Ano 8 - Semana 427

 
   
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    02 de julho, 2005
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Síndrome de Reye

Milton Artur Ruiz

A Síndrome de Reye é uma síndrome que se apresenta como uma encefalopatia e degeneração gordurosa das vísceras e aparece após uma infecção aguda causada por vírus. Esta doença é rara, sendo estimada a presença de 1 caso para 100.000 pessoas.

A doença foi descrita, pela primeira vez, em 1929, como uma doença clínica e patológica, mas não foi devidamente identificada. Em 1963 foram reportados 16 casos de encefalite, no estado da Carolina do Norte, Estados Unidos, caracterizando uma epidemia da Síndrome.

Até hoje, ela é uma doença não entendida, que ataca crianças com idade abaixo de 16 anos, e tendo como possíveis causas os agentes viróticos, tais como o vírus da varicela, toxinas exógenas, salicilatos (aspirina) e defeitos metabólicos intrínsecos nas enzimas do ciclo da uréia.

Em relação ao uso de aspirinas durante os períodos infecciosos descreve-se que elas podem fazer aparecer a síndrome, mas não há provas conclusivas a respeito. Por isso é que as bulas de aspirina alertam para tal fato, com o intuito de prevenir a população contra estes efeitos colatais.

A maioria dos casos registrados nos Estados Unidos, ocorre no outono e inverno. Os surtos foram associados a ocorrência do vírus da varicela, do Epstein-Barr. Na Tailândia, a síndrome foi associada à ingestão de aflatoxina.

Com o aparecimento da doença, há um acúmulo de gordura do pâncreas, coração, rins e baço, além de uma inflamação do fígado.
 

Sinais e Sintomas

Os sintomas são precedidos por uma doença de característica viral, como uma infecção respiratória, diarréia ou mesmo após varicela. No caso da varicela, a síndrome aparece cinco dias após os primeiros sinais da doença e das erupções na pele da criança.

São sinais da Síndrome: náuseas, vômitos, letargia e indiferença. A criança também pode apresentar irritação, delírios, amnésia e respiração acelerada. O fígado pode crescer de tamanho, mas não há sinais de manchas amarelas na pele ou febre pronunciada.

Quando a doença avança pode ocorrer estágios mais profundos de coma, convulsões, episódios de desorientação, flacidez e o paciente pode apresentar as pupilas dilatadas, fixas, além da evolução do quadro para uma parada respiratória.


Tratamento

Como a causa da síndrome é incerta e os distúrbios do metabolismos são generalizados, não há um tratamento específico. Se o diagnóstico for feito cedo, e houver um cuidado intensivo, isso colaborará no tratamento e na evolução do paciente.

Os estágios mais avançados requerem um cuidado intensivo, sendo que a criança deve ser monitorada, para haver um controle do seu estado de saúde, e de todas as funções orgânicas.

Os prognósticos para as crianças com a síndrome de Reye são sombrios. Se feito um diagnostico cedo, há chance de redução da mortalidade. Nos casos em que o diagnóstico é tardio, poderá haver seqüelas neurológicas graves e até fatais.

O tratamento da criança com Síndrome de Reye deve ser sempre em hospital e não em casa, pois é uma doença séria e grave.


Prevenção

Não devem ser administrados aspirinas ou outros derivados no tratamento da varicela, gripe ou outro tipo de doença de origem viral.

E não deve-se dar aspirina inadvertidamente em qualquer doença para crianças com menos de 12 anos de idade.

 


 

Direção
    IRENE SERRA
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