Ano 10 - Semana 525
 

Mangava brava
Usada popularmente co-mo fitoterápico, a Lafoen-sia pacari, mais conhecida como mangava brava, trouxe alívio dos sintomas em 74% das pessoas com problemas gástricos. Em 42%, os desconfortos su-miram completamente.
Apesar disso, o extrato não foi capaz de erradicar a bactéria Helicobacter pylori, responsável por gastrites, úlceras e tumo-res no estômago.
(Unifesp)
 

 


 

     21 de abril, 2007
 

CIRURGIA DE CATARATA ROMPE BARREIRA

Nova lente pode liberar 35% dos portadores de catarata do uso de óculos
por permitir a correção de astigmatismo pré-existente.


Dirigir à noite de repente se torna um sofrimento - a luminosidade dos faróis atrapalha. A maçã vermelha ganha uma cor rosa pela perda da visão de contraste. Os ambientes ficam embaçados e parecem estar envoltos numa nuvem de fumaça. As imagens se tornam distorcidas, às vezes, duplas. Assim enxerga o mundo quem sofre de catarata – cerca de 3 milhões de brasileiros na faixa etária de 60 anos e 73% da população com mais de 75 anos. Por ano, a estimativa do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) é de que surgem 120 mil novos casos no Brasil que tem 350 mil cegos pela doença. Segundo o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, a catarata resulta do envelhecimento ocular. Faz com que nosso cristalino, lente transparente dos olhos responsável por focar as imagens, fique opaco e rígido. A única solução para não perder totalmente a visão, destaca, é a cirurgia. O procedimento que consiste em substituir o cristalino por uma lente intra-ocular, acaba de quebrar mais uma barreira para devolver a visão à quem passou dos 60 anos - a lente tórica. O especialista explica que a nova lente intra-ocular corrige até 3 graus de astigmatismo pré-existente contra a correção de menos de 1 grau de outras existentes no mercado. Ele diz que 35% dos portadores de catarata têm astigmatismo, 71% em grau moderado (entre 1 e 2) e agora podem voltar a enxergar de longe sem usar óculos.

As lentes tóricas chegaram ao Brasil em março. Queiroz Neto comenta que um estudo multicêntrico feito durante seis meses nos EUA demonstra que 97% dos pacientes que passaram por implante bilateral se livraram dos óculos para visão de longe contra 60% dos que fizeram implante unilateral. A nova lente, observa, só é indicada para astigmatismo corneano simétrico, não sendo apropriadas para portadores de catarata madura, degeneração macular, retinopatia diabética ou astigmatismo irregular que é causado por ceratocone, trauma ou infecção.


PRECISÃO CIRÚRGICA É CINCO VEZES MAIOR


Queiroz Neto afirma que muitas pessoas ainda têm medo de passar pela cirurgia que hoje é cinco vezes mais precisa e tem como segredo de sucesso o cálculo de desvio padrão da lente. Só para se ter uma idéia, ele conta que utiliza um equipamento de biometria de imersão que permite atingir um desvio padrão de 0,01 contra 0,05 considerados ideais pela Oftalmologia. O maior mito encima da catarata, comenta, é a crença de que usar muito os olhos acarreta a doença. O uso intensivo da visão pode causar fadiga visual, explica, mas não tem relação com a catarata. Outra dica do médico é que podemos prevenir o surgimento da doença da mesma forma que os cuidados diários adiam o envelhecimento da pele. Evitar alimentos muito salgados, bebidas alcoólicas, tabaco e excesso de exposição à radiação ultravioleta emitida pelo sol são as principais medidas preventivas. Além disso, ressalta, a nova lente protege a retina da radiação ultravioleta e da luz azul emitida pelo sol que aumentam o risco de degeneração macular e cegueira irreversível, especialmente entre pessoas de olhos claros.


 


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Direção
IRENE SERRA
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