Ano 10 - Semana 524
 

Mangava brava
Usada popularmente co-mo fitoterápico, a Lafoen-sia pacari, mais conhecida como mangava brava, trouxe alívio dos sintomas em 74% das pessoas com problemas gástricos. Em 42%, os desconfortos su-miram completamente.
Apesar disso, o extrato não foi capaz de erradicar a bactéria Helicobacter pylori, responsável por gastrites, úlceras e tumo-res no estômago.
(Unifesp)
 

 


 

     14 de abril, 2007
 

Cegueira infantil pode ser reduzida em até 30%

O Teste do Olhinho, também conhecido como exame do Reflexo Vermelho,
passou a ser obrigatório em todo o estado de São Paulo
 

De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, o Teste do Olhinho é feito nas primeiras horas de vida do bebê com um oftalmoscópio que emite luz sobre a pupila do recém-nascido. Nos olhos saudáveis esta luz é contínua e avermelhada. Nos casos em que o reflexo é ruim ou inexistente sinaliza alterações visuais.

O especialista afirma que os principais sinais de que algo está errado com a visão do bebê são: leucocoria (reflexo branco na pupila), aversão à luz, dificuldade de fixar ou seguir objetos, desvio ocular, lacrimejamento, olhos vermelhos ou com secreção.

O Teste do Olhinho previne a progressão de várias doenças que podem levar crianças à deficiência visual grave ou cegueira: glaucoma, retinoblastoma (tumor intra-ocular), retinopatia da prematuridade (degeneração não inflamatória da retina), catarata congênita (opacificação do cristalino) e má-formação dos olhos. Estas alterações atingem 3% dos bebês em todo o mundo. A catarata congênita é a principal causa da cegueira tratável entre crianças, responde por até 30% desses casos e acomete 1 em cada 100 recém-nascidos no Brasil. A segunda causa é a retinopatia que afeta 30% dos bebês nascidos com menos de 1500 gramas ou de 32 semanas.

PREVENÇÃO COMEÇA NA GRAVIDEZ

Os cuidados para garantir a saúde ocular devem começar na gestação. Queiroz Neto ressalta que no estado de São Paulo a estimativa é de que 20% das gestantes não fazem pré-natal ou têm acompanhamento médico incompleto. Por conta disso, 38% das cataratas congênitas são causadas por doenças infecciosas contraídas pela mãe durante a gravidez, destacando-se rubéola, sífilis e toxoplasmose, com maior incidência de rubéola. O médico diz que as infecções intra-uterinas contraídas na gestação, doenças sistêmicas e a hereditariedade geralmente respondem pela catarata bilateral. Já a unilateral é decorrente de traumas, descolamento de retina e tumores.

Entre prematuros 5% ficam cegos no país. O tratamento precoce pode reduzir este índice para 0,5%.

TRATAMENTO

Crianças com catarata total devem passar por cirurgia o mais cedo possível. Segundo Queiroz Neto os resultados são melhores quando o tratamento cirúrgico é feito antes dos três meses de vida.

Os altos erros de refração decorrentes da extração do cristalino, observa, podem ser corrigidos com implante de lentes intra-oculares, lentes de contato ou óculos. O implante de lente intra-ocular, explica, só é indicado após os doze meses devido ao rápido crescimento do globo ocular neste período. Já a adaptação da lentes de contato deve ser feita uma semana após a cirurgia, desde que as condições oculares permitam. O médico ressalta que atenção especial deve ser dada ao desenvolvimento dos dois olhos para evitar a ambliopia ou olho preguiçoso que responde por 60% dos casos de cegueira monocular entre crianças e pode ser evitada com a oclusão do olho de melhor visão.

 


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Direção
IRENE SERRA
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