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DOENÇA PULMONAR É FOCO DE DEBATE NA AMÉRICA LATINA
A DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica – é uma das principais causas de
morte e incapacitação em todo o mundo. É a quarta causa mais freqüente de óbito
e afeta cerca de 10% da população adulta, segundo a Organização Mundial de Saúde
(OMS). Dados do Estudo Platino, que mapeia a prevalência da DPOC na América
Latina, apontam para uma incidência de 12 a 17% entre a população acima de 40
anos. O Consenso Brasileiro de DPOC estima que existam hoje aproximadamente 5,5
milhões de pessoas portadoras da doença somente no Brasil.
Para discutir as mais recentes descobertas sobre prevenção, diagnóstico e
tratamento da DPOC, pneumologistas de toda a região latino-americana estarão
reunidos, nos dias 14 a 16 de agosto, em Buenos Aires, Argentina, para o III
Expert Forum para a América Latina. O evento irá abordar todos os aspectos da
DPOC, sigla que traduz, na nova nomenclatura, tanto a bronquite crônica quanto o
enfisema pulmonar, manifestados em conjunto ou separadamente. Estarão presentes
os maiores especialistas no assunto, com destaque para o pneumologista Antonio
Anzueto, Professor do Centro de Ciências Médicas da Universidade do Texas, EUA,
que irá coordenar os trabalhos.
A DPOC é uma doença progressiva que se caracteriza pela presença de sintomas
respiratórios crônicos, como tosse, produção de catarro e falta de ar. Uma das
principais queixas dos pacientes é a dispnéia (dificuldade de respirar), que
dificulta a realização de atividades cotidianas. “O paciente chega a ter
dificuldade na rotina básica, como tomar banho, alimentar-se, caminhar e até
conversar. O indivíduo passa a depender da ajuda de familiares para realizar
qualquer tarefa”, explica o pneumologista José Roberto Jardim, Professor de
Pneumologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), também palestrante
do evento.
O tabagismo é o principal fator de risco. Cerca de 90% dos portadores de DPOC
são fumantes ou ex-fumantes. Além disso, pessoas que exercem atividades com
fogões e aquecedores à lenha ou a carvão também podem desenvolver a doença,
assim como aquelas sujeitas a poluição e poeiras suspensas no ar. A
hereditariedade é ainda outro fator de risco.
A lesão pulmonar causada pela DPOC é irreversível, mas os sintomas podem ser
tratados. Assim como o diabetes e a hipertensão, é uma doença que pode ser
controlada e, quanto mais precoce o diagnóstico, mais eficaz será o tratamento.
Uma das substâncias mais modernas para o tratamento da doença é o brometo de tiotrópio, desenvolvido especificamente para o tratamento da DPOC. O medicamento
controla as dimensões das vias aéreas, diminui a falta de ar e permite que o
paciente faça mais atividades, contribuindo para a melhora da qualidade de vida.
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Direção
IRENE SERRA
irene@riototal.com.br
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