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NO BRASIL, O DIABETES É A QUARTA CAUSA BÁSICA DE MORTE
E A
PRIMEIRA DE CEGUEIRA E DE AMPUTAÇÕES DE MEMBROS INFERIORES
A cada minuto ocorrem no mundo duas amputações em pessoas com
diabetes;
do total de 1 milhão realizadas anualmente, 85%
poderiam ser evitadas.
Levantamento da Sociedade Brasileira de Diabetes – SBD estima
que existem, aproximadamente, 8 milhões de pessoas portadoras de
diabetes no País, sendo que boa parte delas ignora sua condição
e portanto não recebe qualquer tipo de cuidado ou tratamento.
Calcula-se que em todo mundo existam 150 milhões de pessoas com
diabetes (dados Organização Mundial de Saúde – OMS). Para se ter
uma idéia da evolução da doença, em 1985, a OMS calculava o
número de diabéticos no mundo em cerca de 30 milhões. Em 1990,
as estimativas eram de 80 milhões. Quatro anos depois, já se
falava em 110 milhões. Para o ano de 2025, a OMS projeta a
espantosa cifra de 300 milhões.
A Sociedade Brasileira de
Diabetes-SBD) criada pelos maiores especialistas em Diabetes
do Brasil e que atua permanentemente no campo de prevenção e
tratamento do diabetes, alerta a população para a
gravidade de uma doença que gera milhares de óbitos por falta de
diagnóstico, conscientizá-la sobre a importância da realização
de exames preventivos e informá-la de que simples mudanças no
estilo de vida, como manter alimentação saudável e atividades
físicas, podem prevenir a doença e também promover mais
qualidade de vida entre os diabéticos.
A principal orientação da SBD nesse sentido é a necessidade de
conscientizar a população e os profissionais de saúde sobre como
prevenir o Diabetes – apenas mudando hábitos e estilo de vida.
Lutar contra a obesidade, praticar exercícios físicos e ter
alimentação saudável. Consultas periódicas com especialistas
fazem parte das prioridades pela SBD. “Evitar o diabetes é uma
questão de bom senso”, considera o endocrinologista dr. Leão
Zagury, presidente da SBD.
Do ponto de vista econômico, de acordo com o presidente da SBD,
recentes estudos nos Estados Unidos revelam a dimensão do custo
direto e indireto da doença: um diabético pode gastar até 3500
dólares a mais do que uma pessoa não diabética por ano e que o
total do cuidado com os diabéticos excede 100 bilhões de dólares
anuais, o que corresponde a 15% do total anual do gasto com
saúde pelo país. Na Inglaterra estes gastos atingem 8% da
importância disponibilizada para o National Health Service. “O
custo do Diabetes para o individuo e para a sociedade e a
prevalência torna impossível avaliar corretamente a devastação
que o diabetes vai provocar no futuro; a única certeza que tenho
é que se não forem tomadas medidas imediatamente os resultados
serão desastrosos”, afirma Zagury.
Cerca de 70% das amputações do
sistema de saúde são de partes do corpo de pessoas portadores de
diabates, sendo que um dos principais problemas enfrentados é o
chamado pé diabético. Pequenas lesões evoluídas pela falta de
cuidados geraram somente no ano passado 17 mil amputações de
coxas e pernas, a um custo anual de R$ 18,2 milhões para o
Sistema Único de Saúde (SUS).. Os números não contam com as
cirurgias para retirada de dedos necrosados, que são realizadas
em maior quantidade. A situação é considerada dramática pelo
Ministério da Saúde e demais organizações internacionais e foi
escolhida como tema do Dia Mundial de Combate ao Diabetes (hoje,
14 de novembro). O dia internacional será marcado no Brasil pelo
Congresso Brasileiro de Diabetes, que contará com a presença de
especialistas do mundo.
Educação significa revolução
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, doutor
Leão Zagury, a educação em diabetes representa uma nova
revolução, cujo impacto pode ser comparado com o mesmo provocado
pela introdução dos antibióticos e a insulina no Brasil. “A
educação em diabetes veio para melhorar a qualidade de vida do
paciente, o que é fundamental”, considera.
Pioneiro nesta área no Brasil ele conta que a idéia de educar em
diabetes surgiu em 1970. Os primeiros países que aderiram foram
os europeus. Para ele, o Brasil ainda caminha de forma tímida
nesta área. Zagury explica que um indivíduo diabético educado
para cuidar do problema diminui ou exclui sensivelmente o número
de complicações secundárias e conseqüentes internações.
