Ano 9 - Semana 471
 

Diminuindo a tensão

-Faça refeições saudáveis, em horários regulares, evitando café, chás esti-mulantes (preto, mate);

-Divida os problemas com alguém que saiba ouvir;

-Procure diminuir as ati-vidades, tentando se or-ganizar e não encarar tudo com prioridade. Nunca acabaremos com o trabalho, mesmo até o final da vida.

-Adie, sempre que pos-sível, decisões que cau-sarão mudanças extremas em sua vida, para serem tomadas no momento mais oportuno;

-Tente ser uma pessoa maleável. Todos falha-mos. Não se pode acertar sempre;

-Faça pausas para relaxar, mantendo uma respiração lenta e tranqüila;

-Inicie a prática de ati-vidades físicas regulares.

(Dr. Sérgio Vaisman)


 

     08 de abril, 2006
 

Psicoterapia como área e como técnica

 

Dra. Lou de Olivier

Diante de uma grande “mistura” de técnicas e áreas, muitas vezes, as pessoas perdem-se a procura de um tratamento terapêutico. Dentro dessa “mistura” uma das grandes confusões refere-se ao termo Psicoterapia/Psicoterapeuta. Não só pela abrangência, mas também pelo fato de ser considerada uma área e, ao mesmo tempo, uma técnica. Este artigo visa apenas esclarecer o básico dentro desse assunto.

Como técnica, pode ser considerada como uma variação dentro da Psicologia e, neste caso, deve-se estipular em qual dessas variações o psicólogo ou psiquiatra irá atuar.

As variações mais comuns são as seguintes:

Psicoterapia Cognitivo-Comportamental: Nesta variação são analisados os vários aspectos do comportamento (motor, cognitivo, afetivo), avaliando relações do comportamento com as condições (físicas e sociais) em que acontecem. Alguns diferenciam o comportamental do cognitivo, fazendo uma ramificação dentro da própria variação, sendo assim, é possível analisar o cognitivo, o comportamental e o cognitivo-comportamental, cada qual a um tempo e em alguns casos, evidentemente. Entenda-se por cognição (pensamentos, crenças, interpretações) e por comportamental (motor, afetivo, etc.) de um indivíduo

Este tipo de psicoterapia acaba sendo uma das mais completas dentro das técnicas.

Psicanálise: Criada por Sigmund Freud, consiste em buscar e analisar o significado inconsciente das palavras, ações, fantasias, sonhos, e até delírios do paciente.

Analítica: Criada por Jung, semelhante a Psicanálise, mas dando ênfase ao simbolismo cultural e arquetípico na formação da personalidade.

Neurolingüística (PNL): Sua criação é atribuída aos americanos Richard Bandler e Jonh Grinder. Leva em consideração o papel da linguagem na determinação do estado físico e psicológico, analisando a comunicação e comportamento. Tem sido amplamente divulgada como técnica de vendas o que acabou distorcendo sua real intenção que é a da análise.

Outras variações também são citadas e aceitas como integrantes da técnica de psicoterapia, tais como: Psicoterapia transacional, humanista, corporal, entre outras.

O que precisa ficar claro quando se fala em Psicoterapia como técnica é que esta não se mescla, ou seja, o terapeuta que pretende trabalhar com as variações, deverá escolher uma, ou, no máximo, duas dessas variações e implantá-las em seus tratamentos. Não é como a Multiterapia, que, por si só já é mesclada e permite muitas variações. Portanto, a psicoterapia como técnica é restrita a uma ou, no máximo, duas variações.

A psicoterapia como área é mais abrangente, pode atuar usando varias das técnicas terapêuticas, desde que o terapeuta tenha estudo e experiência para isso, mas também não pode invadir outras áreas. E aí está um ponto que deve ser extremamente esclarecido.

É comum a confusão e, conseqüentemente, a mistura de psicoterapia com áreas como a Arteterapia, Musicoterapia entre outras. E isso acaba incorrendo num grande erro e num tratamento ineficaz, levando-se em conta que a psicoterapia é analítica enquanto que a Arteterapia/Musicoterapia são mais participativas, há mais interação do paciente e as possibilidades de análises são mais amplas. Sendo assim, considera-se erradamente a psicoterapia associada a técnicas como o psicodrama, a biodança e outras técnicas que não funcionam em conjunto. Poderão ate funcionar mas não da forma como são mescladas, geralmente sem muita fundamentação e buscando bases somente na própria psicologia/psicoterapia o que torna o tratamento ineficiente.

Para que a psicoterapia como áreas possa mesclar-se com as áreas acima citadas, há a necessidade de muito embasamento em outras áreas como medicina e artes em geral, além de grande sensibilidade do terapeuta para reconhecer os casos que responderão bem e os que não terão resultados diante do método.

Em tempo, relembro que a Multiterapia surgiu da união de áreas como Neuropsicologia, Física, Musicoterapia, Arteterapia, Cênicas, entre outras. E, neste caso, pode-se incluir a psicoterapia, ou seja, a multiterapia comporta a psicoterapia, mas o inverso não pode ocorrer.

Lou de Olivier é psicopedagoga e multiterapeuta

 

 


 


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