Ano 10 - Semana 522
 

Mangava brava
Usada popularmente co-mo fitoterápico, a Lafoen-sia pacari, mais conhecida como mangava brava, trouxe alívio dos sintomas em 74% das pessoas com problemas gástricos. Em 42%, os desconfortos sumiram completamente. Apesar disso, o extrato não foi capaz de erradicar a bactéria Helicobacter pylori, responsável por gastrites, úlceras e tumores no estômago.
(Unifesp)
 

 


 

   31 de março, 2007
 

Chocolate amargo melhora função dos vasos sangüíneos

Cardiologista brasileiro rebate:
“Uma dieta rica em frutas e verduras garante mais benefícios ao coração
do que o chocolate”





Às vésperas da Páscoa, quando se costuma presentear com ovos de chocolate, estudo desenvolvido no Yale Prevention Research Center (Connecticut, Estados Unidos) revela que o chocolate amargo melhora as funções dos vasos sangüíneos. De acordo com uma dos coordenadoras da pesquisa, a médica Valentine Yanchou Njike, “em uma amostra de adultos saudáveis, a ingestão de chocolate amargo se mostrou eficiente depois de um curto período de tempo”.

Em seis semanas, foram dados 227 gramas de cacau com açúcar, cacau sem açúcar ou um placebo para 45 pessoas, divididas em grupos. Das 39 pessoas que completaram a experiência, houve melhora significativa do fluxo sangüíneo nos dois grupos que ingeriram chocolate, sendo 2,4% entre os que provaram o chocolate amargo e 1,5% no grupo do chocolate com açúcar.

“A proposta do estudo não é sugerir que as pessoas aumentem o consumo de chocolate como parte de sua dieta, mas que dêem preferência ao chocolate escuro, ou seja, o amargo, valorizando alguns benefícios cardiovasculares”, diz Njike.


Na opinião do médico cardiologista Otávio Gebara, do Hospital Santa Paula, esse tipo de estudo não contribui muito com o trabalho de prevenção às doenças do coração. “O estudo de Yale apenas compara os benefícios do chocolate com ou sem açúcar. Para melhorar a circulação sangüínea e prevenir as cardiopatias, o consumo de frutas e vegetais pode mostrar um resultado muito superior, reduzindo entre 30% e 40% as chances de a pessoa sofrer um infarto”, diz o médico.

Gebara aponta outras medidas para ter um coração mais saudável. “A prática de exercícios moderados reduz em 23% os riscos de os homens sofrerem um infarto e o dobro (46%) em relação às mulheres. Nem é preciso ser um maratonista. Basta caminhar regularmente no parque, por exemplo. Combater o tabagismo e os níveis de estresse também é igualmente importante”.

Fonte: Otávio Gebara, médico cardiologista do Hospital Santa Paula (SP)

 


Se você é da área médica e quer publicar algum artigo, venha fazer parte da nossa equipe

 



Direção
IRENE SERRA
irene@riototalcombr