Ano 10 - Semana 519
 

Má Oclusão Dentária

Um conjunto de alterações presentes no sistema mastigatório, chamado disfunção temporoman-dibular (DTM), pode ser a origem de 60% das dores de cabeça e dores oro-faciais.
“A DTM se caracteriza por muitos sinais e sintomas, nem sempre presentes simultaneamente em to-dos os pacientes, o prin-cipal deles é a dor. Dificuldades para abrir e/ou fechar a boca e mastigatórias; mordedu-ras de lábio, bochecha e língua; “bruxismo”; além de ruídos (estalos, crepi-tados, dentre outros) nas articulações temporoman-dibulares (ATM) próximas das orelhas, também podem se manifestar”, destaca Marcos Nadler Gribel, cirurgião-dentista.

 


 

   10 de março, 2007
 

Carlos Leite Ribeiro

MOVIMENTOS RÍTMICOS III
 

Até há pouco tempo atrás os exercícios característicos da aeróbica eram os saltitamento, com fase de vôo (os dois pés no ar) o que aumenta o impacto. Estes movimentos são chamados de Alto Impacto, mais sujeitos a provocar lesões, especialmente nos principiantes e nos obesos.

A partir destes dados tornou-se necessário desenvolver exercícios de Baixo Impacto, onde o contacto com o solo é sempre permanente com um pé, procurando reduzir o impacto e diminuir assim a incidência de lesões.

Os objetivos das aulas de Alto e Baixo Impacto são praticamente os mesmos, sendo que os exercícios de Baixo Impacto permitem a sua execução por uma maior variedade de alunos (iniciantes, idosos, obesos, grávidas).

A maior dificuldade de uma aula de Baixo Impacto está na manutenção da intensidade ideal que pode ser controlada pela velocidade da música e amplitude. No entanto aulas exclusivas de Alto Impacto devem ser evitadas.

Pode-se concluir que a técnica a utilizar é a mistura em percentagem equilibrada e numa mesma seqüência coreográfica de movimentos de alto e baixo impacto. Consegue-se desta forma reduzir o stress nas articulações, manter a intensidade ao nível ideal e aumentar a diversidade de exercícios.

Uma prática regular de uma atividade física provoca várias modificações no organismo, desde alterações fisiológicas até psicológicas. Muitos estudos têm sido feitos sobre os benefícios da atividade aeróbica, podendo-se hoje concluir com segurança que ela provoca o aumento da resistência cardio-respiratória e um desenvolvimento significativo do sistema cardio-vascular (fundamentalmente para a prevenção do aparecimento de problemas cardíacos, tornando o indivíduo mais resistente para as tarefas do dia a dia).

Em forma de síntese pode-se confirmar que a prática regular da Aeróbica pode levar aos seguintes benefícios:

  • Libertação do stress;

  • Melhoria no ritmo e na coordenação motora;

  • Fortalecimento miocárdio;

  • Aumento das cavidades do coração;

  • Aumento do volume de sangue ejetado;

  • Diminuição da freqüência cardíaca (em repouso e em atividade);

  • Diminuição da pressão sanguínea;

  • Diminuição da percentagem de gordura;

  • Diminuição dos níveis de triglicerídeos sanguíneos;

  • Diminuição dos níveis de colesterol, LHD e aumento do HDL;

  • Prevenção de problemas cárdio-vasculares.

Na globalidade estes benefícios poderão ajudar o praticante a alcançar com mais facilidade um estado de bem estar físico e psíquico fundamental para o equilíbrio emocional, psicológico e fisiológico que todos ambicionam.

Para se beneficiar totalmente dos efeitos do treinamento é fundamental haver uma combinação perfeita entre a intensidade e a duração dos exercícios – estas são as três variantes que irão condicionar a quantidade de stress (sobrecarga) a que o organismo estará submetido, parte muito importante na aquisição e manutenção dos efeitos pretendidos.

A freqüência da prática da Aeróbica deve variar de três a cinco vezes por semana, sendo que os alunos principiantes não devem exceder inicialmente as duas aulas por semana. Uma freqüência superior a cinco vezes por semana não traz necessariamente benefícios extras significativos podendo até aumentar a possibilidade de lesões.

As aulas devem ser bem distribuídas pela semana de forma a tornar equilibrados os períodos de repouso e de exercício.

O período de duração das aulas varia conforme os estudiosos desta disciplina da Educação Física. O American College Of Sports Medicine recomenda, por exemplo, que a duração dos exercícios aeróbicos não seja inferior a 15 minutos nem superior a 60 min. Esta duração está relacionada com a fase principal da aula, onde a intensidade estará ao nível adequado; deverá também estar de acordo com o nível de condicionamento físico dos alunos (por exemplo: em turmas de iniciantes, a aula não deve exceder os 30 minutos enquanto que para alunos com elevada prática ou excelente nível de aptidão física deve chegar aos 45 min de duração).

A mais importante das três variáveis é a intensidade, sendo também a mais difícil de controlar. Uma medição periódica da intensidade e o ajuste dos exercícios é determinante para o grau de segurança e de eficácia do exercício aeróbico (por exemplo: o treinamento acima de determinado limite torna de tal forma elevada a intensidade do exercício que acaba por transformá-lo em atividade anaeróbica. Considerando estes limites e utilizando-se da freqüência cardíaca (FC) criou-se a zona alvo que é o que determinará a intensidade ideal para cada praticante, procurando assim evitar treinamentos acima do limite máximo, diminuindo o risco de lesões graves e aumentando os benefícios.

A intensidade deve ser, portanto, de 50% a 85% do consumo máximo de oxigênio, seguindo as fórmulas utilizadas para o cálculo dos limites da zona alvo (Fórmula de Karvonen, Fórmula de freqüência cardíaca Máxima).

A contagem da freqüência cardíaca pode ser realizada através do pulso, durante o período de 1 minuto e em três dias diferentes para se conseguir a média final, adaptando esse valor às tabelas e fórmulas existentes.

(continua)


Carlos Leite Ribeiro, escritor e jornalista
Marinha Grande, Portugal

 


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