Ano 10 - Semana 519
 

Acuidade mental e vegetais na dieta

A maioria de nós tem a preocupação de perder a acuidade mental progres-sivamente à medida que envelhecemos. Entretanto, além de procurarmos exercitar a mente com jogos, leituras e diver-sões, deveríamos nos preocupar em consumir quantidades maiores de vegetais na alimentação.
Indivíduos com mais de 65 anos de idade e que consomem o mínimo de 3 porções de vegetais por dia reduzem a pos-sibilidade de declínio mental em cerca de 40%, se comparados com os que não o fazem.
Quantidades diárias mai-ores podem fornecer certa proteção adicional, mas diferem pouco das 3 porções diárias, conforme vários estudos científicos a respeito, sendo que o mais famoso foi realizado pelo Chicago Health and Aging Project (CHAP), estudando 3718 pessoas num período de 10 anos.
Os pesquisadores desco-briram que o consumo de verduras traz mais bene-fícios do que o de frutas isoladamente.
Não devemos nos esque-cer que, via nutricional, podemos melhorar a qualidade do organismo, prevenindo a queda da capacidade de memória e concentração.
Após instalada a piora, devemos ter fé suficiente para acreditar que o tratamento medicamento-so traga benefícios.
(Dr. Sergio Vaisman)

 


 

   10 de março, 2007
 

CALÇADOS INADEQUADOS CAUSAM PROBLEMAS DE SAÚDE EM MULHERES


Em nome da moda e beleza, as mulheres escolhem calçados inadequados e conquistam calos, joanetes, problemas na coluna, deformidade do antepé, entre vários outros problemas. Por isso, é extremamente importante saber escolher um calçado na hora da compra. Segundo Cibele Ressio, mestre em Ortopedia e Traumatologia e especialista em medicina e cirurgia do pé, 90% das deformidades do antepé (a ponta dos pés) são caudadas por uso de calçados inadequados: apertados, menores do que os pés ou de salto muito alto. “Quando usamos calçados corretos evitamos estas deformidades, que vão desde dedos em garra a joanetes”, garantiu Ressio.

Em primeiro lugar, a especialista ressalta a importância de ter muito cuidado ao escolher os sapatos. “Eles devem estar absolutamente confortáveis na hora da compra, não devemos supor que vai lassear. Devemos medir, mensurar os pés freqüentemente, pois após os 20 anos 90% das pessoas aumentam até dois pontos o número do calçado. Devemos deixar uma polpa digital de folga entre o último dedo e a ponta do calçado, pois os dedos necessitam deste espaço para a movimentação durante o caminhar”, afirmou Ressio.

Um dos problemas que as mulheres enfrentam ao escolher sapatos inadequados são dores nos pés e nas pernas. “A saúde dos pés é primordial para o restante do corpo, ninguém consegue ficar de bom humor com dor no pé”, afirmou.

Salto alto, o grande vilão da saúde

Cibele Ressio realiza atividades assistenciais e científicas no setor, e é a responsável pelo serviço de Baropodometria Computadorizada da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM). Em seus estudos ficou comprovado que o uso constante de sapatos de salto alto causa problemas de coluna. “Sapatos de salto alto, com uso crônico, encurtam a musculatura ísquio tibial, isto é, a musculatura posterior da perna que vai até a coluna lombar, causando dor na região lombar”, afirmou a especialista, que confirmou que o salto alto é realmente o grande vilão.

“Infelizmente sim, o salto é péssimo ao pé. Ele aumenta a pressão plantar sobre o dedão e o segundo dedo, deformando estas articulações, encurta a musculatura posterior da perna, aumenta a incidência de entorses e fraturas de tornozelo e pé, pois aumenta o desequilíbrio e diminui a velocidade do passo, fazendo com que a pessoa utilize mais energia para desenvolver uma distância”, explicou Réssio. “Há muitos registros de fraturas após quedas por causa de desequilíbrio de salto alto, ou escorregões”, afirmou. Segundo a especialista, não é a altura do salto isoladamente que importa. O ideal é “que o pé fique paralelo ao solo, ou levemente inclinado, no máximo, com a diferença entre o salto e a plataforma do antepé de 3 cm”.

Outro item importante que deve ser observado é a ventilação dos calçados. “Com pouca ventilação, a pele sofre, o ambiente fica muito úmido, propício para o desenvolvimento de fungos e bactérias”, finalizou Réssio.
 

Cibele Réssio é Especialista em Medicina e Cirurgia do Pé
e mestre em Ortopedia e Traumatologia pela UNIFESP-EPM.
 

 


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