Ano 9 - Semana 475

 

Testosterona é conhecido com 'hormônio masculino' e é produzido pelos ovários e glândulas supra-renais (adrenais) nas mu-lheres. Este hormônio, assim como os chamados 'hormônios femininos' também, declinam à medida que se envelhece, principalmente após insta-lada a menopausa.
Os grandes papéis da testosterona nas mulheres se dão na ajuda à fixação de minerais nos ossos, (prevenindo osteoporose) no estímulo energético geral, no tônus muscular e na melhora de libido.
Pesquisas recentes conclu-íram que é muito vanta-joso se suplementar tes-tosterona nas mulheres em fase de climatério para melhora de todo estado geral.

(Dr. Sérgio Vaisman)



 


 

 

      06 de maio, 2006
 

Crianças com rinite podem sofrer

deformidades faciais graves
 


Rinite é uma das principais causadoras de obstrução respiratória, forçando crianças e adolescentes a respirar de forma errônea.

Associada a uma série de doenças, os médicos constataram que quem sofre de rinite deixa a “porta aberta” para co-morbidades como otites, amidalites sinusites e outras infecções. Mas o alerta do médico chefe do Grupo de Alergia em Otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, João Ferreira de Mello Júnior, é que pacientes riníticos podem chegar às deformações faciais. “Essa é uma conseqüência encontrada em quem tem o nariz constantemente entupido e se habitua a respirar pela boca”, esclarece.

Ao inspirar e expirar pela boca - uma vez que o nariz está obstruído para defender o organismo de um ´pseudo-agressor` - o paciente experimenta desde desconforto respiratório até alterações faciais e bucais graves. E nos primeiros anos de vida, quando o crescimento da estrutura facial é maior que a do crânio, a respiração oral interfere em atividades como respirar, mastigar, deglutir e falar. Conseqüentemente, a criança poderá ter a face alongada e estreita, sofrer alterações do palato e da arcada dentária. Assim, quanto mais tempo ele passar respirando errado, maiores serão as alterações em sua face. “A intervenção precoce de médicos minimiza as conseqüências dessa respiração oral”, alerta o alergologista.

E estes não são os únicos desconfortos. O rinítico que respira pela boca altera o posicionamento da língua. Os lábios entreabertos interferem nas atividades de mastigação, deglutição e fala. Sem contar que a criança fica mais propensa a ter aftas, gengivites e até cáries. “Esse paciente compromete todo o desenvolvimento de seu rosto, que sofre estas deformações e não cresce como deveria”, alerta o alergologista.

A intervenção tardia faz com que esse paciente precise de acompanhamento simultâneo de vários especialistas, como explica Mello Júnior. “Nesse estágio, serão necessários fonoaudiólogo, ortodontista e médico, que trabalharão para que o paciente volte a respirar pelo nariz”, avalia. “E ao mesmo tempo é preciso tratar da rinite adequadamente”. A constatação, diz o médico, é que quanto mais cedo a doença for diagnosticada e combatida, menores conseqüências ela trará.

“A rinite não é considerada grave, porque não mata, mas está relacionada com uma série de co-morbidades que a tornam extremamente prejudicial”, adverte o médico. Assim, não é difícil encontrar alérgicos que têm a vida profissional, pessoal ou escolar prejudicada pelos transtornos que a doença provoca a cada alérgeno identificado: nariz entupido, coriza, coceira, irritação na garganta e nos olhos.

Rinite Alérgica

Caracterizada pela inflamação da mucosa nasal, sabe-se que a rinite não é contagiosa, mas é transmitida de pai para filho. Pais alérgicos terão de 50% a 70% de chance de deixar essa herança para o filho e perpetuá-la. Tudo por causa de um defeito relacionado à fabricação de um anticorpo presente em nosso organismo, a imunoglobina (Ige), responsável, por exemplo, para combater algumas parasitoses. “O indivíduo alérgico nasce geneticamente pré-disposto a fabricar esse anticorpo contra qualquer coisa, até aquela que não faz mal à maioria das pessoas, como por exemplo os ácaros”, explica Mello.

Estima-se que o nosso País tenha 33% de pacientes com rinite, ou seja, aproximadamente 61 milhões de pessoas. Dados brasileiros apontam que cerca de 20% de crianças com idade entre 6 e 7 anos desenvolvem a doença. Já entre os 13 a 14 anos, esse índice sobe para os 30%. E quando a idade é superior, pode-se atingir os 35%.

Tratamento adequado
Quando limpar o ambiente em que o rinítico vive não é o suficiente para estabilizar seu estado, Mello Júnior diz que é preciso usar a terapia medicamentosa, composta por diversas classes de medicamentos. Lançado em 2005 pelo o laboratório multinacional Farmalab-Chiesi, o Zyxem®, cujo princípio ativo é a levocetirizina, é o que existe dentro da nova geração dos anti-histamínicos usados para combater a doença.

A levocetirizina age inibindo a liberação de agentes inflamatórios, além de diminuir os sintomas da reação alérgica. Uma das características do produto, explica o médico, é que ele tem ação rápida – seus efeitos são sentidos em uma hora e seu efeito é contínuo, por 24 horas. Outra vantagem é o custo, inferior se comparado aos demais produtos usados para tratar da rinite.

 

 



    Direção
    IRENE SERRA
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