Ano 10 - Semana 497

 

Hepatite C
De acordo OMS, mais de 170 milhões de pessoas em todo o mundo têm a doença.
Como a doença raramente provoca sintomas, ela só é descoberta quando evo-lui para quadros graves, como cirrose ou câncer. Por esse motivo, cerca de 90% dos contaminados desconhecem serem portadores do vírus.
Hoje a hepatite C é um dos mais sérios proble-mas de saúde pública no Brasil, sendo a principal causa de transplante de fígado no país. Além disso, a doença já infecta cinco vezes mais que a Aids. .
O HCV é transmitido pelo contato com sangue hu-mano contaminado.
Pessoas que receberam transfusão de sangue ou derivados antes de 1992 podem ter adquirido este vírus.
Atualmente, receber san-gue é bastante seguro, entretanto, o uso de drogas com agulhas e seringas compartilhadas é uma forma de contágio importante. Acidentes com material contaminado que corte ou fure a pele, como bisturis e agulhas também são fontes de transmissão do HCV. Alicates e uten-sílios de salões de beleza, consultórios dentários e estúdios de tatuagens e piercings podem oferecer risco de contágio se o material utilizado não for descartável ou esterilizado de forma adequada. O uso compartilhado de es-covas de dente e lâminas de barbear também são focos de transmissão que devem ser considerados.
Nada impede que o por-tador da hepatite C possa ter uma vida normal. A doença tem grande chan-ce de cura.
Cerca de 20% dos infec-tados eliminam o vírus es-pontaneamente. Dos 80% restantes, cerca de dois terços, quando tratados corretamente, são cura-dos.
Diagnóstico precoce e tratamento adequado são fatores primordiais para que o paciente recupere sua saúde.


 


 

07 de outubro, 2006
 

Dr. Milton Artur Ruiz

Os Sinais de Alerta da Depressão


A depressão é uma doença substancial e potencialmente séria pelo dano que pode causar aos pacientes. Ela modifica o comportamento, o humor e o estado emocional dos portadores da anomalia. Algumas manifestações podem indicar que a pessoa está depressiva e com ajuda de um especialista o paciente na maioria das vezes poderá ter a sua saúde de volta.

As manifestações da depressão hoje já estão bem determinadas. Uma recente pesquisa da Universidade de Illinois, Chicago - Estados Unidos, veio corroborar e ressaltar o que já se sabia sobre a depressão O estudo, publicado no International Journal of Psychiatric in Medicine em uma casuística significativa observou que 16% dos envolvidos apresentavam sinais claros de depressão.

Os sintomas presentes mais de 90% dos acometidos foram: decepção com a própria pessoa, falta de estímulo para as atividades usuais, desespero, irritabilidade fácil e freqüente frente a problemas simples e corriqueiros, além da dificuldade de dormir ou de pegar no sono.

O estudo comprovou diferenças significativas nos sintomas em relação ao sexo. As mulheres apresentam mais decepção pessoal enquanto os homens relataram problemas localizados na área da falta de estímulo para a realização de atividades normais e em relação a dificuldade em dormir. Outro fato observado é desconhecimento global nos entrevistados em relação ao que é a depressão. A maioria das pessoas desconhecem também que podem ser ajudadas, o tratamento existe e que tanto pode ser medicamentoso ou não e que a doença é curável. Adicionalmente constatou-se que a maioria dos médicos não detecta ou não valoriza os sintomas presentes nos pacientes, precoces e que são preditivos da depressão.

O que é depressão?

A depressão é uma doença que acomete a pessoa, envolvendo seu corpo, temperamento, pensamentos e comportamento, afetando o modo de comer, dormir, na auto confiança, e na maneira de pensar sobre diversos assuntos O distúrbio depressivo não é a mesma coisa que estar num período de tristeza, é um sinal de fraqueza da pessoa ou uma condição que ela pode estar complacente ou mesmo estar sem vontade de fazer qualquer coisa Sem um tratamento adequado, o paciente pode ficar nesta condição por semanas, meses ou anos, sendo que o tratamento pode ajudar a minimizar o seu sofrimento.

