Ano 10 - Semana 518
 

Acuidade mental e vegetais na dieta

A maioria de nós tem a preocupação de perder a acuidade mental progres-sivamente à medida que envelhecemos. Entretanto, além de procurarmos exercitar a mente com jogos, leituras e diver-sões, deveríamos nos preocupar em consumir quantidades maiores de vegetais na alimentação.
Indivíduos com mais de 65 anos de idade e que consomem o mínimo de 3 porções de vegetais por dia reduzem a pos-sibilidade de declínio mental em cerca de 40%, se comparados com os que não o fazem.
Quantidades diárias mai-ores podem fornecer certa proteção adicional, mas diferem pouco das 3 porções diárias, conforme vários estudos científicos a respeito, sendo que o mais famoso foi realizado pelo Chicago Health and Aging Project (CHAP), estudando 3718 pessoas num período de 10 anos.
Os pesquisadores desco-briram que o consumo de verduras traz mais bene-fícios do que o de frutas isoladamente.
Não devemos nos esque-cer que, via nutricional, podemos melhorar a qualidade do organismo, prevenindo a queda da capacidade de memória e concentração.
Após instalada a piora, devemos ter fé suficiente para acreditar que o tratamento medicamento-so traga benefícios.
(Dr. Sergio Vaisman)

 


 

   03 de março, 2007
 

Quem tem medo do Hemograma?


Depois de um bom tempo sem visitar o médico, na primeira consulta vem a prescrição: exames laboratoriais. “Após a bateria de testes, com os resultados em mãos, muita gente se assusta, principalmente quando há variações no hemograma”, afirma o hematologista Jorge Vaz, do Centro de Oncologia e Hematologia de Brasília (Cettro).

O médico já está acostumado a receber, no consultório, pacientes que atribuem qualquer alteração no exame a uma possível leucemia. O especialista destaca que há uma gama extensa de causas para alterações no hemograma, sendo a mais comum delas a anemia. “Para chegar ao diagnóstico avaliamos outros aspectos além desse exame específico, tais como: histórico familiar, alimentação, uso de medicamentos e drogas, entre outros”.

Decifrando o Exame - O hemograma é o exame que analisa as variações quantitativas e morfológicas dos elementos figurados do sangue. Depois de coletado do paciente, um equipamento computadorizado conta cada um dos três principais tipos de células sangüíneas: hemácias (glóbulos vermelhos), leucócitos (glóbulos brancos) e plaquetas (células de coagulação).

Os glóbulos vermelhos contêm hemoglobina, responsável pelo transporte de oxigênio pelo organismo. A presença de hemoglobina abaixo dos valores de referência - por exemplo, níveis menores que 12 gramas por cento - indica a presença de anemia. É importante ressaltar que a anemia por si só não é uma doença. Dr. Jorge explica que é como uma febre, indicando apenas que há algo de errado com organismo, sendo muito importante detectar a causa.

“As anemias resultam de dois tipos de problemas básicos: baixa produção dos glóbulos vermelhos pela medula óssea (carência de vitaminas, anemia aplástica e leucemia) ou destruição excessiva no organismo (hemólise - anemia falciforme, talassemia e doenças auto-imunológicas). A causa mais freqüente de anemia é a carência de ferro, especialmente entre mulheres na idade fértil, devido à perda menstrual” afirma Dr. Jorge, acrescentando que 70% das mulheres terão carência de ferro em algum momento da vida.

Quando a hemoglobina está elevada (poliglobulia), o que é pouco comum, ocorre aumento da viscosidade sanguínea, elevando o risco de obstrução dos vasos sanguíneos e da ocorrência de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs) e infartos.

Os leucócitos (glóbulos brancos) são as células que combatem as infecções. Os valores normais relacionam-se com as características genéticas de cada população. No Brasil, de maneira geral, consideram-se normais valores entre 3.200 e 11.000. Quando o indivíduo apresenta alguma infecção, o número de leucócitos aumenta como forma de resposta do organismo.

Leucócitos discretamente inferiores aos valores de referência (leucopenia) são um achado freqüente na população, o que raramente significa algum problema de saúde. “Em geral, apenas refletem características individuais que podem ser de natureza genética. Isso não representa um estado de doença e, portanto, não tem necessidade de tratamento”, avalia Dr. Jorge.

Já as plaquetas participam da coagulação do sangue, impedindo a ocorrência de sangramentos. Uma diminuição no número de plaquetas pode desencadear hemorragias. O hemograma de um indivíduo adulto apresenta entre 150.000 e 400.000 plaquetas. Quando esse valor é inferior a 50.000, há uma maior facilidade de sangramento, mesmo em pequenos ferimentos. A elevação do número de plaquetas (trombocitemia) acima dos os valores de referência é um evento raro, que resulta em maior risco de formação de coágulos e consequentemente de eventos como embolia pulmonar, tromboses arteriais e AVCs.

“Esses são os aspectos principais. No sangue, além das células, temos a parte líquida, o plasma, composto por água, sais minerais e proteínas, as quais têm funções de transporte de substâncias (hormônios e enzimas) e também de coagulação. O hematologista leva em conta todos esses aspectos para estabelecer um diagnóstico. Quando necessário são pedidos outros exames para maior precisão”, conclui Dr. Jorge.

Editoria de Saúde
 

 


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