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Você sabia que a gordura infiltra e lesa seu fígado?

O acúmulo de gotículas de gordura dentro das células do fígado é a mais
freqüente alteração do órgão, causando a esteatose.
A chamada "doença gordurosa do fígado", também conhecida como esteatose ou
esteato-hepatite, está presente em indivíduos obesos, com colesterol ou
triglicérides elevados ou com diabetes. Por ser uma doença silenciosa, pode ser
perigosa e até mesmo fatal. O acúmulo de gordura no fígado, mesmo sem ingestão
alcoólica, pode causar cirrose e, em alguns casos, até mesmo câncer de fígado.
É a alteração no fígado mais freqüente em todo o mundo, ocorrendo em crianças e
adultos. Nos EUA, onde a população engordou muito, é conhecida como fatty liver
(fígado gorduroso), estando presente em 20% da população geral e em até 40% das
pessoas a partir de 50 anos. É potencialmente reversível, se suas causas forem
diagnosticadas e corrigidas. Por outro lado, se progredir e se associar a um
pouco de inflamação, causa cirrose em 15 a 20% dos casos, ao longo dos anos.
Causando cirrose, pode também causar câncer do fígado.
A possibilidade de esteatose torna-se ainda mais preocupante, no Brasil, pelo
significativo aumento da taxa de crianças e jovens com excesso de peso nos
últimos 28 anos, alcançando já 16,7% na faixa de 10 a 19 anos de idade. Isto
corresponde a 5,9 milhões de jovens, segundo dados recentes do IBGE.
Nas pessoas com o "fígado gorduroso", há um fenômeno chamado "resistência
insulínica", que desencadeia a infiltração de gotículas de gordura nas células
do fígado e vários mecanismos imunológicos que levam à lesão das mesmas, como se
elas fossem corpos estranhos ao organismo, provocando o surgimento de inflamação
e cicatrizes. Daí pode advir a cirrose.
A esteatose hepática está, pois, frequentemente associada à "Síndrome
metabólica", cujos principais componentes são a obesidade central (em que a
gordura se acumula predominantemente no abdome), o diabetes tipo 2, a
dislipidemia (aumento do colesterol ou dos triglicérides) e a hipertensão
arterial.
Os tratamentos indicados para este tipo de doença são a perda de peso a partir
de uma dieta elaborada, os exercícios físicos regulares e moderados e se
necessário, correção dos níveis da glicose (se há diabetes), colesterol e
triglicérides com a ajuda de medicamentos. Vários outros medicamentos estão
sendo pesquisados para o controle da "doença gordurosa do fígado".

Atuais presidente e vice-presidente da
Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH): Dr. João Galizzi Filho e Dr. Hoel
Sette Junior.
Ex-presidente (gestão 2003- 2005): Dra. Edna Strauss, pertencente à atual
diretoria da entidade.
Dr. João Galizzi Filho, médico hepatologista, Presidente da Sociedade Brasileira
de Hepatologia (biênio 2005-2007), formado em Medicina pela Faculdade de
Medicina da U.F.M.G., Especialista em Hepatologia pela Universidade de Londres,
Inglaterra (Serviço da Profa. Sheila Sherlock), Professor Adjunto da Faculdade
de Medicina da U.F.M.G., Mestre em Medicina Tropical pela U.F.M.G., Membro
Titular da Academia Mineira de Medicina. Reside e tem consultório em Belo
Horizonte.
Prof. Dr. Hoel Sette, médico hepatologista, vice-presidente da Sociedade
Brasileira de Hepatologia (biênio 2005-2007), formado em medicina pela
Universidade Federal de Pernambuco em 1970, pós-doutorado em hepatologia na
Universidade de Londres no Kings College School of Medicine, médico assistente
da Divisão de Clínica Cirúrgica I do Serviço de Cirurgia de Fígado do Hospital
das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Profa. Dra. Edna Strauss, médica hepatologista, ex-presidente da Sociedade
Brasileira de Hepatologia - SBH- (Biênio 2003-2005). Fez Doutoramento e Livre
Docência na Faculdade de Medicina da USP. Estágio de hepatologia pelo CNPq/INSERM,
no Hospital Beaujon em Clichy, na França. Atualmente é orientadora de
Pós-graduação na Faculdade de Medicina da USP e representante da SBH junto à
Associação Médica Brasileira. Reside e tem consultório em São Paulo, capital.
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