Ano 10 - Semana 521
 

Thread Lift

Procedimento que levanta a expressão utilizando fios de nylon. É simples, oferece resultados rápidos e é realizado com anes-tesia local.

“Trata-se de um proce-dimento minimamente in-vasivo, que exige do cirurgião plástico habili-dade manual para erguer pontos importantes capa-zes de levantar a ex-pressão facial, como so-brancelhas, canto externo da pálpebra e maçã do rosto”.

O Thread Lift não provoca muito inchaço e não deixa “pistas”. “Os pontos ficam praticamente invisíveis. Essa técnica também é muito empregada como complemento da cirurgia plástica facial, nos casos em que depois de retirar o excesso de pele há necessidade de levantar o visual”.

Há três anos, o fio russo começou a ganhar popu-laridade. Na mesma me-dida, gerou grande polê-mica, pois oferece o risco de formar protuberâncias no rosto da paciente caso venha a se partir com o tempo. Como suas ‘gar-ras’ se fixam ao tecido, não pode ser removido de forma simples, como acontece com o fio de nylon, podendo gerar um processo inflamatório”.
(Dr. Robert Jan Bloch, cirurgião plástico e Mem-bro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica)

 

 


 

   24 de março, 2007
 

Dr. Gilberto Sales Pereira


Glaucoma

DOENÇA SILENCIOSA, MAS QUE PODE CAUSAR CEGUEIRA



O Glaucoma é a principal causa de cegueira em pessoas acima de 50 anos e atinge cerca de 150 milhões de pessoas em todo o mundo. A doença é normalmente bilateral e irreversível, porém, é controlável desde que seja precocemente diagnosticada.

O glaucoma é uma alteração da pressão do líquido, chamado humor aquoso, que preenche o globo ocular. Quando essa pressão, denominada “tensão intra-ocular”, é maior do que o normal há o risco de ocasionar danos aos olhos.

Isso ocorre devido ao aumento da formação da substância ou pela obstrução do conduto pelo qual ela normalmente deveria sair do olho.

Desta forma, como o líquido continua sendo produzido, a pressão intra-ocular aumenta e passa atuar sobre a parte mais fraca da vista, o ponto na esclera onde o nervo óptico deixa o olho.

É o nervo óptico que carrega a informação visual até o cérebro.

Ele é composto por mais de um milhão de células nervosas.

Quando se eleva a pressão no olho, as células nervosas tornam-se comprimidas, o que as danifica e, eventualmente, até causa sua morte resultando em perda visual permanente, ou seja, a cegueira.

O diagnóstico e o tratamento precoces do glaucoma podem prevenir esta situação.

Porém, o paciente geralmente não percebe que sofre de glaucoma, uma vez que ocorre, na maioria dos casos, o desenvolvimento lento da doença sem ocasionar nenhum sintoma, dificultando o diagnóstico até que, gradualmente, vai afetando o próprio centro do campo visual, no qual se estabelece a cegueira.

Os riscos de desenvolver esta doença são em pessoas com mais de 35 anos, no entanto, existem algumas condições especiais que podem apresentar o desenvolvimento da doença em pessoas com histórico familiar de glaucoma, pressão intra-ocular anormal, descendência africana ou asiática e diabetes, miopia ou que fazem uso prolongado de corticóides.

O diagnóstico é feito por um cuidadoso exame ocular realizado por um oftalmologista, que compreende em um procedimento simples como a Tonometria, que mede a pressão intra-ocular.

Embora, não se possa curar o glaucoma, na maioria dos casos, ele pode ser controlado mediante tratamento apropriado.



Dr. Gilberto Sales Pereira é médico responsável pelo serviço de Oftalmologia
do Hospital San Paolo e é especialista do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.
 Fez residência médica pelo MEC e é pós-graduado pela PUC-RJ.
 

 


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Direção
IRENE SERRA
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