Ano 10 - Semana 521
 

Ortodontia é uma espe-cialidade da Odontologia que cuida, por meio do uso de aparelhos ortodôn-ticos, da prevenção e do tratamento dos problemas dos dentes em má posi-ção nas arcadas dentárias.
O motivo que leva o pa-ciente ao uso de aparelho de correção nem sempre é de ordem estética; mas de saúde.

Endodontia é o tratamen-to e remoção do tecido vivo do dente, localizado na câmara pulpar: a polpa dentária. Esta é atingida geralmente por um pro-cesso de cárie, e, quando removida, é substituída por uma pasta obtu-radora.

Periodontia trata dos as-suntos relacionados ao periodonto, que é com-posto pelas gengivas, pe-lo osso de suporte (onde o dente se encaixa na maxila e na mandíbula), pelas fibras periodontais, que ligam o dente ao osso e dão suporte às gengivas.
No início da sua existência como especialidade, con-tava somente com ins-trumentos manuais gros-seiros para raspagem, no entanto, ela se desen-volveu com o uso de instrumentais, dispositivos e aparelhos como o ultra som e jato de bicarbo-nato.

Odontopediatria é a es-pecialidade que trata de crianças e adolescentes.
Cresceu e se modernizou, aliando-se com a psico-logia para melhor atender e lidar com o com-portamento infantil, pro-porcionando tratamentos cada vez menos traumá-ticos e mais agradáveis às crianças, buscando manter sadios, funcionais e boni-tos os elementos dentá-rios decíduos ou tempo-rários, até o momento da sua substituição natural.

 


 

   24 de março, 2007
 

Dente de siso


Nos consultórios dentários, o dente do siso, com suas particularidades, é sempre um motivo gerador de dúvidas. Por que nem todas as pessoas o possuem? Por que é freqüente a realização de cirurgias para extração? Por que nem sempre ele nasce corretamente como os outros?

A cirurgiã-dentista Humaithe Dibia Benedetti Pinto esclarece algumas particularidades do siso. Chamado de terceiro molar, numa situação ‘normal’ o homem possui dois na arcada superior e dois na inferior, os últimos dentes de cada uma delas.

Dente “em extinção”?

“O dente está sim desaparecendo. É muito comum atendermos pacientes sem o germe do siso ou com apenas um ou dois deles. Acredita-se que a causa disto é a própria evolução do ser humano, já que ele não é mais fundamental para a mastigação. Nossos antepassados tinham até um quarto molar porque, na ocasião, devido ao alto consumo de alimentos crus, a força mastigatória era muito maior”.

Fácil de ter cáries
“Realmente, o dente do siso é muito fácil de apresentar cáries devido à sua posição. É muito difícil higienizá-lo corretamente, ainda mais se o paciente tiver uma boca pequena”.

Anatomias diversas
“Até quando o assunto é sua forma, o dente do siso se torna intrigante. Ele é totalmente atípico: encontramos diversos tamanhos, formatos e posições na arcada. Há muita variação inclusive na raiz”.

O porquê da cirurgia
“Quando o assunto é cirurgia de extração, são muitas as questões que justificam sua indicação. A primeira delas é a falta de espaço, o que faz com que o dente nasça deitado, fique incluso (inerno) ou nasça parcialmente.

Outro caso comum é quando o paciente apresenta pericoronarite, principalmente os casos recorrentes – que vão e vem. A gengiva se descola do dente vizinho na tentativa de permitir a erupção do dente,Se ele não vem ou sai pela metade, este espaço pode virar um local de acesso à contaminação. E se a contaminação efetivamente acontecer, o paciente apresenta dor, inflamação, infecção e até inchaço interno e externo da boca.

Em pacientes que farão tratamento ortodôntico, muitas vezes, também se indica a remoção dos sisos para ganhar espaço e facilitar o alinhamento dos demais dentes.”

A extração do siso dói como todo mundo diz?
“Toda cirurgia ou extração não é agradável, mas nas cirurgias dos sisos apenas 20% dos casos apresentam um transoperatório (o processo durante a cirurgia) e pós-operatório ruins, com grande inchaço e dor. Aí entra também a experiência do profissional. O importante no momento da cirurgia é que o paciente confie no dentista e se mantenha tranqüilo, sem nervosismo ou ansiedade. A conversa é o melhor remédio...”

Cuidados pré-cirúrgicos
“Em geral, não se faz necessário um tratamento prévio de medicamentos, a não ser que haja uma pericoronarite, que deve ser tratada antes da cirurgia muitas vezes até com antibióticos, dependendo da intensidade da inflamação ou infecção. Nos demais casos, há cuidados mais importantes apenas no pós-operatório. São exceções os casos em que os pacientes apresentem algum problema sistêmico (de saúde geral)”.

O pós-operatório
“Normalmente, as recomendações são as seguintes:

- repouso moderado nos dois primeiros dias (evitar pegar peso e fazer atividades físicas para evitar hemorragias, dores e alveolites, inflamação ou infecção na parte óssea onde estava o dente);

- evitar comer alimentos quentes e duros para preservar a região;

- fazer compressas com gelo;

- tomar os medicamentos indicados pelo cirurgião-dentista (antiobiótico, anti-inflamatório ou analgésico se houver necessidade.

- não mexer na região operada.

Não são todos os pacientes que apresentam inchaço. Cada paciente reage de uma maneira muito particular, tanto para a dor como para o inchaço. E se o inchaço aparecer, ele melhora entre 3 e 5 dias.


O germe existe, mas o siso não nasceu. O paciente pode permanecer com ele assim mesmo?
“Se o siso estiver incluso ou semi-erupcionado, mas não traz nenhum risco de prejudicar outros dentes e o paciente não apresentar nenhuma sintomatologia, não há contra-indicação em permanecer com ele. É sempre prudente, no entanto, que o cirurgião-dentista faça avaliações periódicas – tanto por meio de exames clínicos como radiográficos”.

 


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Direção
IRENE SERRA
irene@riototalcombr