Passeio Público
 

Localizado no Centro histórico do Rio de Janeiro, entre a Lapa e a Cinelândia, o Passeio Público é o primeiro parque ajardinado do Brasil, e foi concebido por um dos maiores artistas do período colonial brasileiro: Mestre Valentim da Fonseca e Silva. Construído em 1783, o Passeio Público foi o grande ponto de encontro da população carioca nos séculos XVIII e XIX. Em seu interior podia-se contemplar, além de variadas espécies da flora nacional, obras de arte confeccionadas por Mestre Valentim, como chafarizes, esculturas e pirâmides.

 
O maior destaque artístico do Passeio é sem dúvida o Chafariz dos Jacarés, fonte abastecida no passado pelo Chafariz da Carioca, por intermédio de canos subterrâneos. Localizada na extremidade do jardim, a fonte é composta por um largo tanque de cantaria e por peças em bronze, fundidas por Mestre Valentim na Casa do Trem.


Aos domingos pela manhã ali se realiza uma feira de colecionadores de selos e de cartões-postais antigos, entre outros objetos. No jardim encontram-se diversas áreas de estar, com bancos, quiosques e espelhos dágua, com pontes e rochas artificiais.

Visitação:
Todos os dias das 09 às 17horas.

Endereço: Rua do Passeio, s/nº - Centro
Tel.: (21) 2221-5469

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Jorge Mitidieri

Lendas, Histórias e Estórias, o Passeio Público tem pelo menos três, contando o por que ele foi construído.

Existe uma, que era muito conhecida dos alunos em escolas primárias, através do livro Meu Tesouro, para alunos da terceira série - das professoras Helena Lopes Abranches e Ester Pires Salgado - que conta que o Mestre Valentim, que inspecionava a construção do Cais do Largo do Paço, escutou uma linda moça conversando:
- Esta noite tive um sonho...
- Alegre ou triste?
- Bonito, principalmente bonito. Sonhei que esta feia lagoa estava transformada em um belo jardim, onde havia um belo coqueiro!

É verdade. Onde hoje existe o Passeio Público, era uma feia lagoa, suja e mal cheirosa, a Lagoa do Boqueirão, e estava entre terrenos pantanosos, e imaginem que essa lagoa se ligava através dos Arcos com a Lagoa da Sentinela, lá no Mangue. Dizem, portanto, que inspirado no sonho, teria Valentim transformado o sonho em realidade.

A segunda, conta que o Vice-Rei Luiz de Vasconcelos, logo que assumiu o governo, gostava muito de passear pela beira-mar e era visto sempre acompanhado de um amigo mulato, conhecido como Mestre Valentim. Numa dessas caminhadas veio a conhecer e se apaixonar perdidamente, por uma moradora local. Era uma moça humilde, bonita, e que morava em uma casa modesta, junto a um coqueiro, e que costumava lamentar-se da pobreza do local e da sujeira que lá existia. O nome dessa bela rapariga era Suzana e, num desses lamentos, foi ouvida pelo apaixonado, que resolveu tomar providências a respeito. Mais que depressa o Vice-Rei mandou aterrar a lagoa e mandou o ilustre auxiliar projetar um belo jardim em frente à casa da bela amada. A história não é confirmada, mas que é de um grande poder romântico, ninguém nega. Do Projeto inicial, o coqueiro caiu, as garças ali existentes foram roubadas, o original do menino talhado em mármore branco que segurava a tartaruga da qual saia um jato de água para um barril de pedra com os dizeres “Sou útil embora brincando”, também foi roubado e foi substituído por um de chumbo.

A terceira versão, a que é mais plausível, atribui razões de urbanismo e saúde pública para o problema de uma lagoa mal cheirosa e cheia de mosquitos.
 

Do livro Contos e Contos,
 de Jorge Mitidieri,
professor e agente de turismo
jmvrlm@gbl.com.br

 


Direção e Editoria
Irene Serra
irene@riototal.com.br

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