Ano 11 - Semana 566

 
   
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Importante:

Qualquer pessoa que sofra de paralisia, câncer,  lepra, AIDS e um série de outras doenças incapa-citantes, seja total ou parcialmente, tem direitos a isenções de impostos,  taxas, desconto no preço para compra de carros adaptados, passe  livre em metrô e transporte coletivo, remédios gratui-tos.

Entre os direitos que po-dem ser requeridos estão:

- Aposentadoria integral (mesmo sem contar com o tempo necessário  de contribuição ao INSS)
- Isenções de IR; CPMF; ContribuiçãoPrevidenciária
- Se houver deficiência física: isenção de IPI; ICMS; IOF e IPVA
- (isenção VITALÍCIA de IPVA) na compra de carro especial, ou adaptado. O preço do carro, nesses casos, cai em 30%. (trinta
por cento).
- Direito ao saque total de FGTS e fundos PIS ou PASEP.
- Direito da quitação de valor financiado (anterior à doença) para compra de imóvel.
- Atendimento médico domiciliar
- Remédios gratuitos; etc.

 


 

 

   02 de fevereiro, 2008
 

Cardiomiopatia Hipertrófica Familiar

A hipertrofia do ventrículo esquerdo é resposta a uma sobrecarga, sendo uma reação cardíaca típica encontrada nos pacientes hipertensos. Nesses casos há um aumento das proteínas do sarcômero da fibra cardíaca, mas essa cardiomiopatia, por ocorrer por mutações genéticas que podem aumentar a fibra, resulta na cardiomiopatia hipertrófica familiar (CHF) que não tem nada a ver com a sobrecarga. Essa CHF pode causar infarto, insuficiência cardíaca, AVC, arritmias ventriculares e morte súbita. Conseguindo a regressão da hipertrofia há possibilidade de um diagnóstico mais favorável. A cada 500 pessoas, ocorre um caso de hipertrofia.

A CHF está associada à uma mutação do gene responsável pela miosina cardíaca ligada à proteína C, em 15% dos casos. A presença dessa alteração na seqüência do DNA, no código genético, em 16 casos dessa alteração miocárdica foi pesquisada por Niimura e colaboradores, da Harvard University em 574 familiares desses pacientes, com risco de terem herdado esse defeito genético. Como é desconhecido o grau de complicações clínicas que podem surgir com a presença desse gene alterado, foram estudados o estado clínico de 212 familiares para estudar as possíveis associações.

Foram encontrados 12 tipos de novas mutações, nesses 574 familiares, quatro eram de pequena expressão, mas em oito mutações os defeitos eram amplos, que poderiam alterar a miosina cardíaca, ligada à proteína C. Esses quatro casos, grupo A e os oito casos, grupo B, não tiveram diferenças na expressão clínica do quadro. A única diferença foi a idade do inicio da sintomatologia. Em 58% dos pacientes (68 de 117 pacientes) que tinham em torno de 50 anos, essas mutações, tanto do grupo A como B, estavam ligadas à manifestação clínica da doença. A doença era menos grave quando havia uma aleração de um dos tipos descritos após 60 anos. De qualquer forma a sobrevida é melhor nesses tipos de mutações (A e B) do que as que foram descritas nas proteínas do sarcômero de fibra cardíaca, que pode ocorrer em pessoas mais jovens. A maior parte dos pacientes familiares descritos, tiveram morte súbita.

Concluem os autores que deve-se fazer essa pesquisa genética nos familiares, com mais de 50 anos, de pacientes com cardiomiopatia hipertrófica familial.


 

Fonte: Revista de Atualização Médica



    Direção
    IRENE SERRA
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