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Imagens da tomografia computadorizada
convencem fumantes a largar o cigarro
Pacientes submetidos à tomografia computadorizada para diagnóstico de câncer no
pulmão sentem-se persuadidos a largar o vício ainda que não seja confirmada a
lesão, apenas por visualizar os ‘estragos’ causados pelo cigarro.
Pesquisadores de Minnesota, nos Estados Unidos, conduziram estudo de 926
fumantes e 594 ex-fumantes. Os participantes foram examinados três vezes ao ano,
passando por tomografia computadorizada do pulmão. Pacientes que receberam
resultados apontando anormalidades com maior freqüência foram os que mais
decididamente abandonaram o hábito de fumar.
“Vários fatores contribuem para a abstinência do fumo”, diz o médico
radiologista Marcelo Secaf. “Entre eles, idade avançada, piora das funções
pulmonares e resultado de tomografia apontando anormalidade”.
A incidência de câncer pulmonar aumenta 2% ao ano, mundialmente. No Brasil, em
2003, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) registrou 22 mil novos casos e mais
de 16 mil mortes pela doença – que é causada, em 90%, pelo tabaco. Fumantes
ativos, passivos, ex-fumantes e pessoas com histórico familiar fazem parte de um
grupo de alto risco que deve fazer exames com intervalos de um ou dois anos,
após os 50.
“Muitas pessoas negligenciam a saúde, deixando para procurar um médico somente
depois dos primeiros sintomas. Isso é um erro grave que pode comprometer as
chances de melhores condições de sobrevida do paciente, caso venha a se
confirmar um câncer pulmonar. Tumores de localização central costumam provocar
tosse, ronco e falta de ar. Os que estão instalados no ápice pulmonar podem
desencadear dores nos ombros e braços. Mas há tipos silenciosos de câncer, que
não dão sinais. Esses, geralmente, ou estão localizados em uma região mais
periférica do pulmão, ou têm dimensões tão pequenas que ainda não produzem
sintomas”, avalia o médico.
Segundo Secaf, maiores são as chances de tratamento adequado quanto mais
precocemente for detectada a lesão no pulmão. “A tomografia computadorizada (TC)
é o exame mais preciso e recomendado nesses casos, porque dá uma visão em
‘fatias’ milimétricas de todo o pulmão, permitindo medir o volume do nódulo,
posição, relação com as estruturas ao redor etc. Vale lembrar que mesmo quando o
exame não identifica nenhum nódulo, isto não quer dizer que o câncer pulmonar
não possa vir a se desenvolver no futuro caso a pessoa continue a fazer parte do
grupo de alto risco. Daí a importância de controle periódico e, principalmente,
de abolir o cigarro para sempre”.
Dr. Marcelo Secaf, radiologista da URP Diagnósticos Médicos
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Direção
IRENE SERRA
irene@riototal.com.br
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