Ano 9 - Semana 448



Diabetes
O Ministério da Saúde executa ações preventivas como o Pratique Saúde, que estimula hábitos saudáveis de vida e distri-bui gratuitamente medica-mentos na rede do SUS.

A prevenção com acompa-nhamento rígido e educa-ção dos pacientes e dos profissionais de saúde, pode prevenir até 85% dos casos de amputação. A meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) é uma redução de 50% das taxas de amputação. Os diabéticos podem se prevenir com a inspeção regular dos pés e o uso de calçados adequados. Calçados que são impró-prios, novos e de uso apenas recente, ou a falta de calçados são os princi-pais traumas causadores das ulcerações.
A falta de sintomas não significa que os pés sejam saudáveis.


 

 

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     29 de outubro, 2005
 

Diabetes

No Brasil, o diabetes é a quarta causa de morte e
a primeira de cegueira e de amputação de membros inferiores

A cada minuto ocorrem no mundo duas amputações em pessoas com diabetes;
do total de 1 milhão realizadas anualmente, 85% poderiam ser evitadas.


Levantamento da Sociedade Brasileira de Diabetes – SBD estima que existem, aproximadamente, 8 milhões de pessoas portadoras de diabetes no País, sendo que boa parte delas ignora sua condição e portanto não recebe qualquer tipo de cuidado ou tratamento. Calcula-se que em todo mundo existam 150 milhões de pessoas com diabetes (dados Organização Mundial de Saúde – OMS). Para se ter uma idéia da evolução da doença, em 1985, a OMS calculava o número de diabéticos no mundo em cerca de 30 milhões. Em 1990, as estimativas eram de 80 milhões. Quatro anos depois, já se falava em 110 milhões. Para o ano de 2025, a OMS projeta a espantosa cifra de 300 milhões.

A Sociedade Brasileira de Diabetes-SBD) criada pelos maiores especialistas em Diabetes do Brasil e que atua permanentemente no campo de prevenção e tratamento do diabetes, alerta a população para a gravidade de uma doença que gera milhares de óbitos por falta de diagnóstico, conscientizá-la sobre a importância da realização de exames preventivos e informá-la de que simples mudanças no estilo de vida, como manter alimentação saudável e atividades físicas, podem prevenir a doença e também promover mais qualidade de vida entre os diabéticos.

A principal orientação da SBD nesse sentido é a necessidade de conscientizar a população e os profissionais de saúde sobre como prevenir o Diabetes – apenas mudando hábitos e estilo de vida. Lutar contra a obesidade, praticar exercícios físicos e ter alimentação saudável. Consultas periódicas com especialistas fazem parte das prioridades pela SBD. “Evitar o diabetes é uma questão de bom senso”, considera o endocrinologista dr. Leão Zagury, presidente da SBD.

Do ponto de vista econômico, de acordo com o presidente da SBD, recentes estudos nos Estados Unidos revelam a dimensão do custo direto e indireto da doença: um diabético pode gastar até 3500 dólares a mais do que uma pessoa não diabética por ano e que o total do cuidado com os diabéticos excede 100 bilhões de dólares anuais, o que corresponde a 15% do total anual do gasto com saúde pelo país. Na Inglaterra estes gastos atingem 8% da importância disponibilizada para o National Health Service. “O custo do Diabetes para o individuo e para a sociedade e a prevalência torna impossível avaliar corretamente a devastação que o diabetes vai provocar no futuro; a única certeza que tenho é que se não forem tomadas medidas imediatamente os resultados serão desastrosos”, afirma Zagury.

Cerca de 70% das amputações do sistema de saúde são de partes do corpo de pessoas portadores de diabates, sendo que um dos principais problemas enfrentados é o chamado pé diabético. Pequenas lesões evoluídas pela falta de cuidados geraram somente no ano passado 17 mil amputações de coxas e pernas, a um custo anual de R$ 18,2 milhões para o Sistema Único de Saúde (SUS).. Os números não contam com as cirurgias para retirada de dedos necrosados, que são realizadas em maior quantidade. A situação é considerada dramática pelo Ministério da Saúde e demais organizações internacionais e foi escolhida como tema do Dia Mundial de Combate ao Diabetes (hoje, 14 de novembro). O dia internacional será marcado no Brasil pelo Congresso Brasileiro de Diabetes, que contará com a presença de especialistas do mundo.


Educação significa revolução

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, doutor Leão Zagury, a educação em diabetes representa uma nova revolução, cujo impacto pode ser comparado com o mesmo provocado pela introdução dos antibióticos e a insulina no Brasil. “A educação em diabetes veio para melhorar a qualidade de vida do paciente, o que é fundamental”, considera.