São sintomas depressivos: o estado persistente de tristeza, ansiedade e mau humor; sentimentos de desespero; pessimismo; sentimento de culpa, de inutilidade e de incapacidade; perda de interesse e de prazer em executar os "hobbies" e atividades que antes eram prazerosas, incluindo o sexo; insônia, sonolência e despertar antecipado; apetite em demasia ou perda de peso; perda da energia, fadiga e ritmo lento; pensamentos de morte e suicídio; irritabilidade; dificuldade de concentração, tomar decisões e de lembrar coisas; sintomas físicos que não respondem ao medicamento, como dores de cabeça, doenças digestivas e dor crônica.

Os distúrbios depressivos podem vir em diferentes formas, assim como as outras doenças, como cardiopatias podem se associar ou desencadear a depressão.

Existem vários tipos de depressão. A depressão típica é manifestada pela combinação de sintomas que interferem na capacidade de trabalho, dormir, comer e de se divertir. Os sintomas podem surgir uma, duas ou mais vezes na vida do paciente

A doença distímica é uma depressão menos severa, que envolve sintomas crônicos que afetam a capacidade, mas a pessoa se mantém com um pouco de disposição É intermitente e de baixo grau, e invariavelmente a pessoa pode ter apresentado no passado um quadro típico de depressão Caso não tenha tido a chance de vir a ter esta aumentada.

A doença bipolar é um outro tipo de depressão, e formalmente é chamada de doença maníaco-depressiva Este tipo envolve ciclos de depressão e exaltação ou mania Muitas vezes, nestes casos, o humor da pessoa muda dramaticamente e de forma rápida Nos ciclos o paciente pode ter alguns ou todos os sintomas clássicos da depressão.

No que diz respeito às manias, estas afetam os pensamentos do paciente, julgamento e comportamento social, causam desconforto e sérios problemas. Por exemplo, decisões de negócios ou financeiras podem ser tomadas de forma errada, prejudicando a pessoa, pois ela não está em condições de fazer julgamentos corretos.

As causas da depressão são variadas. Alguns tipos podem ser herdados de familiares, já que estes têm uma vulnerabilidade biológica para a doença. Nestes casos, pode ocorrer uma doença bipolar Alguns estudos demonstraram que pessoas da mesma família apresentam este distúrbio.

A depressão típica também pode ter como causa a hereditariedade apesar de poder aparecer em pessoas que não apresentam histórico da doença na família. Hereditária ou não, a depressão é associada a certa falta ou exagero de componentes químicos.

O aspecto psicológico dos comprometidos também deve ser levado em consideração Pessoas que têm problemas de baixo auto-estima, ou que constantemente têm a visão do mundo e de si próprio com pessimismo, ou estejam sob forte pressão ou estressadas, tendem também a desenvolver depressão. Uma perda grande, uma doença séria, dificuldade no relacionamento e problemas financeiros ou uma mudança indesejada nos padrões de vida também pode desencadear a depressão. Normalmente, a combinação de fatores genéticos, psicológicos e episódios difíceis da vida envolvem as causas da doença.

O primeiro passo para o diagnóstico é a procura de ajuda para um tratamento adequado que compreenda uma completa avaliação psicológica e clínica do paciente, para determinar o grau e tipo da depressão

Um diagnóstico de depressão deve incluir uma completa história desses sintomas, isto é, quando começaram a aparecer os sintomas, quanto tempo duraram, a severidade, antecedentes pessoais e familiares da doença

Finalizando, é necessário vencer a barreira da vergonha, e procurar um especialista ou mesmo seu médico de confiança que, com certeza, saberá discernir sobre os sintomas e realizar o devido encaminhamento de uma doença freqüente dos nossos tempos.

Os cinco sinais freqüentes em pacientes com depressão:
-
Decepção com a própria pessoa
- Falta de estímulo para fazer suas atividades normais
- Desespero
- Irritabilidade
- Dificuldade de dormir
 
A quem procurar ajuda quando se está com depressão:
- Médico da família
- Especialista em saúde mental, como psiquiatras, psicólogos e assistentes sociais
- Comunidade e centros de saúde mental
- Hospitais psiquiátricos
- Universidades ou faculdades que tenham programas de ajuda em saúde mental
- Ambulatórios e clínicas psiquiátricas
- Serviços de ajuda familiar
- Clínicas particulares ou estaduais
- Programas de assistência social
- Médicos locais ou sociedades de psiquiatria local

 


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Direção
IRENE SERRA
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