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Câncer de Boca
O auto-exame
O câncer de boca se desenvolve na língua ou debaixo dela, na gengiva ou no céu
da boca. Com a campanha pretende-se a prevenção contra o sexto tipo de câncer
mais comum entre os homens e o oitavo, entre as mulheres. O tabagismo responde
por 90% dos casos e bebidas alcoólicas por 80%. A cada ano, no Brasil, surgem 11
mil novos casos e no mundo entre 350 mil a 400 mil.
E o auto-exame é indolor, rápido, o meio mais eficaz de se detectar sinais do
câncer de boca e pode ser feito, rotineiramente, durante a higiene oral da
manhã. Por meio dele, pode-se diagnosticar precocemente a doença, fator que
influi, essencialmente, no sucesso do tratamento.
Cenário brasileiro
• O câncer de boca é o 6.º tipo de câncer mais comum entre os homens e o 8.º,
entre as mulheres.
• O percentual de incidência entre as mulheres saltou de 18%, na década de 90,
para 31%, atualmente.
• O tabagismo é responsável por 90% dos casos.
• O etilismo é responsável por 80% dos casos.
• Fumar e beber aumenta em mais de 30 vezes o risco de contrair a doença.
• São detectados 11 mil novos casos por ano, no Brasil, sendo quase 4 mil
somente no Estado de São Paulo.
• Mais de 65% dos casos são detectados em estágio avançado e, quando curados,
mutilam os pacientes.
• 95% dos casos são diagnosticados como carcinoma epidermóide.
• 50% dos pacientes desenvolvem um segundo tumor, cinco anos após o aparecimento
do primeiro.
• A possibilidade do desenvolvimento de novos tumores cresceu 20%.
A maioria dos fumantes brasileiros tem menos de oito anos de escolaridade.
Prevenção do Câncer Bucal
Se detectado com antecedência, o câncer de boca pode ser curado em 90% dos casos
Esta pode ser a diferença entre a cirurgia de mutilação ou um excelente
resultado cosmético, ou mesmo a diferença entre a vida e a morte. Ao encontrar a
coragem para lidar com o câncer de boca, o paciente pode conquistar a paz de
espírito por saber que fez todo o possível para assegurar a sua saúde e da sua
família. “Esta iniciativa propõe o estabelecimento de uma cultura que privilegia
a informação, que se inicia com o exame no consultório do dentista”, enfatiza
Mario Sergio Saddy, presidente do evento.
Objetivos da Prevenção do Câncer Bucal
• Incentivar a prática do auto-exame de boca na população brasileira.
• Influenciar as pessoas contra o tabagismo, principal causa do câncer de boca.
• Fornecer instrumentos técnicos para avaliação da doença por dentistas.
• Sensibilizar a sociedade quanto à gravidade do problema.
• Mostrar à sociedade que o dentista pode ser seu aliado na detecção precoce.
• Gerar uma ação contínua que reforce a comunicação constante sobre o tema.
• Incentivar as instituições envolvidas na prática de ações contínuas para a
instituição de um programa especialmente voltado para a prevenção da doença.
• Estimular mais pesquisas..
Câncer bucal
Inclui a extensão de trás do último molar, a área de dentro dos lábios, gengiva,
a parte interna das bochechas, o céu da boca e a língua. As células da boca são
submetidas a várias intempéries, como queimaduras e abrasões, e estas podem se
dividir freqüentemente para repor as células perdidas com a exposição aos danos
e devido à idade. Normalmente, as células se dividem com a mesma velocidade com
que se desenvolvem em embriões e na infância, mas diminuem à medida que o tempo
passa, substituindo apenas as perdidas.
A divisão das células na boca e em outros lugares do corpo é bem controlada
pelos genes. Quando este controle está perdido, as células podem começar a se
dividir e a crescer, formando células anormais, chamadas tumor. O benigno cresce
apenas em determinada área, enquanto que o maligno se espalha para qualquer área
do corpo. Esta metástase em órgãos vitais é a propulsora do perigo que o câncer
representa. O câncer de boca se desenvolve, essencialmente, na língua, ou
debaixo dela, na gengiva ou no céu da boca, antes de se espalhar, diferentemente
de outros tipos de câncer, que não se propagam com tanta facilidade. O câncer
bucal e do pescoço é indolor no estágio inicial, fator que acaba retardando o
diagnóstico.
