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Monumentos
O
Rio de Janeiro é a cidade que possui o maior número de monumentos, em todo o
Brasil. São mais 640 peças dentre bustos, estátuas, chafarizes e obeliscos.
Dentre eles, destacam-se:
Almirante Pedro Álvares Cabral

Obra do escultor Rodolfo Bernardelli, foi construído em homenagem às comemorações da Descoberta do Brasil.
Inaugurado em 3 de maio de 1900, por Campos Salles. O monumento retrata as figuras de Henrique
de Coimbra, do escrivão Pero Vaz de caminha e do Almirante Pedro Álvares
Cabral, tomando posse da Terra de Santa Cruz.
Bica da Rainha
Construída
no início do século XIX, pela Rainha D. Carlota Joaquina, esposa de D. João
VI, que vinha ao Cosme Velho tratar de um problema de pele nas águas
ferruginosas que emanavam desta fonte. O passeio era freqüentemente
realizado por D. Carlota, que trazia em sua companhia D. Maria I, a Louca, e
seu séqüito de
damas, dando origem à expressão popular "Maria vai com as
outras", em referência às damas que acompanhavam a rainha mãe a todos os
lugares.
Por seu valor cultural, a Bica foi tombada pelo Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional em 1938.
Situada no Cosme Velho, na rua
Cosme Velho 331, até hoje pode-se ver a água vertendo de sua
bica.
Chafariz do Mestre Valentim
Localizado na Praça XV e datado de 1789, foi remodelado na
década de 80.
O Chafariz de Mestre Valentim antigamente ficava à beira mar. Mas hoje uma
larga Avenida e toda a Praça da Estação das Barcas separa o Chafariz das
águas da Baía de Guanabara.
Manteve as características originais, inclusive a escada que ficava com
metade de seus degraus submersos na baía de Guanabara.
Era o principal porto utilizado pelos governadores da colônia e
posteriormente pela família imperial.
Chafariz Grandjean de Montigny
Localizado na Praça Afonso Vizeu, no Alto da Boa Vista, é datado de
1850. Inicialmente foi colocado na Praça Onze mas em 1943, devido as obras
de construção da Avenida Presidente Vargas, foi removido para seu local
atual.
Este arquiteto foi um dos responsáveis pela introdução do estilo neoclassico
no Brasil Todas as obras de Montigny no Brasil encontram-se na cidade do Rio
de Janeiro.
D. Pedro I

