Ano 9 - Semana 460

 

Bioflavonóides
são potentes agentes an-tioxidantes que protegem as células contra danos oxidativos provocados pe-los radicais livres. São considerados essenciais à saúde humana.
Encontrados em pigmen-tos de plantas, são res-ponsáveis por muito mais do que simplesmente co-res de plantas e frutas.
São importantíssimos fa-tores na prevenção contra câncer e acredita-se que possuam papéis impor-tantes na inibição do cres-cimento anormal de célu-las da mama, intestino grosso, próstata e pul-mões. Também possuem propriedades naturais antinflamatórias.
Embora existam milhares de tipos de bioflavonói-des, são divididos em 4 grandes categorias:
PROANTOCIANIDINAS, QUERCITINA, BIOFLAVONÓIDES CÍTRICOS e POLIFENÓIS.
Boas fontes para obtê-los são as frutas cítricas, cebola, legumes em geral, chá verde e uva preta, incluindo o vinho tinto.

(Sérgio Vaisman)
 


 

    21 de janeiro, 2006
 

Aterosclerose

A aterosclerose é uma doença silenciosa que pode não apresentar sintomas durante anos e que, na maior parte dos casos, se manifesta tarde demais.

É um processo que se inicia, muitas vezes, na infância. Consiste na acumulação de gordura nas paredes dos vasos ou artérias, o que provoca o estreitamento dessas artérias, dificultando a circulação sanguínea e, por isso, pode originar acidentes cardiovasculares.

Há várias fases de desenvolvimento, desde estrias lipídicas até à formação de uma placa de gordura passível de conduzir situações mais graves.

A doença progride de forma silenciosa e quando o doente percebe, já está instalada. Se o colesterol desse dor, todos íamos ao médico mais cedo.

As conseqüências da aterosclerose são muitas, podendo afetar vários órgãos.

Uma das conseqüências é a angina de peito, que se manifesta pela menor quantidade de sangue irrigando o coração, provocando dor.

Quando o indivíduo faz um esforço, o coração necessita de maior aporte de sangue, de mais oxigênio e nutrientes. As artérias que transportam o sangue do coração para as várias partes do corpo encontram-se estreitadas, pelo tal acúmulo de gordura. Com isso, há menos quantidade de sangue podendo passar e se houver um esforço em que é preciso sangue em maior quantidade, os tecidos queixam-se e podem fazê-lo de várias formas. O doente pode, então, queixar-se de dor no peito (angina de peito), de uma dor na barriga da perna, que pode ser um sinal de insuficiência arterial periférica, causada pela menor circulação de sangue nos membros inferiores.

A aterosclerose pode também manifestar-se a nível cerebral por pequenos episódios transitórios, quer de redução da força, quer da alteração do estado de consciência. No caso de a aterosclerose estar numa fase mais avançada, a doença pode manifestar-se nestes três campos: cardiovascular, cerebral e extremidades.

Assim, caso ocorra oclusão das artérias no coração, o indivíduo pode sofrer de um enfarte do miocárdio; se a aterosclerose afetar o cérebro, o doente pode sofrer de um acidente vascular cerebral (AVC); e se a doença se localizar nos membros, pode ocorrer uma isquemia de uma das extremidades.
 

O que provoca a aterosclerose?

Há cinco grandes fatores que provocam o acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos. Como fator base está o colesterol, sobretudo o LDL – low density lipoprotein, ou lipoproteína de baixa densidade, ou ainda o mau colesterol -, que se acumula com mais facilidade nas artérias.
Costuma dizer-se que não há aterosclerose sem LDL.

A hipertensão, a diabetes, o tabagismo e o sedentarismo são outros fatores que contribuem de forma decisiva para o desenvolvimento da doença.

Há ainda um fator colateral muito significativo na aterosclerose, que é o sal. Quanto mais alta a quantidade de sal ingerido maior o risco de vir a sofrer complicações cardiovasculares.

A prevenção é a palavra-chave, porque o que mais custa são as seqüelas. Os doentes de AVC ou enfarte de miocárdio ficam incapacitados, há uma grande dependência, sobretudo de familiares próximos e até do Estado, porque muitas vezes os doentes são obrigados a deixar de trabalhar e vão passar a depender do Estado, mesmo ao nível de pensões.

Há que se antever os problemas, limitando os fatores de risco, através da sua correção e prevenção.
 

Fonte: Medicina e Saúde

 

 


 


    Direção
    IRENE SERRA
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