Ano 13 - Semana 689



Lavar as mãos

A prática de lavar as mãos é algo que se aprende desde cedo na escola. Mas, na maioria das vezes, as pessoas não valorizam esse hábito tão importante. Doenças como gripe, res-friado, conjuntivite e diarréia infecciosa podem ser evitadas com a prá-tica da higienização das mãos.

O assunto ganhou desta-que no ano passado de-pois que Influenza A sur-giu como uma ameaça à saúde mundial. A OMS tratou de intensificar os avisos sobre a impor-tância de se manter as mãos sempre limpas.

No último dia 5 de maio, foi celebrado o “Dia Mun-dial de Higienização das Mãos”, além de diversas atividades promovidas para sensibilizar as pessoas pelo mundo, no Brasil, em parceria com a Anvisa, a OMS desenvol-veu uma campanha para conscientizar de que o hábito pode prevenir infecções hospitalares.

Manter as mãos limpas é uma prática que precisa ser seguida por todos, mas quando se está no trabalho ou simplesmen-te longe de casa não é fácil fazê-lo. Conside-rando o fator praticidade, quem não tem tempo de lavar as mãos constante-mente pode optar pelo uso do álcool gel, que passou a ser utilizado com assiduidade em função da gripe H1N1.
Apesar de prático, o álcool gel possui uma desvantagem, o resseca-mento das mãos.


 

 

       26 de junho, 2010
 

Injeção não é castigo

Renzo Sansoni


Nós, todos, temos sido omissos num assunto tão importante para os pais e crianças: o uso de injeção na população infantil.

Criança não é adulto em miniatura; a maioria de nossos erros para com as crianças começa pelo desconhecimento deste princípio elementar. A injeção sempre é apresentada à criança como castigo, punição, algo tenebroso e sobrenatural. Em qualquer erros dos infantes lá estão os pais, avós, tios e padrinhos com a infeliz frase: vamos dar injeção nele ou nela para que aprendam a fazer coisa certa. Nada mais dantesco, nada mais cruel e nada mais prejudicial à formação sadia dos pequeninos.

Tudo revelador de uma cultura de punição, tirania e medievalismo; fruto de trevas remotas, entulho que necessita ser removido, certificado de uma época que não deve voltar jamais.

A expressão de horror nos olhos das crianças quando chegam ao consultório médico ou odontológico é de conhecimento de todos. E a primeira providência dos familiares para acalmar a criança é a história da injeção: se não deixar o doutor examinar, vai tomar injeção com agulha bem grossa e dolorosa, certo? E aí, na verdade, é uma agulhada na mente da criança, gerando um trauma de consequências muito desastrosas para o resto da vida daquele ser. Um horror que se forma na alma pediátrica e que vai se repetir em situações de risco de vida; e quantas pessoas não morreram por medo de tomar injeção! E quantas pessoas não estão mutiladas por medo de injeção! E onde está a causa desse medo? Sem dúvida, na infância. Sem dúvida, nesta cultura de punição e de tortura; pequeno detalhe que está passando pelo tempo, sem que se tome atitude inteligente e de bom senso.

Evidentemente que a injeção de medicamentos no ser humano é uma das mais valiosas conquistas da ciência médica, seja por via muscular ou endovenosa. Recurso miraculoso e, por vezes, inacreditável, dada a sua eficiência e previsibilidade. Quantos milhões de vidas humanas foram salvas por causa de uma injeção! Seguramente não existe nenhuma família neste mundo que não tenha sido beneficiada por algum tipo de injeção. Nem que seja de ânimo, não é mesmo?

Recurso doloroso, incomodativo, exige sacrifício, ritual, etc... mas que vem em beneficio do ser humano. Chateia muito, mas resolve e ajuda e cura. Só por isto já se justifica encarar esta questão com mais seriedade e menos ignorância. Fica este alerta para atiçar pruridos e cócegas em todos os leitores: o assunto é tão importante e, por isto mesmo, tão negligenciado! Conflitos de saúde necessitam do imenso apoio de todos que tem compromisso de gente grande para com as crianças.


Renzo Sansoni é médico oftalmologista,
Uberlândia/MG.
 


 


Direção e Editoria - Irene Serra