Ano 9 - Semana 450
 


Nota:
 A casca das frutas cítricas contém uma família de substâncias que reduz o colesterol ruim, mais efi-cazes do que os remédios alopáticos convencionais. Identificada como Flavo-nas PMF, são similares a outros pigmentos vegetais benéficos para a saúde, como na proteção contra o câncer, doenças cardíacas e inflamações.
(Sérgio Vaisman)
 

 

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   12 de novembro, 2005
 

Gripe das Aves

 As autoridades de saúde pública de todo o mundo estão preocupadas
com o aparecimento de tantos casos de gripe das aves.

Quase todos os casos detectados na Ásia foram causados pela estirpe H5N1 (que apareceu em Hong Kong em 1997, atingindo milhares de aves. O vírus voltou a surgir em 2003, na Coréia do Sul e, até agora, propagou-se pela China, Laos, Vietname, Cambodja, Indonésia, Tailândia, Rússia, Turquia, Romênia e Grécia.).


Sintomas e transmissão nas aves
A doença manifesta-se de duas formas nas aves. Uma apenas provoca alterações nas penas e reduz a produção de ovos.  A outra é extremamente contagiosa e rapidamente fatal.

A transmissão do vírus entre os animais é feita por contacto. Penas, excrementos e carcaças de animais são os meios mais comuns.


Riscos na saúde humana
Há cada vez mais provas de que esta estirpe tem capacidade de saltar a barreira das espécies e de causar doença grave, com alta mortalidade, nos seres humanos.

O contágio aos seres humanos é feito através da inalação. Até o momento as pessoas foram infectadas a partir de animais, não houve qualquer contágio dos seres humanos entre si.

Por outro lado, há a possibilidade de que a situação atual provoque uma pandemia de gripe nas pessoas. Os cientistas sabem que o vírus de gripe humana e o de gripe das aves podem trocar genes, se uma pessoa estiver infectada pelos dois ao mesmo tempo.
Se isso acontecer, darão origem a um novo tipo de gripe, para o qual quase ninguém teria imunidade natural. As vacinas existentes também não seriam eficazes.

Se o novo vírus tiver genes humanos suficientes, terá capacidade para passar diretamente de uma pessoa para outra, criando as condições para a existência de uma nova pandemia de gripe.

Mais alarmante ainda seria a situação em que a transmissão de pessoa para pessoa resultasse em sucessivas gerações de doenças graves, com alta mortalidade.

Foi o que aconteceu em 1918-1919, quando um subtipo do vírus da gripe completamente novo apareceu e se espalhou por todo o globo, em quatro ou seis meses. Ocorreram várias ondas de infecção durante dois anos, matando entre 40 e 50 milhões de pessoas.


Vacinas e antivirais

Há quatro medicamentos, mas só dois revelam alguma eficácia contra o H5N1. Um deles é o Tamiflu. Foi desenvolvido pela Gilead Sciences e é fabricado e distribuído pela Roche. O outro é o Relenza, foi desenvolvido na Austrália e é comercializado pela Glaxo Smith Kline.


Estados se mobilizam para prevenção da gripe

Além do Ministério da Saúde, que este mês lança oficialmente o Plano Brasileiro de Contingência para uma Pandemia de Gripe, algumas secretarias estaduais de Saúde também organizaram comitês para a mobilização para o assunto. Até o momento, São Paulo, Pernambuco, Santa Catarina e Rio Grande do Sul já formaram seus grupos.

A partir do lançamento oficial do documento nacional, no Seminário Internacional sobre a Pandemia de Influenza, de 16 a 18 de novembro, no Rio de Janeiro, as 27 unidades da federação poderão detalhar seus planos a partir da demanda local de atendimento, vacinas e medicamentos.

Veja abaixo as medidas do plano que já se encontram em implantação:

fortalecimento da vigilância epidemiológica da influenza, inclusive com a ampliação da capacidade laboratorial para o diagnóstico rápido da doença em situações de surto e identificação das cepas circulantes. O Sistema de Vigilância da Influenza no Brasil atualmente está implantado em 21 unidades federadas, contando com uma rede de 46 unidades sentinelas. Essa rede atendeu a cerca de 210 mil casos de síndrome gripal, em 2004, tendo coletado 2.269 amostras para identificação de vírus;

constituição de um estoque estratégico do anti-viral Oseltamivir (Tamiflu) para a ser utilizado em situações especiais durante uma possível pandemia;

preparação do Instituto Butantan para a produção da vacina contra a cepa pândemica. O Ministério da Saúde repassou recursos para acelerar a preparação de uma instalação emergencial, que estará pronta para fabricação já no início do próximo ano, uma vez que a nova fábrica de vacinas que está sendo construída com recursos do ministério e do Governo do Estado de São Paulo só ficará pronta no final de 2006. Tão logo os problemas tecnológicos ainda existentes para a produção de uma vacina contra uma cepa de alta patogenicidade do vírus influenza sejam superados, a Organização Mundial de Saúde (OMS) já está informada de nossa capacidade para produzir esta vacina no Brasil. Ressalte-se que a produção mundial de vacinas contra uma pandemia de influenza depende de qual será efetivamente a cepa pandêmica (a H5N1 é uma cepa aviária que, excepcionalmente, tem causado infecções em humanos e que mesmo que esta venha a adquirir condições biológicas para uma transmissão ampliada na população humana, poderá ter características que impliquem ajustes na formulação de uma vacina).

Agência Saúde

 

 


 


    Direção
    IRENE SERRA
     irene@riototal.com.br