Ano 12 - Semana 657

 

Não confunda bronquiolite infantil com asma

A bronquiolite é uma do-ença das vias respirató-rias, mais frequente após infecções respiratórias.
Com a saúde frágil, a infec-ção pelo vírus sinci-cial respiratório (VSR) leva à inflamação nos bronquí-olos, que passam a pro-duzir mais muco (catarro), que se acumula e acaba obstruindo a passagem do ar.
A doença acomete princi-palmente as crianças me-nores de dois anos de idade, especialmente os meninos, que apresentam naturalmente as vias aé-reas inferiores - brônquios e bronquíolos - mais estreitas que as das meninas.
Ocorre com maior fre-qüência nos meses de ou-tono e inverno, período em que há maior circu-lação deste vírus.
Sintomas como, tosse, falta de ar, chiado no pei-to, febre, obstrução nasal e a perda de apetite são alguns dos indícios da bronquiolite. Alguns casos trazem também febre alta e persistente e recusa de alimentos e líquidos, le-vando o paciente à desi-dratação.
Por conta dos diversos sintomas comuns a am-bas, nem sempre é sim-ples diferenciar a bron-quiolite de uma crise de asma. Por este motivo, ao primeiro sinal de descon-forto, é importante en-caminhar a criança para avaliação médica. Só o especialista poderá identi-ficar a doença corretamen-te e orientar o tratamento mais adequado.
Conforme o estado de saúde do paciente, a pre-sença de complicações e o grau de desconforto res-piratório, podem ser ne-cessários hospitalização e fisioterapia respiratória.

(Dr. José Eduardo Delfini Cançado, Presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT))

 

 


 

 

   07 de novembro, 2009
 

Terminologia Médica

especialidade: ortopedia



Displasia:
malformação ou anomalia de desenvolvimento de um tecido, osso ou órgão, resultante de um óbice de embriogênese. Sinônimo de disgenesia. Exemplo: displasia fibrosa dos ossos. Sinônimo de doença de Jaffelichtenstein.

Embriogênese (embriogenia): desenvolvimento do indivíduo a partir de sua primeira célula (ovo ou zigoto) até a vida independente (eclosão do ovo, nascimento da criança). A embriogênese é a realização do programa genético inscrito nos cromossomos do óvulo fecundado. No reino animal, o primeiro estágio do sazonamento é a segmentação em 2, depois em 4 e, posteriormente, em 8 cromossomos... Ou seja: 2n blastômeros (células embrionárias), que, em conjunto, constituem uma mórula. Depois disso, a mórula forma uma cavidade central de segmentação ou blastocele e toma o nome de blástula. Em seguida, uma metade da blástula se invagina para o interior da outra e dá lugar à gástrula, composta por 2 folhetos superpostos, ectoderma, circundando uma cavidade (o arquentério ou intestino primitivo), que se abre num orifício único, o blastóporo. A fase seguinte depende da espécie animal. Um terceiro folheto, o mesoderma, aparece em quase todas as classes – exceto nas esponjas, nos celenterados e nos cnidários. Depois, uma diferenciação complexa orienta cada embrião para suas formas específicas. O blastóporo torna-se então ânus nos vertebrados, protocordados e equinodérmicos, e boca nos invertebrados em geral. O zigoto, futuro embrião, elabora, com freqüência, anexos nutritivos, protetores, excretores e outros, como a âmnio, a alantóide e o córion nos vertebrados superiores.

Sínfise: articulação de pouca mobilidade, formada de tecido conjuntivo elástico.

Sínfise pubiana: anfiartrose que une a parte anterior dos dois ossos ilíacos.

Anfiartrose: articulação capaz apenas de movimentação reduzida, e que não dispõe de cavidade articular nem de membrana sinovial.

Joelho: parte do corpo onde se dá a junção da coxa com a perna. A articulação do joelho é formada pelos dois côndilos da extremidade distal do fêmur e pelas duas cavidades glenóides do disco tibial. A justaposição das superfícies articulares está assegurada por duas cartilagens fibrosas – os meniscos. Antes dos côndilos acha-se a rótula, que é articulada pela sua face posterior. As superfícies articulares são unidas por uma reforçada cápsula, e esta cápsula é constituída pelos ligamentos laterais e cruzados. Atrás da articulação de cada joelho se observa o cavo poplíteo (cavidade interna do joelho dobrado).

Acetábulo: cavidade cotilóide existente em cada um dos ossos ilíacos, na qual se articula a cabeça do fêmur. Apresenta formato de taça.

Bacia: nos seres humanos, cavidade óssea, situada na extremidade inferior do tronco, que se articula – superiormente – com a coluna lombar e, por baixo, com os membros inferiores. Nos seres humanos, a bacia, de 4 peças ósseas, agrega: atrás - o sacro e o cóccix; - dos lados e pela frente, os ossos ilíacos – estes últimos, por sinal, apresentam em sua face externa uma cavidade articular – a cavidade cotilóide. Esta cavidade recebe a cabeça do fêmur e com ela forma a articulação do quadril. A bacia óssea é uma cavidade afunilada. Divide-se em: grade e pequena. A bacia pequena (também chamada de pelve) contém o reto e os órgãos gênito-urinários. A bacia grande é formada pela parte inferior da cavidade abdominal.

Quadril: região anatômica correspondente à articulação de um membro inferior com a bacia. Anca. A articulação do quadril é constituída pela cavidade cotilóide do osso ilíaco, na qual se encaixa a cabeça do fêmur; a cavidade cotilóide é aumentada pela presença de uma fibrocartilagem chamada orla cotilóide. No centro, o ligamento redondo atrela diretamente a cabeça do fêmur com o fundo da cavidade cotilóide. A articulação do quadril pode se submeter a deslocamentos variáveis – abdulação-adução, por exemplo.

