Ano 9 - Semana 452
 


 Nota
A casca das frutas cítricas contém uma família de substâncias que reduz o colesterol ruim, mais efi-cazes do que os remédios alopáticos convencionais. Identificada como Flavo-nas PMF, são similares a outros pigmentos vegetais benéficos para a saúde, como na proteção contra o câncer, doenças cardíacas e inflamações.
(Sérgio Vaisman)

 

 
 

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   26 de novembro, 2005
 

Obesidade

A obesidade está no centro das atenções dos especialistas do Incor por ser um dos principais componentes - e muitas vezes a desencadeadora - de um mal que se coloca como perigo iminente para o coração: a síndrome metabólica.


Mas, o que é Síndrome Metabólica?
A obesidade é isoladamente um dos fatores de risco para as doenças do coração e do sistema vascular e, atualmente, se coloca como uma epidemia no âmbito mundial. No Brasil, estima-se que existam mais de 30 milhões de pessoas com sobrepeso e obesidade.

Geralmente, o excesso de peso vem acompanhado também da hipertensão, diabetes e de dislipidemias - colesterol ruim (LDL) aumentado, colesterol bom (HDL) reduzido e triglicérides acima do recomendado (veja tabelas abaixo).

A presença de três ou mais desses fatores de risco ao mesmo tempo caracteriza a síndrome metabólica, uma bomba relógio para a saúde do sistema cardiovascular. Segundo pesquisa americana, indivíduos com síndrome metabólica têm três vezes mais chance de morrer por doença cardíaca.

A síndrome metabólica não controlada acelera o processo de aterosclerose, resultando na obstrução progressiva das artérias e nos temíveis infarto do miocárdio e derrame cerebral. Quando tem como um de seus componentes a hipertensão, a síndrome pode progredir para o aumento da espessura do músculo do coração (hipertrofia) e até mesmo o aumento do órgão (dilatação), diminuindo sua eficiência no bombeamento do sangue. Aumenta-se, assim, o risco de insuficiência cardíaca e de outras problemas, como a morte súbita.


Tratamento passa por mudança de hábitos de vida

O círculo vicioso da síndrome metabólica pode ser neutralizado com medidas simples, que devem ser adotadas aos poucos como hábitos para toda a vida. Não tem segredo: dieta balanceada, prática de atividade física e orientação médica.

A perda de 5% a 10% do excesso de peso já reduz os riscos do surgimento da doença cardiovascular e melhora a condição clínica dos pacientes. Essa mesma redução melhora o controle dos níveis de pressão arterial, de glicose, triglicérides e colesterol – todos eles importantes fatores de risco para a doença cardiovascular quando acima dos níveis ideais (veja tabelas abaixo).
 

COLESTEROL TOTAL E FRAÇÕES – VALORES DE REFERÊNCIA

Lípides

Valores

Categoria

Colesterol Total

< 200

Ótimo

 

200 a 239

Limítrofe

 

≥ 240

Alto

 

 

 

LDL Colesterol

< 100

Ótimo

 

100 a 129

Desejável

 

130 a 159

Limítrofe

 

160 a 189

Alto

 

≥ 190

Muito Alto

 

 

 

HDL Colesterol

< 40

Baixo

 

> 60

Alto

 

 

 

Triglicérides

< 150

Ótimo

 

150 a 200

Limítrofe

 

201 a 499

Alto

 

≥ 500

Muito alto

 

GLICOSE – VALORES DE REFERÊNCIA

Glicemia

Categoria

70 a 99 mg/dl

Normal

100 a 125 mg/dl

Alterada

≥ 126 mg/dl

Diabetes

 

PRESSÃO ARTERIAL – VALORES DE REFERÊNCIA

Pressão Arterial

Categoria

Sistólica

Diastólica

 

< 120

< 80

Ótima

< 130

< 85

Normal

130 a 139

85 a 89

Normal alta

140 a 159

90 a 99

Hipertensão – Estágio 1

160 a 179

100 a 109

Hipertensão – Estágio 2

> 180

> 110

Hipertensão – Estágio 3

 

CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL
VALORES DE REFERÊNCIA PARA SÍNDROME METABÓLICA

Sexo

Medida da circunferência

Homem

≥ 90 cm

Mulher

≥ 80 cm

 

CÁLCULO DE ÍNDICE DE MASSA CORPÓREA (IMC)
Peso (kg) dividido por altura (m) ao quadrado = IMC 

CLASSIFICAÇÃO DO IMC

IMC

Categoria

< 18,5 kg/m2

Magro

18,5 e 24,5 kg/m2

Normal

25 a 29,9 kg/m2

Sobrepeso

30 e 39,9 kg/m2

Obeso

> 40 kg/m2

Obeso mórbido

 

 


 


    Direção
    IRENE SERRA
     irene@riototal.com.br