Ano 9 - Semana 489
 

Helicobacter pylori

A Helicobacter pylori está presente em cerca de 50% da população mun-dial e em até 90% dos habitantes de alguns paí-ses em desenvolvimento e a única terapia eficaz para sua erradicação no organismo – com sucesso em mais de 80% dos casos – é o uso conco-mitante de dois ou mais antibióticos.

Usada popularmente como fitoterápico, a Lafoensia pacari, mais conhecida como mangava brava, trouxe alívio dos sintomas em 74% das pessoas com problemas gástricos. Em 42%, os desconfortos sumiram completamente.
Apesar disso, o extrato não foi capaz de erradicar a bactéria Helicobacter pylori, responsável por gastrites, úlceras e tumores no estômago.
 


 

12 de agosto, 2006
 

DOENÇA PULMONAR É FOCO DE DEBATE NA AMÉRICA LATINA


A DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica – é uma das principais causas de morte e incapacitação em todo o mundo. É a quarta causa mais freqüente de óbito e afeta cerca de 10% da população adulta, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Dados do Estudo Platino, que mapeia a prevalência da DPOC na América Latina, apontam para uma incidência de 12 a 17% entre a população acima de 40 anos. O Consenso Brasileiro de DPOC estima que existam hoje aproximadamente 5,5 milhões de pessoas portadoras da doença somente no Brasil.

Para discutir as mais recentes descobertas sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da DPOC, pneumologistas de toda a região latino-americana estarão reunidos, nos dias 14 a 16 de agosto, em Buenos Aires, Argentina, para o III Expert Forum para a América Latina. O evento irá abordar todos os aspectos da DPOC, sigla que traduz, na nova nomenclatura, tanto a bronquite crônica quanto o enfisema pulmonar, manifestados em conjunto ou separadamente. Estarão presentes os maiores especialistas no assunto, com destaque para o pneumologista Antonio Anzueto, Professor do Centro de Ciências Médicas da Universidade do Texas, EUA, que irá coordenar os trabalhos.

A DPOC é uma doença progressiva que se caracteriza pela presença de sintomas respiratórios crônicos, como tosse, produção de catarro e falta de ar. Uma das principais queixas dos pacientes é a dispnéia (dificuldade de respirar), que dificulta a realização de atividades cotidianas. “O paciente chega a ter dificuldade na rotina básica, como tomar banho, alimentar-se, caminhar e até conversar. O indivíduo passa a depender da ajuda de familiares para realizar qualquer tarefa”, explica o pneumologista José Roberto Jardim, Professor de Pneumologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), também palestrante do evento.

O tabagismo é o principal fator de risco. Cerca de 90% dos portadores de DPOC são fumantes ou ex-fumantes. Além disso, pessoas que exercem atividades com fogões e aquecedores à lenha ou a carvão também podem desenvolver a doença, assim como aquelas sujeitas a poluição e poeiras suspensas no ar. A hereditariedade é ainda outro fator de risco.

A lesão pulmonar causada pela DPOC é irreversível, mas os sintomas podem ser tratados. Assim como o diabetes e a hipertensão, é uma doença que pode ser controlada e, quanto mais precoce o diagnóstico, mais eficaz será o tratamento. Uma das substâncias mais modernas para o tratamento da doença é o brometo de tiotrópio, desenvolvido especificamente para o tratamento da DPOC. O medicamento controla as dimensões das vias aéreas, diminui a falta de ar e permite que o paciente faça mais atividades, contribuindo para a melhora da qualidade de vida.

 


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Direção
IRENE SERRA
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