Ano 15 - Semana 776

 

 ARQUIVO dos
Pontos Turísticos
e Históricos
 


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        01 de março, 2012
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Fundação e
pequena História
da Cidade do Rio de Janeiro

A expedição portuguesa capitaneada por Gaspar de Lemos chegou pela primeira vez à entrada da baía de Guanabara em 1º de janeiro de 1502, cartografando-a como "Rio de Janeiro".
Embora se afirme essa toponímia ter sido incorretamente escolhida, supondo aqueles navegadores terem acreditado tratar-se da foz de um grande rio, na realidade, à época, não havia qualquer distinção de nomenclatura entre rios, sacos e baías, motivo pelo qual o corpo d'água foi corretamente designado como rio.

Em meados do século XVI, os portugueses ainda não haviam se espalhado por todo o litoral brasileiro. Seus domínios restringiam-se principalmente ao Nordeste, onde ficava a sede do Governo-geral (na cidade de Salvador, Bahia) e à vila de São Vicente, no litoral paulista.

Aproveitando-se dessa situação, um grupo de franceses, sob o comando de Nicolas Durand de Villegaignon, se estabeleceu em duas ilhas da baía da Guanabara (atuais Villegaignon e ilha do Governador) e na região da atual praia do Flamengo, com a intenção de criar uma colônia, a França Antártica, e uma cidade – Henriville, em razão do rendoso comércio de pau-brasil.


Mapa da baía de Guanabara em 1555

Os portugueses conseguiram expulsá-los e, conscientes que, se não tomassem posse real do local, os franceses voltariam, o Governador-geral do Brasil, Mem de Sá, chamou seu sobrinho, Estácio de Sá, que chegou ao Rio com uma expedição, desembarcando na estreita faixa de terra situada entre o Pão de Açúcar e o Morro Cara de Cão.

No dia 1º de março de 1565, Estácio de Sá lançou os fundamentos da cidade do Rio de Janeiro, construindo trincheiras para a defesa, as primeiras casas e as paredes da primeira igreja, consagrada ao santo padroeiro da cidade.
A cidade recebeu o nome de São Sebastião do Rio de Janeiro, em homenagem ao rei de Portugal na época: dom Sebastião.

Os combates contra os franceses e os índios tamoios (seus aliados) prosseguiram e, lutando contra eles, na região do atual Outeiro da Glória, Estácio de Sá foi atingido no rosto por uma flecha, morrendo em conseqüência do ferimento, em 20 de fevereiro de 1567, um mês após expulsar os franceses.
A derrota imposta aos franceses foi definitiva.


Monumento a Estácio de Sá
Guarda os restos mortais do fundador da cidade, assim como relíquias desse período, se tornando o marco e o memorial oficial da fundação da cidade do Rio de Janeiro.

Após a morte de Estácio de Sá, Mem de Sá transferiu a cidade da área da Urca para o Morro do Castelo com o objetivo de melhor defender a cidade de ataques. Passou, em seguida, o governo do Rio de Janeiro para outro sobrinho, Salvador Correia de Sá.
A Ilha do Governador possui esse nome por ter sido um engenho de açúcar de Salvador.

Apesar da transferência para o Morro do Castelo, muitos dos primeiros moradores continuaram na região, cuidando de suas roças espalhadas por onde é hoje o bairro de Botafogo.

Ocupando posição estratégica no litoral sul da colônia, na Baía de Guanabara, a povoação cresceu como região portuária e comercial. No século XVIII, com o desenvolvimento da mineração, o Porto do Rio de Janeiro tornou-se o principal centro exportador e importador para as vilas de Minas Gerais, por onde saíam ouro e diamantes e entravam escravos e manufaturados, entre outros produtos.

Em 1763 a cidade transformou-se na sede do Governo Geral, em substituição a Salvador, BA.

Em 1808, com a chegada da família real, o Rio tornou-se a sede do governo português. Após a independência, a cidade continuou como capital, enquanto a província enriquecia com a agricultura canavieira da região de Campos e, principalmente, com o novo cultivo do café no Vale do Paraíba.
Para separar a província e a capital do Império, a cidade converteu-se, em 1834, em município neutro e a província do Rio de Janeiro passou a ter como capital Niterói.

Como centro político do país, o Rio concentrou a vida político-partidária do Império e os movimentos abolicionista e republicano. Durante a República Velha, com a decadência de suas áreas cafeeiras, o estado perdeu força política para São Paulo e Minas Gerais.

O processo de enfraquecimento econômico e político do Rio continuou após a Revolução de 1930. A economia fluminense não se beneficiou da industrialização, apesar de o estado ser escolhido para sediar a Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda, ponto de partida para a implantação da indústria de base no país.

A cidade do Rio de Janeiro manteve-se como importante zona comercial, industrial e financeira, mas com a mudança da capital federal para Brasília, em 1960, o declínio do novo estado da Guanabara foi inevitável.
Em 1974 os estados do Rio de Janeiro e Guanabara fundiram-se por determinação do Regime Militar, constituindo o atual estado do Rio de Janeiro. Com o objetivo de recuperar a sua importância política e econômica, os governos militares fizeram grandes investimentos no estado, como a construção de Angra I e Angra II, no município de Angra dos Reis, e a implantação do pólo petrolífero na bacia de Campos, a mais produtiva do país.


 



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Direção e Editoria
IRENE SERRA
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