Pioneiro nesta área no Brasil ele conta que a idéia de educar em diabetes surgiu em 1970. Os primeiros países que aderiram foram os europeus. Para ele, o Brasil ainda caminha de forma tímida nesta área. Zagury explica que um indivíduo diabético educado para cuidar do problema diminui ou exclui sensivelmente o número de complicações secundárias e conseqüentes internações.

Ele esclarece que não existe no Brasil a profissão ‘educador em diabetes’. O que há são profissionais da área de saúde que fazem educação. “Ensinar os diabéticos sobre seu problema deve fazer parte do tratamento”. afirma.

Estima-se que 11% da população brasileira de 40 anos ou mais é portadora de diabetes. Em 1996, a prevalência da doença era de 120 milhões de pessoas no mundo e está prevista para atingir 250 milhões em 2025, devido ao envelhecimento crescente, à obesidade, ao estilo de vida sedentário, e às modificações nos padrões diabéticos. As úlceras nos pés são iniciadas por cortes superficiais e deformidades no pé, muitas vezes relacionados à perda de sensibilidade do portador da doença. Associado à perda da capacidade de cicatrização, a ferida evolui até haja a necessidade de amputação.


Prevenção

O presidente da SBD diz que “diagnosticar precocemente os portadores de intolerância à glicose e estimulá-los a agir preventivamente praticando de atividades físicas e mantendo o peso saudável fazem com que os riscos de se tornarem diabéticos reduza em 58%”. Para o endocrinologista, uma vez diagnosticado o Diabetes, os portadores procurem seus médicos com certa freqüência para controlar bem a disfunção e assim evitar as complicações.

Ele recomenda que sejam cumpridos no mínimo 150 minutos de atividades físicas por semana, o que corresponde a pouco mais de 20 minutos diários. Um pequeno empenho que assegura saúde e qualidade de vida.



Sobre a Sociedade Brasileira de Diabetes – SBD

A Sociedade Brasileira de Diabetes é constituída pelos maiores especialistas em diabetologia do país que se dedicam permanentemente à pesquisa e atualização científicas. Dado o caráter multidimensional do diabetes e suas implicações sócio-culturais e econômicas, a missão da SBD é de amplo espectro.

No plano Técnico-científico, a SBD tem por finalidade contribuir para a reciclagem dos médicos e profissionais de saúde, através da disseminação de conhecimento. Congressos, cursos, seminários e simpósios são algumas das atividades através das quais a SBD cumprirá esta finalidade. No plano Institucional, a SBD tem a missão de promover gestões contínuas junto às autoridades, visando a adoção de políticas públicas condizentes com a dimensão social e econômica da doença. No Plano Educacional é função da SBD conscientizar, de todas as formas possíveis que estiverem a seu alcance, a população em geral a se prevenir e se tratar. Tendo em vista, porém, por exemplo, que a obesidade é um co-fator chave da doença, a educação de diabéticos e pré-diabéticos ultrapassa a fronteira da medicina para penetrar numa questão sócio-cultural que envolve hábitos (e maus hábitos), de vida de um modo geral e de alimentação, em particular.

Fundada em 1970, a SBD atualmente é presidida pelo dr Leão Zagury e é reconhecida nacional e internacionalmente como uma instituição-referência e um centro de saber e informação em diabetes, orientada por princípios de ética e transparência e por uma conduta médica e social desvinculada de qualquer interesse pessoal, financeiro ou corporativo.

SBD é uma sociedade que vem crescendo e ocupando um lugar de destaque dentro da medicina nacional. Recentemente, a entidade sentiu necessidade de ampliar seu trabalho, nomeando representantes em vários estados. Além das Delegacias Regionais foram criados Departamentos (Nutrição e Metabologia, Enfermagem, Educação, Diabetes Gestacional, Epidemiologia, Pé Diabético, Diabetes no Jovem, Metodologia Científica, Cardiologia Vascular, Complicações Crônicas e Atividade Física) para manter unidos os vários profissionais envolvidos com o tratamento do diabetes. Já estão em funcionamento cinco Regionais da SBD: Bahia, Ceará, Minas Gerais, Goiás e Sergipe. A SBD realiza de dois em dois anos um Congresso Nacional, de atualização científica (para médicos e profissionais de saúde) e educacional (voltado a pacientes e Associações de Pacientes Diabéticos), que reúne cerca de 2.000 pessoas. A SBD está aceitando inscrições como associados de clínicos gerais e profissionais de saúde por meio do site www.diabetes.org.br

A sede da Sociedade Brasileira de Diabetes fica na Rua Afonso Brás, 579, salas 72 / 74, Vila Nova Conceição, CEP.: 04511-011 - São Paulo - SP, Telefax (11) 3846-0729, email: secretaria@diabetes.org.br.

 

 


 


    Direção
    IRENE SERRA
     irene@riototal.com.br