ZIPA!


— Sapabela, um sorvete?
— Zipa!
— Ela quis dizer "Sim!". Cadê ela? Sumiu?
— Rospo? Aqui, Rospo! Na sorveteria. Está me vendo?
— Estou indo para aí agora.

Logo a seguir...
— Sapabela, estou organizando uma festa.
— O que tem em mãos, Rospo?
— Os convites.

Assim, no dia da festa:
— Que sucesso, Rospo! Vieram todos os amigos para a sua festa. É um sapo muito querido.

Tempos depois Sapabela encontra o amigo um pouco triste e abatido.
— O que foi, meu querido? O que aconteceu?
— Estou atravessando um momento difícil em minha vida. Vivendo um certo drama.
— O problema é tão grande assim?
— Muito grande.
— Que providência já tomou?
— Enviei os convites para os amigos.
— Convites?
— Estão convidados a participarem da minha dor. Estou esperando por eles.
— Todos?
— Sim, todos os amigos.
— Sei, sei. Compreendo. Querido, o primeiro a fazer é expulsar a tristeza.
— Isso é fácil, Sapabela?
— Rospo, eu sou a alegria, quer vir comigo?
— Zipa!
— Fui eu quem inventou isso, Rospo! E se você vem comigo, pode deixar esses convites para lá.
- Que tal mais um sorvete?

— Yupiiii!
— Sei que não é fácil, mas só porque é difícil, lá vamos nós!
 



15 de março, 2012
Ano 15 - N° 778