Ele esclarece que não existe no Brasil a profissão ‘educador em
diabetes’. O que há são profissionais da área de saúde que fazem
educação. “Ensinar os diabéticos sobre seu problema deve fazer
parte do tratamento”.
afirma.
Estima-se que 11% da população brasileira de 40 anos ou mais é
portadora de diabetes. Em 1996, a prevalência da doença era de
120 milhões de pessoas no mundo e está prevista para atingir 250
milhões em 2025, devido ao envelhecimento crescente, à
obesidade, ao estilo de vida sedentário, e às modificações nos
padrões diabéticos. As úlceras nos pés são iniciadas por cortes
superficiais e deformidades no pé, muitas vezes relacionados à
perda de sensibilidade do portador da doença. Associado à perda
da capacidade de cicatrização, a ferida evolui até haja a
necessidade de amputação.
Prevenção
O presidente da SBD diz que “diagnosticar precocemente os
portadores de intolerância à glicose e estimulá-los a agir
preventivamente praticando de atividades físicas e mantendo o
peso saudável fazem com que os riscos de se tornarem diabéticos
reduza em 58%”. Para o endocrinologista, uma vez diagnosticado o
Diabetes, os portadores procurem seus médicos com certa
freqüência para controlar bem a disfunção e assim evitar as
complicações.
Ele recomenda que sejam cumpridos no mínimo 150 minutos de
atividades físicas por semana, o que corresponde a pouco mais de
20 minutos diários. Um pequeno empenho que assegura saúde e
qualidade de vida.
Sobre a Sociedade Brasileira de Diabetes – SBD
A Sociedade Brasileira de Diabetes é constituída pelos maiores
especialistas em diabetologia do país que se dedicam
permanentemente à pesquisa e atualização científicas. Dado o
caráter multidimensional do diabetes e suas implicações
sócio-culturais e econômicas, a missão da SBD é de amplo
espectro.
No plano Técnico-científico, a SBD tem por finalidade contribuir
para a reciclagem dos médicos e profissionais de saúde, através
da disseminação de conhecimento. Congressos, cursos, seminários
e simpósios são algumas das atividades através das quais a SBD
cumprirá esta finalidade. No plano Institucional, a SBD tem a
missão de promover gestões contínuas junto às autoridades,
visando a adoção de políticas públicas condizentes com a
dimensão social e econômica da doença. No Plano Educacional é
função da SBD conscientizar, de todas as formas possíveis que
estiverem a seu alcance, a população em geral a se prevenir e se
tratar. Tendo em vista, porém, por exemplo, que a obesidade é um
co-fator chave da doença, a educação de diabéticos e
pré-diabéticos ultrapassa a fronteira da medicina para penetrar
numa questão sócio-cultural que envolve hábitos (e maus
hábitos), de vida de um modo geral e de alimentação, em
particular.
Fundada em 1970, a SBD atualmente é presidida pelo dr Leão
Zagury e é reconhecida nacional e internacionalmente como uma
instituição-referência e um centro de saber e informação em
diabetes, orientada por princípios de ética e transparência e
por uma conduta médica e social desvinculada de qualquer
interesse pessoal, financeiro ou corporativo.
SBD é uma sociedade que vem crescendo e ocupando um lugar de
destaque dentro da medicina nacional. Recentemente, a entidade
sentiu necessidade de ampliar seu trabalho, nomeando
representantes em vários estados. Além das Delegacias Regionais
foram criados Departamentos (Nutrição e Metabologia, Enfermagem,
Educação, Diabetes Gestacional, Epidemiologia, Pé Diabético,
Diabetes no Jovem, Metodologia Científica, Cardiologia Vascular,
Complicações Crônicas e Atividade Física) para manter unidos os
vários profissionais envolvidos com o tratamento do diabetes. Já
estão em funcionamento cinco Regionais da SBD: Bahia, Ceará,
Minas Gerais, Goiás e Sergipe. A SBD realiza de dois em dois
anos um Congresso Nacional, de atualização científica (para
médicos e profissionais de saúde) e educacional (voltado a
pacientes e Associações de Pacientes Diabéticos), que reúne
cerca de 2.000 pessoas. A SBD está aceitando inscrições como
associados de clínicos gerais e profissionais de saúde por meio
do site www.diabetes.org.br
A sede da Sociedade Brasileira de Diabetes fica na Rua Afonso
Brás, 579, salas 72 / 74, Vila Nova Conceição, CEP.: 04511-011 -
São Paulo - SP, Telefax (11) 3846-0729, email: secretaria@diabetes.org.br.
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