Ano 11 - Semana 566

 


Os antioxidantes são um conjunto heterogêneo de substâncias formadas por vitaminas, minerais, pig-mentos naturais e outros compostos vegetais e, ainda, enzimas, que blo-queiam o efeito danoso dos radicais livres.
O termo antioxidante sig-nifica que impede a oxi-dação de outras subs-tâncias químicas, que ocorrem nas reações me-tabólicas ou por fatores exógenos como as radia-ções ionizantes.
 


 

 

   02 de fevereiro, 2008
 

Bactéria resistente também ficou mais agressiva


Pesquisadores suecos descobriram que linhagens de bactérias resistentes a drogas estão ficando mais agressivas. Até agora, as bactérias multirresistentes eram motivo de preocupação devido à dificuldade de encontrar um tratamento eficaz, uma vez que são resistentes a muitos antibióticos. Porém, elas não eram particularmente mais virulentas. Cientistas do Instituto Sueco para Controle de Doenças disseram, no entanto, que certas bactérias resistentes sofreram mutações e ficaram mais agressivas.

Num estudo publicado na revista americana "Proceedings of the National Academy of Sciences", Johanna Bjorkman e sua equipe relataram a descoberta de uma linhagem mutante agressiva de bactérias do gênero Salmonella. Segundo Bjorkman, salmonelas resistentes podem sofrer mutações que lhes dão maior agressividade em poucas gerações.

O estudo foi realizado com camundongos. Os cientistas usaram três tipos de antibióticos para combater uma infecção no fígado dos animais. Normalmente, a salmonela resistente não provoca uma infecção severa nos camundongos. A linhagem mutante mais agressiva, porém, deixou os animais gravemente doentes.

No Brasil, já foram detectadas bactérias multirresistentes a diversos antibióticos, entre elas os Staphylococcus aureus, importantes causadores de infecção hospitalar. Mas até agora no país essas bactérias continuam sensíveis à vancomicina, um dos poucos antibióticos que ainda podem ser utilizados no combate dessas infecções. Recentemente foi descoberta uma linhagem de S. aureus resistente ao antibiótico mupirocina, justamente o mais usado no controle dessa espécie de bactéria em hospitais. No entanto, a cientista Agnes Figueiredo, professora adjunta do Instituto de Microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professora visitante do Instituto Skirball de Medicina Biomolecular da Universidade de Nova York, esclarece que no Brasil ainda não foi verificada diminuição da sensibilidade à vancomicina na linhagem multirresistente de S. aureus disseminada nos hospitais. Mas a cientista alerta que é preciso fazer um controle epidemiológico mais rigoroso, para evitar que o combate da bactéria se torne mais difícil no país.

Fonte: Globo On

 


Direção
IRENE SERRA
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