Ano 10 - Semana 529


 

Nota:
 A casca das frutas cítricas contém uma família de substâncias que reduz o colesterol ruim, mais efi-cazes do que os remédios alopáticos convencionais. Identificada como Flavo-nas PMF, são similares a outros pigmentos vegetais benéficos para a saúde, como na proteção contra o câncer, doenças cardíacas e inflamações.
(Sérgio Vaisman)
 

 


 

     19 de maio, 2007
 

Hipertensão em mulheres

Elas têm mais medo de um câncer de mama do que de um ataque cardíaco.
Mas doenças do coração matam 300 mil pessoas ao ano


Enquanto especialistas tentam compreender por que as mulheres se apavoram mais ao perceber um caroço no seio do que quando constatam que estão sofrendo de pressão alta, a mídia reforça a importância da prevenção das cardiopatias através da eliminação dos fatores de risco.

“Mulheres hipertensas são como uma bomba-relógio. O aumento da pressão arterial leva a doenças do coração – aumentando as chances de um ataque cardíaco –, compromete vasos sangüíneos e, inclusive, o funcionamento dos rins”, diz Otávio Gebara, chefe da Cardiologia do Hospital Santa Paula, de São Paulo.


Quando não tratada, a pressão alta é a principal causa de infarto agudo do miocárdio (IAM). Nos Estados Unidos, mais de meio milhão de mulheres morrem de cardiopatias a cada ano – o que corresponde a mais do que todas as dez principais causas de morte somadas.

Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia apontam que 300 mil pessoas morrem a cada ano em virtude de doenças do coração. “Considerando que as mulheres representam metade desse número, temos 150 mil mortes ao ano contra 9 mil que falecem de câncer de mama”, diz Gebara.

Segundo o cardiologista, a hipertensão atinge entre 10% e 15% dos brasileiros. Em cada dez infartos, quatro atingem mulheres. Mas elas costumam apresentar menor taxa de sobrevivência. “Além de controlar a hipertensão, as mulheres precisam reduzir outros fatores de risco que têm negligenciado, como tabagismo, estresse, sedentarismo, níveis de colesterol e triglicérides, obesidade e taxa de açúcar no sangue. Aquelas que têm parentes próximos que morreram de cardiopatias também devem redobrar os cuidados com a saúde”, diz o médico.




Dr. Otávio Gebara é chefe da cardiologista do Hospital Santa Paula
e professor da Universidade de São Paulo

 

 


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