A taxa de sobrevida de pacientes com a doença é uma das mais baixas, comparada a
de outros tipos de câncer, em razão de as lesões serem detectadas em estágio
avançado. Por outro lado, quando diagnosticada precocemente, a estatística de
sobrevivência é infinitamente maior.
Além do tabagismo, ingerir bebidas alcoólicas em excesso, principalmente as
destiladas (whisky), e mascar chicletes de nicotina são fatores de risco para
contrair a doença.
O consumo de álcool e de tabaco está, comprovadamente, relacionado ao câncer de
boca. Pesquisas demonstram que, eliminando tanto um quanto outro, o risco do
desenvolvimento da doença será imediatamente reduzido. Em 10 anos, o risco será
tão baixo quanto ao de uma pessoa que não bebe e não fuma.
O crescimento de cada dois centímetros do tumor representa cinco anos a menos de
vida para o paciente. Segundo o Dr. Anderson Conte, coordenador da Maratona, “a
incidência maior ocorre entre fumantes, alcoólatras, na maioria homens acima dos
40 anos”.
Os grandes vilões do câncer bucal são: cigarro, bebida, cachimbo e charuto são
os fatores que mais causam câncer de boca. Só para se ter uma idéia, quem fuma
um maço de cigarro por dia tem seis vezes mais chances de desenvolver a doença
do que os não fumantes. Quem toma dois drinks por dia aumenta em 20 vezes o
risco de ter câncer bucal. Fumar e beber eleva o risco em mais de 30 vezes (a
maior dificuldade para estudar o cigarro e a bebida como fatores de risco é que
a maioria dos pacientes com câncer de boca fuma e bebe). Falta de higiene bucal
também pode estimular a formação da placa bacteriana que, aliada ao tabagismo,
cria fissuras ou irritações que aumentam o número de células. Quanto mais se
desenvolverem, maior a probabilidade de se formarem células cancerosas.
Outra questão é a colocação inadequada de próteses parciais e totais pode
irritar a gengiva, o que, com o tempo, pode virar um câncer. Infecções como
sífilis e algumas viroses podem se transformar em câncer ao longo dos anos,
desenvolvendo um processo chamado de ativação do oncogene. Pessoas com baixa
imunidade, que tenham AIDS ou tomam medicação contra a rejeição de órgãos nos
transplantes, por exemplo, estão mais vulneráveis a contrair vários tipos de
câncer, inclusive o de boca. Fatores de ordem molecular e genes, que promovem
tumores, favorecendo o aparecimento do câncer, influenciam o desenvolvimento da
doença nas mulheres, em particular, e entre pessoas com menos de 40 anos.
Sinais e sintomas
• Ferida que cresce continuamente e não desaparece
• Nódulos ou caroços
• Dor persistente na boca
• Manchas irregulares brancas, vermelhas ou escuras dentro da boca
• Aumento da espessura da parte interna da bochecha
• Dificuldade para mastigar, engolir ou mexer a língua.
• Dificuldade dos movimentos do maxilar
• Inchaço ou dor no maxilar
• Irritação ou sensação de que algo incomoda na garganta
• Dor em volta dos dentes
• Entorpecimento da língua ou de qualquer outro órgão e estrutura dentro da boca
• Rouquidão
• Manchas no pescoço
• Dor constante e forte na orelha
• Sangramento repetitivo na boca
• Lesão na boca, em função de uma prótese colocada inadequadamente
Tratamento
Normalmente, o tratamento depende do tipo de câncer encontrado, do estado geral
do paciente e do tamanho do tumor. A cirurgia é invariavelmente indicada para
que o tumor seja retirado e alguns procedimentos são realizados para atingir os
gânglios linfáticos infectados. Também pode ser sugerida a radioterapia em alta
intensidade para diminuir ou eliminar os tumores. A quimioterapia, apesar de
menos utilizada e eficaz, tem tido avanços no auxílio à terapêutica. Neste
aspecto, o Brasil é um dos inovadores no mundo, pois possui equipes
multidisplinares que viabilizam o implante, através de microcirurgias
vasculares, inclusive, possibilitando um resultado excelente para a reintegração
social.
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