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Sono adequado 

Pessoas que costumam descansar satisfatoria-mente à noite, 7 a 8 horas, por exemplo, apre-sentam riscos menores de adquirirem resfriados do que aquelas que dormem pouco. Cientistas da Uni-versidade Carnegie Mellon nos Estados Unidos, concluíram que quanto menos a pessoa repousa, mais probabilidades tem de contrair resfriados. O principal motivo é o fato de se produzir mais substancias que estimu-lam inflamações celulares denominadas citocinas que, alem disso, podem estimular outras situações que se relacionam com queda de imunidade. A situação agrava-se quando, alem da privação do repouso, se abusa de açúcar principalmente à noite.
Mais um alerta para que nos observemos melhor e procuremos conciliar sono adequado com controle no uso de carboidratos.

 


 

        29 de abril, 2005
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Novas medidas do fêmur



Existe uma verdadeira epidemia de fraturas do fêmur proximal, nas pessoas idosas. Nos Estados Unidos, são 1,6 milhões por ano. A tendência é crescer, porque a população está envelhecendo e com isso aumenta a osteoporose e em conseqüência aumentam as fraturas.

R. A. Duthce e colaboradores, professores de radiologia na Universidade de Aberdeen (Escócia) relataram que desde 1900 a 1980, 120 pessoas doaram seus corpos para estudos. Os professores resolveram estudar as dimensões do eixo da bacia e o comprimento de uma região do fêmur que se chama colo do fêmur, aonde surgem o maior número de fraturas, nesses 120 cadáveres, no passar desses 80 anos.

Os professores verificaram que as duas dimensões foram aumentando no decorrer dos anos nos dois sexos, mas no homem muito mais do que na mulher (p<0,001) e que essa diferença é significativa. Em ambos os sexos houve um pequeno mas significativo aumento do comprimento do fêmur e da largura do colo do fêmur e do diâmetro da cabeça do fêmur . Não houve, entretanto, uma anteversão da cabeça do fêmur. Os autores atribuem essas alterações à melhoria da alimentação na infância (em 1990 existia raquitismo na Escócia) e a melhoria dos níveis de vida (principalmente a realização de exercícios). Porém essas alterações osteométricas podem induzir a um maior número de fraturas, tanto no homem e na mulher, independente do sexo e idade.

Pacientes com fraturas trocanterianas, que se dão por acidente, são 3,7 anos mais velhas em média e tem maior perda de massa óssea do que as pessoas com fratura no colo do fêmur (que é a fratura osteoporótica). Isso significa que essas alterações tem importância maior do que a osteoporose e a idade.

Outro trabalho mostrou que se a mãe tiver uma fratura de fêmur, o risco de um filho ou filha ter uma fratura trocanteriana (que não é osteoporótica) é 2,9 vezes maior do que ter uma fratura de colo de fêmur que é osteoporótica. O mesmo trabalho mostrou que a densidade óssea, que mede a osteoporose, das pessoas com esses dois tipos de fratura do fêmur são semelhantes.

O colo do fêmur está ficando mais longo e mais fino, comparando medidas de 1900 e 1980. O fêmur nessas condições, por razões biomecânicas está mais sujeito a fratura. Se isso for verdade, as medidas de prevenção baseada na osteoporose deverão ser revistas.

 Fonte: Revista de Atualização Médica


 


 

Direção
    IRENE SERRA
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