Ano 10 - Semana 529
 

Linhaça ou Lignana?

Existem duas espécies de linhaça: a marrom e a dourada.
A linhaça dourada desen-volve-se em climas muito frios, como no Canadá (maior produtor mundial de linhaça) e norte dos Estados Unidos.
A linhaça marrom pode desenvolver-se em re-giões de clima quente e úmido. Aqui no Brasil ela é produzida principalmen-te no Rio Grande do Sul (região mais fria do país).

As linhaças, tanto marrom como dourada, possuem substâncias bioativas, isto é, aquelas que produzem efeitos benéficos à saúde.
As substâncias bioativas da linhaça são o ômega-3, as fibras e as lignanas.

A linhaça dourada apre-senta índices de lignana superiores aos da linhaça marrom, pois na linhaça marrom a lignana apre-senta-se endurecida e fundida na casca. Isto porque ela se adaptou ao clima mais quente, sendo seu processo de amadu-recimento e sua formação estrutural diferentes: sua casca seria mais dura para permitir uma menor perda de água para o meio ambiente, o que provo-caria uma menor biodis-ponibilidade de lignana.
A linhaça dourada possui uma casca menos densa, o que favorece o aprovei-tamento da lignana que, além de anticancerígena, é potente antioxidante.

Estudos sugerem que as dietas ricas em linhaça produzem efeitos proteto-res aos sintomas da me-nopausa, às doenças car-diovasculares, câncer, hi-perlipidemia, osteoporose e doenças renais. O efeito protetor da linhaça contra o câncer de cólon e de mama é atribuído às lig-nanas e em particular ao SDG (secoisolariciresinol-diglucósido).

A formação das lignanas consiste em uma trans-formação seqüencial de açúcar para dar SDG, seguido por uma ação das bactérias intestinais que formam o enterodiol que depois é oxidado a ente-rolactona.

As lignanas são absorvi-das no intestino, transpor-tadas ao fígado e secre-tadas na bílis. O intestino grosso é o principal lugar em que se produz o me-tabolismo e absorção das lignanas.

Vale a pena a incor-poração da linhaça à ali-mentação do dia a dia, pois a proteção nutricional do organismo se faz de maneira mais efetiva.
(Dr. Sérgio Vaisman)
 

 


 

     19 de maio, 2007
 

Carlos Leite Ribeiro

MOVIMENTOS  RÍTMICOS (4)

Durante a aula, a contagem da freqüência cardíaca deve iniciar-se o mais rápido possível após o fim do exercício (até 5 segundos, no máximo). É importante que o aluno se mantenha em movimento para evitar que a sua freqüência cardíaca diminua em demasia. A contagem deve começar por zero, correspondente ao fim do ciclo anterior de batimento cardíaco. Devem ser feitas duas ou três leituras durante a fase principal de uma aula para que os alunos possam ajustar a execução dos exercícios à intensidade ideal.

Uma aula de Aeróbica é composta, basicamente, por quatro fases: o Aquecimento, a fase Principal (ou Aeróbica), a fase Localizada e a Volta à Calma. Cada uma destas quatro fases apresenta características e objetivos próprios que devem ser respeitados para a obtenção dos melhores benefícios e prevenção de lesões musculo-esqueléticas e cárdio-vasculares.

O Aquecimento é a fase da aula que tem por objetivo a preparação fisiológica e psicológica do aluno, visando também o aumento progressivo da freqüência cardíaca e respiratória, bem como a temperatura interna. Com a temperatura mais elevada mais rapidamente se realizam os processos metabólicos, do que resultam vários benefícios: aumento da taxa metabólica, aumento do fluxo sanguíneo para os músculos, aumento da taxa de troca de oxigênio entre o sangue e os músculos, aumento da quantidade de oxigênio disponível nos músculos, aumento da velocidade de transmissão do impulso nervoso, diminuição do tempo de relaxamento muscular após a contração, aumento da velocidade e da força da contração muscular, redução no risco de anormalidade no eletrocardiograma, aumento da flexibilidade de tendões e ligamentos.

Alguns destes benefícios são responsáveis pela redução potencial de lesões. Ainda ao nível cárdio-vascular, o aquecimento evita uma grande produção de ácido láctico e um grande débito de oxigênio, facilitando a nível psicológico a concentração, aumentando a motivação e levando os alunos a sentirem-se mais seguros e confiantes na execução dos exercícios.

A duração desta primeira fase não deve ultrapassar os 10 minutos, conforme a temperatura exterior seja mais ou menos elevada e deve ser preenchida com movimentos iniciais simples, de pequena amplitude, baixa intensidade e reduzida velocidade de execução, aspectos que poderão aumentar gradualmente à medida que a temperatura interior subir.

Músculos trabalhados no aquecimento:

  • Esternoclidomastóideo

  • Longo da cabeça

  • Longo do pescoço

  • Angular da omoplata

  • Infraióideos

  • Esplênios

  • Grande e pequeno reto

  • Posterior (cabeça)

  • Grande reto anterior (cabeça)

  • Rombóides

  • Deltóides

  • Escalenos

  • Lombares

  • Reto abdominal

  • Semi-espinhoso

  • Denteados

  • Trapézio

  • Grande dorsal

A fase Principal (ou Aeróbica) é a fase mais importante da aula e conseqüentemente a mais longa, através da qual são alcançados os principais objetivos e benefícios.

Tendo em conta a maior duração desta fase é fundamental a combinação de movimentos, a utilização de seqüências coreográficas, o recurso à utilização regular de música adequada aos vários exercícios.

Podem desenvolver-se dois métodos de combinação de movimentos durante esta fase: o livre e o estruturado. O primeiro, mais curto, utiliza movimentos simples e espontâneos. O segundo deve englobar seqüências coreográficas mais elaboradas, criadas previamente e repetidas segundo uma determinada ordem, possibilitando ao aluno a sua memorização seqüencial. Isto pode tornar o aluno mais confiante, mais seguro de si, mais capaz de realizar os movimentos com intensidade ideal para o seu nível físico.

As seqüências coreográficas consistem na combinação de movimentos diversos, tendo em conta a segurança dos mesmos e a motivação dos alunos. Os braços e as pernas devem realizar todos os movimentos que as suas articulações permitam executar em segurança, com auxílio da música.

Esta parte da aula pode ser constituída por dois tipos de seqüências coreográficas, a seqüência básica e a seqüência variada. A primeira parte de uma movimentação básica que será repetida, acrescentando-se novos movimentos. Na segunda podem surgir rotinas diferentes e curtas, formando uma grande seqüência.

A música é fundamental nesta fase da aula. Ela torna a aula mais alegre e motivante ajudando também ao fornecimento dos tempos para a realização dos movimentos. Contudo há que ter em conta algumas noções de compasso, frase musical e pulsação para uma correta utilização da música.

As músicas normalmente utilizadas nas aulas de Aeróbica são compostas por compassos quaternários (compassos a quatro tempos, com o primeiro mais forte). A repetição de dois compassos quaternários (chamada de oito da música) é ideal para a realização de uma frase musical, repetida as vezes necessárias numa coreografia.

(continua)

 


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Direção
IRENE SERRA
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