Ano 10 - Semana 495

 


Sabemos que, apesar do oxigênio ser essencial à vida, pode também ser nocivo ao organismo atra-vés da formação de radi-cais fortemente reativos. Há grande evidências de que o dano oxidativo é um dos principais fatores causadores do envelheci-mento. Sendo este o ar-gumento, inibindo-se esse dano, imagina-se uma desaceleração no processo de envelhecer. Há, ainda, grandes evidências de que o uso de certos nutrientes, tais como vitaminas E e C, carotenóides e selênio, pode ajudar no controle desse processo, prolon-gando a vida além de auxiliar na melhora da qualidade de vida.
Como continuamos na busca do “elixir da longa vida”, talvez devêssemos atentar mais para o elixir que sempre esteve ao nosso alcance:
frutas, verduras, legumes e cereais integrais.
Uma dieta contendo esses elementos diariamente é pobre em calorias e rica em nutrientes antioxi-dantes, podendo mostrar-se eficaz no processo anti-envelhecimento.
(Sergio Vaisman)


 


 

23 de setembro, 2006
 

Antonio Carminhato
 

Cocas, apenas uma questão de tempo...


Já é possível prever que um dos maiores ícones do capitalismo terá sua conduta controlada e o consumo de seu principal produto desestimulado em sua própria pátria, para o bem da saúde pública.

Claro que não será de um dia para o outro, pois não é com esta velocidade que a sociedade torna-se consciente quanto à qualidade dos produtos que consome.

Percebe-se nitidamente que está acontecendo um processo lento e gradual de conscientização da sociedade americana.

Haja vista que uma minoria já começa a se organizar contra a produção e o consumo de transgênicos e a comprovação de que existe uma demanda reprimida por produtos orgânicos e naturais. Mas como estes assuntos são polêmicos, poderíamos pensar que isto é apenas a movimentação de poucos.

Além disto, percebe-se que há muito tempo está se travando uma guerra nos bastidores e que agora começa a tornar-se pública.

O último lance parece ter sido um importante passo para esclarecer aos consumidores americanos que o melhor marketing do mundo não tem, necessariamente, alguma relação com o melhor produto do mundo.

A propaganda induz que ao ingerir um refrigerante fabricado à base de ácido fosfórico, as famosas "colas" saciam a sua sede e lhe proporcionam uma enorme sensação de frescor, induzem a uma sensação de jovialidade, esportividade, liberdade e auto realização.

Mas a realidade e os efeitos para a saúde são:
"Freqüentes e evidências científicas de que esses produtos podem prejudicar a saúde".

Estudos independentes mostram "que um refrigerante a mais por dia faz com que a criança aumente em 60 por cento a probabilidade de se tornar obesa".

Mais: "relatório do Centro para Ciência no Interesse Público disse que beber refrigerante expõe os adolescentes a um maior risco de osteoporose, cárie dentária e outros problemas". (grifo meu)

A obesidade já está sendo considerada uma epidemia nos USA que têm mais de 40% de pessoas acima do peso e, pasmem, o mesmo índice registrado em São Paulo.

Acho que tão importante assunto de saúde pública deve estar sendo considerado de segurança nacional, já que o assunto foi "levantado no Congresso norte-americano, a respeito de se impor limites para as vendas de refrigerantes nas escolas", pois mantida a atual tendência, em 20 ou 30 anos a sociedade americana estaria irreversivelmente obesa. 

Nada contra uns quilinhos a mais ou a obesidade por opção consciente, mas não consigo vislumbrar que uma sociedade obesa (doente) possa manter por muito tempo sua liderança no mundo.

Podemos traçar uma analogia com o que aconteceu com a indústria do fumo nos últimos 50 anos e o que irá acontecer com a indústria dos refrigerantes nos próximos anos.

Mas - você diria - já está comprovado cientificamente que o fumo vicia pelo consumo de nicotina e causa doenças pulmonares e cardiovasculares.

Você poderia dizer: "Está bem! As "cocas" fazem mal à saúde, mas não viciam".

Eu não usaria o termo viciar; diria que "os açúcares" que fazem parte da formulação secreta destas "cocas", induzem a um consumo regular e sistemático.

Entenda que "açúcares" são uma família de substâncias químicas, não apenas o "inocente" e "puro" açúcar branco que conhecemos.

Hoje, com o enorme desenvolvimento da química, bioquímica e com equipamentos de ressonância magnética, pode-se saber qual é o efeito causado no cérebro dos "consumidores regulares" e comparar o efeito destas "inocentes cocas" com os de drogas usuais. Com isto pode-se definir se, de fato, estas "cocas" induzem quimicamente ao consumo regular e quais são as conseqüências na performance intelectual do "consumidor". Em outras palavras, se estes produtos viciam ou não.

Com certeza estes estudos já devem ter sido feitos, nós é que não sabemos os resultados, mas se o congresso americano está considerando a possibilidade de "também limitar os horários e locais nas escolas para venda dos refrigerantes", com certeza existe algo mais que ainda não é do conhecimento público.

Aos poucos deverá ocorrer exatamente o que aconteceu com a indústria do tabaco que, progressivamente, teve sua propaganda proibida em meios de comunicação e a venda proibida para menores.

Esperamos que as autoridades sanitárias brasileiras não se subjuguem ao poder econômico dessas multinacionais e tratem o assunto com a coragem necessária para preservar um dos mais valiosos patrimônios de nosso país: a qualidade de vida e a saúde de nossas crianças.




Fontes e artigos mencionados:
http://www.cnn.com.br/2001/saude/criancas/03/14/refrigerantes/index.html
http://cnnbrazil.com/2001/saude/02/16/refri/index.html

Antonio Carminhato é engenheiro químico, Instrutor de Qualidade de Vida, 
pós-graduado na Holanda, Diretor do Instituto Arte de Viver www.felicidade.com
E-mail: assessoriadeimprensa@felicidade.com 



 


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