Ilíaco: relativo ou pertencente às paredes laterais da bacia.

Músculo ilíaco: músculo que se estende da face interna do osso ilíaco ao pequeno trocânter do fêmur.

Osso ilíaco: osso chato, largo e par que constitui a parte lateral e anterior da bacia. O osso ilíaco é constituído pela fusão de três elementos ósseos: o ílio em cima; o púbis em baixo e à frente; e o ísquio – embaixo e atrás. O ílio articula-se posteriormente com o sacro. É aberto em baixo e extremamente numa cavidade articular – a cavidade cotilóide – que forma, juntamente com o fêmur, a articulação da coxa. Anteriormente, os dois ossos ilíacos estão unidos pela sínfise púbica. O ílio – um dos 3 elementos do osso ilíaco – forma a saliência da anca. A anca é a região que corresponde a junção dos membros inferiores com o tronco. Exemplo: articulação coxo-femoral. Já o púbis é a parte ínfero-anterior de cada um dos ossos ilíacos. Os dois ossos do púbis articulam-se entre si, formando a sínfise pubiana. E o ísquio – que se localiza na parte póstero-inferior do osso ilíaco – é um dos 3 ossos da bacia, que formam este osso. Sua porção principal forma a tuberosidade isquiática.

Fêmur: osso longo da perna, que se articula sobre a cintura pélvica. Constitui, isoladamente, o esqueleto da coxa humana. O fêmur – na sua extremidade superior – articula-se com o osso ilíaco; e, na sua extremidade inferior, com a tíbia. Além disso, dá inserção a vários músculos, principalmente no bordo posterior (ou linha rugosa). Sua extremidade superior compreende a cabeça do fêmur, que é a saliência esférica, de caráter articular, que se une ao corpo do osso pelo colo do fêmur e pelos pequenos e grandes trocânteres. A extremidade inferior do fêmur se subdivide em duas eminências articulares laterais – os côndilos.

Trocânter: cada uma das duas tuberosidades que o fêmur apresenta na união do colo com o corpo. Subdivide-se em trocânter maior e menor.

Rótula: osso – móvel, arredondado – que se localiza um pouco acima da articulação do fêmur com a tíbia, na face anterior do joelho. Também denominado de patela.

Côndilo: saliência óssea que faz parte das articulações e que, por sua forma mais ou menos cilíndrica, favorece os movimentos dos ossos em determinado plano.

Tíbia: osso longo e espesso do corpo humano. Forma a parte interna do esqueleto da perna. A extremidade superior da tíbia é constituída por duas tuberosidades que apóiam uma porção superior – o platô tibial, que se articula com o fêmur. A extremidade inferior da tíbia, por sua vez, se articula com a cabeça do astrágalo e com o perônio – externamente.

Perônio: osso – longo e delgado – que se situa na parte externa da perna. Também chamado de fíbula. A extremidade inferior do perônio (maléolo externo) forma com o homólogo da tíbia (maléolo interno) uma espécie de entalhe. As fraturas mais freqüentes são as do maléolo externo – isoladas ou associados a uma fratura da tíbia (Fratura de Dupuytren).

Tarso: segmento do membro inferior que corresponde ao tornozelo e a articulação tíbio-tarsiana. O tarso é composto por 7 ossos: o calcâneo, que forma o calcanhar; o tálus, situado acima do calcâneo; o navicular, à frente do tálus; o cubóide, à frente do calcâneo; e 3 ossos cuneiformes, à frente do navicular.

Metatarso: conjunto dos ossos que formam a planta do pé. O metatarso, semelhante ao metacarpo, é constituído de 5 ossos alongados e paralelos – os metatarsianos.

Falanges: cada um dos segmentos articulados que compõem os dedos e os artelhos. Cada um dos pequenos ossos que constituem o esqueleto desses segmentos. Cada dedo é formado por 3 falanges, sucessivamente decrescentes. O polegar e o grande artelho têm apenas duas. A primeira, a partir da base do dedo, é a falange metacarpiana (falange propriamente dita); a segunda, a falanginha, e a terceira, a falangeta – última falange dos dedos, onde crescem as unhas.

Astrágalo (Tálus): osso curto do pé. Forma o vértice da abobada tarsiana. Sua face superior se encaixa na chanfradura formada pelas extremidades inferiores da tíbia e do perônio. O astrágalo se articula embaixo com o calcâneo e na frente com o escafóide.

Cubóide: um dos ossos do tarso. Tem a forma de cubo.

Calcâneo: osso do tarso. Situa-se na parte póstero-inferior do pé, onde forma com este o calcanhar.

Calcanhar: conjunto das cabeças dos metatarsianos que serve de apoio anterior ao calcanhar.

Menisco: lâmina fibrocartilaginosa interposta entre as superfícies articulares que não se adaptam exatamente com a função de estabelecer essa correspondência. Os mais importantes são os meniscos do joelho, cuja lesão traumática, mormente no jovem desportista, necessita de tratamento cirúrgico.

Tendão: cordão ou feixe fibroso situado na extremidade dos músculos e que serve para ligá-los aos ossos, às aponevroses (aponeuroses/pelancas – membrana resistente e inextensível, formada por fibras conjuntivas que envolvem um músculo ou que servem de inserção a ele no osso), ou à pele.

Tendão de Aquiles: grosso tendão do calcanhar pelo qual os músculos da panturrilha se inserem no calcâneo.

Distrofia: distúrbio resultante da nutrição deficiente de um tecido ou de sazonamento de uma célula.

 



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