Ano 10 - Semana 519
 

Chá Verde

O fato do chá verde ser um potente antioxidante, protetor do organismo contra certas doenças car-dio-vasculares e certos ti-pos de câncer, foi recon-firmado recentemente nos laboratórios da Clinica Mayo (Rochester) e no Cedars-Sinai Medical Center (Los Angeles).
Em experiências labora-toriais, células tumorais foram expostas a uma substancia contida no chá verde, a GALACTO-EPIGA-LOCATEQUINA, e 80% delas se degeneraram. Esta mesma substancia preveniu a formação de placas de ateroma nas ar-térias, possivelmente de-vido aos efeitos contra os radicais livres.
Para se obter benefícios com o chá verde, reco-menda-se tomar 2 a 4 xícaras ao dia, quente ou frio. Na pior de todas as hipóteses, não fará mal algum.
(Dr. Sergio Vaisman)

 


 

   10 de março, 2007
 

Mamas densas aumentam em cinco vezes o risco de câncer


Estudo publicado recentemente no New England Journal of Medicine revela que um dos fatores de risco raramente discutidos entre médicos e pacientes é, na verdade, um grande vilão. Trata-se da alta densidade do tecido mamário no exame mamográfico. Segundo o coordenador da pesquisa, Norman Boyd, mamas densas na mamografia aumentam em cinco vezes o risco de câncer.

Boyd justifica que, como nas mamografias a gordura parece escura e o tecido denso é branco, os tumores – que também aparecem em branco – podem passar despercebidos nesse tipo de investigação. “Não há como a mulher avaliar sua própria densidade. Essa característica é detectada pela mamografia”, diz o médico canadense.

De acordo com o médico radiologista Aron Belfer, da URP Diagnósticos Médicos, vários trabalhos comprovam a eficácia da ressonância magnética quando uma paciente de alto risco* tem mamas densas.

“O aumento da incidência do câncer de mama em pacientes com tecido mamário denso não se dá apenas pela dificuldade de interpretação da imagem, mas também por fatores associados ao próprio aumento da densidade. A prática tem mostrado que quando se trata de paciente de alto risco, com mamas densas, ou mesmo que tem próteses de silicone ou tenha passado por uma mamoplastia redutora, a ressonância magnética pode evidenciar tumores malignos não detectados na mamografia nem no ultra-som”, diz o médico brasileiro.

O radiologista adverte, ainda, que embora seja um exame complementar eficiente, a ressonância magnética não substitui a mamografia. “O custo do procedimento é muito alto, além de haver a possibilidade de falsos positivos (não evidencia calcificações) e dificuldade de se fazer biópsias com agulha (como a mamotomia, por exemplo).”

Saiba quem são as pacientes de alto risco para Câncer de Mama

Aron Belfer esclarece as condições que determinam uma paciente de alto risco. “É aquela pessoa que tem alterações genéticas comprovadas (BRCA-1 e BRCA-2), história familiar importante – com parentes de primeiro grau que tiveram o tumor quando jovens –, que já teve câncer de mama ou que foi submetida à irradiação indireta da mama por conta de outros tratamentos anteriores, entre outros”.


Quando a ressonância magnética entra em cena?

A ressonância magnética é muito útil para auxiliar na definição da conduta cirúrgica. “Muitos tumores são multifocais e, até mesmo, contralaterais. Esses focos são muitas vezes detectados apenas pela RM. Portanto, uma paciente que seria submetida a uma cirurgia conservadora (quadrantectomia), e cujo tipo de tumor tiver maior probabilidade de ser multifocal, poderá passar por uma cirurgia mais ampla quando o exame detectar outras áreas envolvidas”, diz Belfer. A ressonância magnética acaba cumprindo um papel determinante no sucesso do tratamento.


Ultra-som também complementa a mamografia

A ultra-sonografia também é alternativa nos casos em que a mamografia apresenta menor sensibilidade para o diagnóstico do câncer – como é o caso das pacientes com mamas densas. O desenvolvimento tecnológico observado nas últimas gerações de equipamentos ecográficos permite, muitas vezes, detectar alterações bastante sutis dos tecidos mamários, mas que necessitam ser submetidas a biópsia. A correta interpretação dessas alterações requer conhecimento específico e treinamento adequado.

 

 


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Direção
IRENE SERRA
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