Museu da Chácara
do Céu

O Museu da Chácara do Céu tem como proposta articular arte e cidade,
mantendo exposições de longa duração sobre arte brasileira, iconografia do
Rio de Janeiro, arte européia, e arte oriental.
A história da propriedade da Chácara do Céu remonta ao ano de 1807, com o
arrendamento de parte do terreno pelo administrador do Convento de Santa
Teresa, padre Domingos José da Silva. Nessas terras fez construir duas
casas no cume das quais tinha apenas o usufruto. Entre 1851 e 1871, as
casas e as terras foram vendidas ou arrematadas em leilões por Rowland Cox,
João Pereira de Lemos e Emilio Privat.
Em 1883, após sucessivas vendas e acréscimos de lotes, o terreno ficou com
sua área atual - 25.000m2. Em 18 de outubro de 1898, o pai de
Castro Maya adquiriu a propriedade, conhecida desde 1876 como "Chácara do
Céu". Nela residiu até 1917. Mais tarde, a casa foi arrendada à Legação da
Noruega e alugada como sede da Embaixada do Canadá.
O palacete neoclássico, construído por Januzzi & Filhos, foi herdado em
1936 por Raymundo Ottoni de Castro Maya, que o mandou demolir em 1957 para
dar lugar à construção atual, projetada pelo arquiteto Wladimir Alves de
Souza e com jardins concebidos por Burle Marx. A casa destaca-se pela modernidade das soluções arquitetônicas e
por seu terreno privilegiado, com uma vista de 360 graus da cidade do Rio
de Janeiro e da Baía de Guanabara.
Mecenas das artes no Brasil - Castro Maya coordenou, também, os trabalhos
de remodelação da Floresta da Tijuca e editou importantes livros ilustrados de literatura
brasileira e sobre a cidade - decidiu criar uma fundação para preservar e dar vida ao
patrimônio artístico que reuniu.
Poucos dias antes de falecer, doa a residência de
Santa Teresa à sua fundação cultural e, em 1972, é aberto o Museu da
Chácara do Céu.

A casa, que foi o cenário da vida particular do homem de cultura moderno,
urbano e cosmopolita, mantém-se como o registro material de sua dedicação
à história e à cultura brasileiras. Nela são conservados e expostos os
acervos de pintura, desenho, gravura e escultura, de origem brasileira,
européia e oriental, e de iconografia brasileira, além do mobiliário
brasileiro dos séculos XVIII e XIX e dos
objetos de arte que compõem as salas ambientadas - Sala de Jantar e
Biblioteca.

Hoje, o Museu da Chácara Céu é a instituição pública que reúne o maior
conjunto de obras de Candido Portinari, de quem Castro Maya foi um grande
admirador e incentivador; além de diversos artistas brasileiros como
Guignard, Iberê Camargo,
Antonio Bandeira e Di Cavalcanti.

Ao lado destes, a arte européia está presente nos desenhos e
gravuras de artistas consagrados como Matisse, Picasso, Dalí, Seurat e
Miró.
Interessado também nas manifestações artísticas
populares, Castro Maya adquiriu peças de Mestre Vitalino e Zé Caboclo, e
uma carranca do São Francisco, do famoso escultor baiano Biquiba Guarany.

Inclui também exemplares de arte oriental e porcelana da Cia. das Índias.
No acervo da Chácara do Céu encontra-se ainda a expressiva coleção de
Brasiliana, formada por mapas dos séculos XVII e XVIII, pinturas a óleo,
aquarelas, guaches, desenhos e gravuras de viajantes do século XIX, como
Rugendas, Chamberlain e Taunay, e 490 aquarelas e 61 desenhos de Jean-Baptiste Debret, adquiridos por Castro Maya em Paris, em 1939 e 1940.
O Museu Chácara do Céu oferece uma programação de exposições permanentes e
temporárias, visitas acompanhadas, seminários, atividades educativas, para
crianças de escolas particulares e da rede municipal e estadual.
O universo criado por Castro Maya adquiriu um perfil definido e está
organizado em dois museus, que trabalham de forma integrada: o
Museu do Açude,
no Alto da Boa Vista, como museu natureza e de artes decorativas, e a
Chácara do Céu, em Santa Teresa, como museu de arte e iconografia.
Museu da Chácara do Céu
Rua Murtinho Nobre 93 - Santa Teresa - Cep 20241-050 - Rio de Janeiro - Brasil
Telefax. (21)224-8981 / 507-1932 / 224-8524
E-mail cmaya01@visualnet.com.br
Visitação - Diariamente, das 12h às 17h, exceto às terças-feiras.
Entrada franca às quartas-feiras.
Fecha nos dias santos e feriados.
Gratuidade para menores de 12 anos, maiores de 65 anos, grupos escolares,
professores e guias turísticos em serviço, membros do ICOM e da Associação
dos Amigos do Museu.
Loja - Produtos com a griffe dos Museus Castro Maya e livros de arte e gravuras de artistas brasileiros contemporâneos.
Como chegar ao Museu da Chácara do Céu:
de metrô - Carioca, em seguida bonde de Santa Teresa
ou de ônibus 206 e 214, partindo do Castelo. Saltar no largo do Curvelo.
Metrô - Glória, em seguida Kombi (em frente do Banco Itaú). Saltar na rua Dias de Barros (Curvelo).
de carro - subir pela rua Cândido Mendes, na Glória, ou Francisco Muratori
no Centro. Seguir setas. Estacionamento - gratuito no próprio Museu da
Chácara do Céu.