Inaugurado em 30 de março de 1862, foi o primeiro monumento instalado em uma rua pública.
Está situado na Praça Tiradentes, no centro do Rio de Janeiro.
A estátua eqüestre está apoiada em uma base de granito e pedestal de bronze
octogonal com faces de alegorias indígenas representando os grandes rios
Amazonas, Madeira, São Francisco e Paraná, além de animais e plantas típicos
do Brasil.
Estácio de Sá
Situado no Parque Brigadeiro Eduardo Gomes, no Aterro do Flamengo, fica em
frente ao Morro da Viúva.
Foi projetado por Lúcio Costa, em 1973, e restaurado pela Prefeitura em
2000. O Monumento está assentado sobre uma plataforma, à qual se tem acesso
por uma rampa e tem como ponto principal uma pirâmide de pedra em forma de
obelisco. Em sua base há uma cripta onde se guarda cópias da campa de
Estácio de Sá e do marco da fundação da cidade, cujos originais estão
guardados na Igreja de São Sebastião dos Capuchinhos, na Tijuca.
Um de seus vértices está voltado para o Morro Cara de Cão, local onde nasceu
a cidade. No sub-solo da cripta estão os restos mortais de Estácio de Sá.
Manequinho
Protegido pela fanática torcida do Botafogo, o chafariz é semelhante à
célebre estátua de Manneken Piss, localizada em Bruxelas. Atualmente, o
Manequinho está situado em frente a sede social do Botafogo, na Rua
Venceslau Braz, 72. Esta estátua é uma réplica da original da que foi
roubada na década de 80.
Monumento
a Cuauhtémoc
Localizado no Aterro do Flamengo, é de inspiração Art Decór.
Obra do artista mexicano Carlos Santacília, em homenagem ao último imperador
asteca, foi
doada à cidade pelo governo do México como parte das comemorações do
Centenário da Independência (1922). Foi inaugurada a 16 de setembro de 1922,
data nacional mexicana.
Sobre um pedestal de granito, com 5 metros de
altura, eleva-se o bronze representando de pé a figura de Cuauhtemoc em
atitude de quem está em combate, tendo nas mãos uma lança e o braço erguido.
Usa o manto Tiacatecati, de chefe e, na cabeça, o diadema dos guerreiros
astecas.
O paisagismo de entorno é de Burle Marx.
Monumento Nacional aos Mortos na Segunda Guerra Mundial
Situado
na Avenida Infante Dom Henrique, no Aterro do Flamengo, este monumento foi
erguido em homenagem aos brasileiros mortos na Itália e que integraram a
Força Expedicionária Brasileira. O monumento cobre uma área de 6.850 metros
quadrados e desenvolve-se em três planos: subsolo, patamar e plataforma,
além de uma ampla escadaria.
A câmara fúnebre fica no subsolo, sendo que quinze jazigos não possuem nomes
gravados porque se referem a desaparecidos e a mortos não identificados:
“Aqui jaz um herói da FEB – Deus sabe o nome.”
São Sebastião
Esta estátua de argamassa foi erigida por iniciativa do Instituto Histórico
e Geográfico nas comemorações do centenário da cidade. Localiza-se na Praça
Juarez Távora, Russel.

Desde 1994 a Divisão de Monumentos e Chafarizes vem levantando o patrimônio
artístico existente na Cidade. O cadastramento destes fez com que, em 1996,
descobríssemos o valioso patrimônio das peças de Fundição de Val D'Osne.
Esse trabalho concluiu que, o Rio de Janeiro é a segunda cidade a possuir o
maior número de peças em ferro fundido do mundo.
A importância dessas obras levou em 1996, a Fundação Parques e Jardins a
firmar Convenio com a ASPM (Assocition pour la Sauvegarde et la Promotion du
Patrimoine Métallurgique haute-Marmais), para salvaguardar esse patrimônio.
Para divulgar a importância, a Fundação Parques e Jardins realizou, naquele
ano, uma exposição na Casa França Brasil. Em 1999 realizou outra exposição,
na Praça N. Senhora da Paz, culminando em 2000, com a publicação das
técnicas de restauração no ferro fundido.
O cadastramento do acervo escultórico da Cidade do Rio de Janeiro, vem sendo
realizado ao longo dos últimos anos, estando atualmente na fase de
compilação dos dados. Os monumentos estão fichados por praças, parques,
largos, jardins e ruas onde estão situados e estão sendo levantadas data de
inauguração, autoria, iniciativa da construção, descrição das obras e, nos
principais monumentos, fatos que envolveram a sua confecção e inauguração.
Quando se trata de uma homenagem, está sendo pesquisada também, a história
da vida da personalidade.
A Divisão de Monumentos e Chafarizes dispõe também em seus arquivos, da
história das principais praças e de um acervo com cerca de 15.000 (quinze
mil) fotos, para atender a diversos tipos de trabalhos de restauração e
pesquisa histórica. Esse material pode ser utilizado por pesquisadores. O
atendimento ao público é realizado às terças e quintas-feiras, das 9:00h às
13:00h e das 14:00h às 17:00h, na Divisão de Monumentos e Chafarizes da
Fundação Parques e Jardins, no Parque Noronha Santos, s/nº - Centro - RJ
-Cep: 20210-031 -Telefones: 2518-2432 - Tel/fax :2518-1898
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IRENE SERRA
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