Ano 10 - Semana 516
 


 


 

17 de fevereiro, 2007
 

Herpes ocular: tratamento imediato evita perda de visão
 

Herpes ocular está diretamente associado ao herpes labial ou herpes simples, sendo que nada tem a ver com o herpes genital – que é uma DST (doença sexualmente transmissível). Também é importante diferenciar o herpes simples do herpes zoster, que, apesar de apresentar os mesmos sintomas, é provocado pela varicela (o mesmo vírus da catapora).

Enquanto a doença costuma causar feridas (vesículas e pústulas) e crostas nos lábios, nos olhos o mais comum é a pessoa sentir dor nas pálpebras ou inflamação na córnea. Independentemente de onde o herpes simples ocorra, poderá voltar.

“O tratamento imediato com medicamentos antivirais interrompe a multiplicação do vírus e a destruição das células epiteliais. Quando a infecção atinge camadas mais profundas da córnea, há o agravamento do quadro. Repetidas ocorrências dessas manifestações mais agressivas podem levar à perda de visão e, conseqüentemente, à cegueira”, diz o médico oftalmologista Renato Neves, diretor da clínica Eye Care, em São Paulo.

Estresse, febre, problemas de saúde bucal ou pós-cirúrgicos, queimadura de sol e traumas são as principais causas do aparecimento do herpes. Cerca de 60% da população mundial já entrou em contato com o vírus. Geralmente, o herpes simples se instala no organismo por volta dos cinco anos de idade. Quando não tratado pronta e apropriadamente, pode causar cegueira.

Nos Estados Unidos, 25% das 50 mil ocorrências anuais de herpes ocular costumam ser mais agressivas. Os sintomas mais comuns são: lacrimejar com alta freqüência, apresentar vermelhidão no olho, visão turva e desconforto no globo ocular.

Como o herpes chega ao olho?

A fonte de infecção é geralmente um membro da família ou amigo próximo que, mesmo sem intenção, propaga o vírus através da saliva ou de secreções nasais. Assim que o vírus se instala no organismo, percorre os nervos até chegar ao centro nervoso – permanecendo em estado de infecção inativa e podendo nunca ser ativado. Em alguns casos, o estresse ou a baixa imunidade podem ativá-lo, desencadeando uma infecção local.

As formas de tratamento mais comuns são à base de comprimidos e colírios antivirais, antibióticos ou até mesmo cirurgias, como o transplante de córnea – para os casos em que há cicatriz. Apesar de ser totalmente tratável, os cientistas ainda não descobriram a cura para o herpes, na medida em que o vírus não é totalmente eliminado do corpo, mas apenas controlado. Ele permanece inativo, alojado no centro nervoso, até ser ativado novamente, em uma próxima crise de estresse ou como parte de um quadro infeccioso.

 

 


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Direção
IRENE SERRA
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