a área atual de 151.132 metros quadrados. Ainda nesse período, construiu um pavilhão especialmente para abrigar a coleção de aquarelas e desenhos do pintor francês Jean Baptiste Debret. Do mesmo modo, surgiu o Jardim-de-Inverno para exibir um grande painel de azulejos neoclássicos, da época de D. Maria I de Portugal.

Por volta dos anos 60, quando da criação do Museu do Açude, as instalações que serviam de cavalariça tiveram seu espaço adaptado para exibir o restante do acervo de aquarelas e gravuras oitocentistas da Coleção Castro Maya. Na fachada do pátio, encontram-se aplicados painéis de azulejos que retratam alabardeiros.

No andar térreo da casa principal mantiveram-se como espaços ambientados a sala de jantar, a cozinha e o lavatório, destinando-se as demais salas para exposição de mobiliário, escultura e cerâmica oriental, prataria e cristais, além de exemplares de arte popular brasileira. O segundo piso alterna peças de mobiliário nacional e estrangeiro com figuras de jardim, vasos e telhas de cerâmica portuguesa, sendo também utilizado como galeria para exposições temporárias de artes decorativas. Os pavilhões externos são usados para a promoção de atividades didáticas, culturais e de lazer.
A coleção de arte oriental reunida por Castro Maya, anteriormente exposta em ambos os museus e agora ambientada no Museu do Açude, guarda esses exemplares raros de escultura chinesa, indiana e indochinesa, bem como de porcelanas de procedências diversas.

Os jardins formais são de inspiração portuguesa, construídos em forma de diversos terraços ligados por escadarias. Nas suas fontes, chafarizes, bicas e espelho d'água, bancos e piscina distribuem-se os azulejos e as peças de louça do Porto. São vasos, estátuas, pinhas, globos e leões de gosto neoclássico, provenientes de demolições ou encomendados às fábricas de Santo Antônio do Porto, Portugal. Inclui, ainda, como é comum nas quintas lusas, pomar e horta.

A grande quantidade de plantas ornamentais que florescem nas diversas estações forma um microssistema muito bem equilibrado.
A área do bosque, recortada por trilhas, faz parte do Parque Nacional da Tijuca, com o qual se limita. É um pedaço de floresta tropical úmida dentro de área urbana, que sofrera grandes devastações no começo do século XVIII e passou por experiências bem-sucedidas de reflorestamento a partir de meados do século XIX.
A sua aparência é a de uma floresta sempre verde, densa e intricada, com enorme diversidade vegetal e animal.


Pelo Bosque do Museu do Açude há Caminhadas Ecológicas orientadas, nos finais de semana, com agendamento prévio.






Museu do Açude - Estrada do Açude, 764 - Alto da Boa Vista
(55) 21 3433-4990 / (21) 2492-5443 /2492-2119
cmaya03@visualnet.com.br

Horários de visita - De quinta a domingo, das 11h às 17h.
Entrada franca às quintas-feiras. Fecha nos feriados e dias santos.
Acesso gratuito para menores de 12 anos, brasileiros com mais de 65 anos, grupos escolares, professores e guias turísticos em serviço, membros do ICOM e da Associação dos Amigos do Museu.

Loja de Produtos Culturais - livros de arte, cartões postais e camisetas

Como chegar ao Museu do Açude: 
de ônibus do Centro e da Barra da Tijuca - Linhas nº 221, 225, 233 e 234. Saltar na Rua Boa Vista, próximo ao quartel do Corpo de Bombeiros.
de carro:
por São Conrado - subir a Estrada das Canoas
pela Tijuca - subir pela Av. Edson Passos.
Estacionamento gratuito no próprio Museu do Açude


 

Inicialmente em 18 de maio, 2012







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Direção e Editoria
IRENE SERRA
irene@riototal.com.br