Ano 11 - Semana 535
 


A Doença de Crohn é uma doença inflamatória crôni-ca do intestino, de causa desconhecida.
O processo inflamatório pode atingir qualquer par-te do aparelho digestivo. As localizações eletivas são a parte terminal do intestino delgado (íleo) e o intestino grosso (cólon).

 

 


 

 

        30 de junho, 2007
 

Agorafobia:
você conhece esse medo?

desenho Casa XV


Renato Russo escreveu certa vez: "E o teu medo de ter medo de ter medo". Seguindo este raciocínio podemos entender o que é a agorafobia. Em termos concretos, é uma doença cuja principal característica é justamente o medo de ter medo. Anos atrás, a definição mais usada para a doença era o temor a lugares abertos, expressão originada da palavra grega "agoraphobia que, separadamente, quer dizer "ágora" (praça, mercado) e "phobia" (horror, medo).

A agorafobia não pode ser considerada uma doença por si só, ela é apenas uma das manifestações clínicas de uma doença grave que é o Transtorno do Pânico, no qual o paciente é acometido pela ocorrência espontânea de ataques de pavor repentino. A agorafobia é um dos sintomas mais latentes do Transtorno do Pânico.

O paciente, em estágio agorafóbico, apresenta temores de lugares públicos onde, na visão do doente não seria possível uma saída rápida caso venha a ter um ataque de pânico. O indivíduo passa a ter medo de estar em uma situação em que seu socorro possa ser dificultado caso tenha tontura, palpitação, falta de ar, dificuldade para falar ou, até mesmo, medo de morrer.

No shopping, em uma viagem ou multidão. Esses são apenas alguns dos lugares onde o indivíduo pode ter um ataque súbito. Nesse momento, ao se imaginar tendo uma crise de pânico, a pessoa permanece parada em determinado local, imóvel, não querendo ficar sozinha. Para Virgínia Turra, psicóloga do Hospital Universitário de Brasília, é aí que a família começa a participar do sofrimento de quem está em crise. "A solidão de quem sofre com o problema se transforma na dor de toda a família", esclarece a psicóloga.

Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, da American Psychiatric Association (APA), o Transtorno do Pânico com ocorrência de agorafobia atinge três vezes mais mulheres do que homens. Boa parte do diagnóstico do agorafóbico se dá em consultas ao neurologista ou otorrinolaringologia. Cerca de 60% dos casos são apontados em consultórios cardiológicos.

O diagnóstico da agorafobia exige um exame minucioso. Já nos primeiros sintomas é preciso consultar um profissional de saúde mental, que pode identificar se o paciente está ou não tendo uma crise. Virgínia aconselha as pessoas a não fazer autodiagnóstico. "Fazer uma avaliação de si mesmo não é um bom caminho. Os transtornos de ansiedade são variados e é preciso fazer um bom diagnóstico, tanto de situações médicas quanto de outras formas de sofrimento psíquico", afirma.

Como tratar?
O tratamento da agorafobia é determinado caso a caso. Geralmente, combina terapia com medicamentos e psicoterapia. Outro aspecto do tratamento é o diálogo entre psiquiatra e psicólogo. É muito comum que o paciente produza suas próprias conclusões a partir do que escuta em consulta com esses dois profissionais, passando a tratar-se por conta própria, procedimento não indicado. "O auto-tratamento não é o ideal. O correto é que psiquiatra e psicólogo afinem o discurso para, então, chegar a terapia mais indicada".

 


 


 

Direção e Editoria - Irene Serra