Ano 20 - Semana 1.039
 

 

 
   
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    01 de agosto, 2017
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Testosterona




Falta de testosterona contribui para o aumento da barriga no homem e também pode levar à disfunção erétil


Estudos mostram como o hormônio interfere na saúde e na qualidade de vida masculina e apontam novo parâmetro para medir eficácia de medicamento contra a disfunção erétil.

De acordo com o urologista Geraldo Faria, a relação entre a disfunção erétil e doenças cardiovasculares – como hipertensão, infarto e AVC (acidente vascular cerebral) vem sendo estudada há cerca de duas décadas. “Ao longo do tempo, as pesquisas têm avançado até que, recentemente, os estudos apontaram a disfunção erétil como um marcador de problemas cardiovasculares”, afirma Faria. O médico explica que isso acontece porque as artérias e veias do pênis são mais finas e, portanto, são afetadas de forma precoce pelos danos causados pela hipertensão ou pelo diabetes. Ainda de acordo com o urologista, 50% dos homens com diabetes apresentam DE, que geralmente se manifesta 10 anos após o surgimento da doença.


Testosterona e síndrome metabólica – Diversos estudos têm demonstrado que a queda das taxas de testosterona no organismo masculino não está associada somente ao avanço da idade. Essa diminuição está ligada também a males crônicos, especialmente àqueles que representam alto risco para o desenvolvimento de doenças metabólicas e cardiovasculares: diabetes tipo 2, obesidade, hipertensão e dislipidemia (colesterol alto).

No entanto, a combinação entre dieta balanceada, prática regular de exercícios físicos e terapia hormonal à base de testosterona pode ser a chave para romper o círculo vicioso que se forma entre os problemas crônicos de saúde e o Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM) – ou hipogonadismo. “Uma pesquisa alemã  publicada no site do Journal of Andrology, feita pelo professor Armin Heufelder, demonstrou que, após um ano de acompanhamento, pacientes com hipogonadismo e diabetes que adotaram um estilo de vida saudável e receberam a terapia hormonal saíram do quadro de síndrome metabólica”, conta Farid Saad, especialista em endocrinologia e diretor médico da área de Saúde Masculina da Bayer Schering Pharma na Alemanha. “Esses homens apresentaram melhora de sua composição física, com ganho de massa muscular e perda de gordura, cuja consequência foi o melhor controle glicêmico”.


Pressão arterial – Uma pesquisa norte-americana acompanhou a evolução de 183 homens ao longo de 11 anos de terapia hormonal com undecilato de testosterona. Nesses pacientes, a pressão arterial média baixou de 14 por 9 no início do tratamento para 13 por 8 ao final do levantamento.

De acordo com Farid Saad, a testosterona tem um papel abrangente no organismo e a diminuição dos níveis hormonais no homem maduro pode acarretar sintomas desagradáveis, além de agravar outros problemas de saúde. As investigações científicas mais recentes demonstram a importância desse hormônio também na evolução das doenças crônicas no homem".

A introdução de um tratamento específico para restabelecer os níveis de testosterona em homens que apresentam queda das taxas desse hormônio no organismo é relativamente recente. Esse fenômeno, conhecido como Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM) – também chamado de hipogonadismo ou, popularmente, de andropausa - atinge até 33% dos homens acima de 60 anos e pode trazer sintomas psicológicos como depressão, irritabilidade e dificuldade de concentração, além da possibilidade de agravar doenças crônicas como a síndrome metabólica e aumentar o risco cardiovascular.

Tratamento da disfunção erétil – O estudo internacional ENDURANCE, apresentado por Ridwan Shabsigh, professor de Urologia da Columbia University e diretor do departamento de Urologia do Maimonides Medical Center (ambos em NY/EUA), comprovou que o tempo de duração das ereções em homens com problemas como hipertensão, diabetes e síndrome metabólica pode dobrar ou triplicar com o uso de vardenafila, aumentando da média de 5 minutos para até 12 minutos. Tendo em vista que outra pesquisa mostrou que a relação sexual satisfatória para o casal dura de 7 a 13 minutos e que a média de tempo dos intercursos dos homens saudáveis é de 10 minutos, os dados trazidos pelo ENDURANCE são um alívio para quem sofre de disfunção erétil (DE).

Essa pesquisa mediu o desempenho de 201 homens com DE associada a doenças como diabetes, síndrome metabólica e hipertensão durante oito semanas. Todos os participantes receberam cronômetros para marcar o tempo de duração de suas ereções. Eles passaram por dois períodos de testes, um utilizando vardenafila e outro tomando placebo (comprimidos sem princípio ativo). Após tomar comprimidos de vardenafila, os participantes relataram uma duração média da ereção de até 12 minutos. Por outro lado, ao ingerir placebo, a média obtida foi de 5 minutos. “Isso significa que um paciente diabético com DE, por exemplo, pode ter o tempo de ereção peniana equivalente a de um indivíduo que não sofre com o problema”, explica Geraldo Faria.


    Direção
    IRENE SERRA
     irene@riototal.com.br