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Gordura no fígado
é considerada a doença do milênio
Até pouco tempo atrás não se dava muita importância para o acúmulo
de gordura no fígado. Nos últimos anos, a preocupação em torno da
esteatose hepática – nome científico da doença - aumentou no meio
médico ao se constatar que, em determinados casos, os pacientes que
não são tratados podem desenvolver uma cirrose hepática. “A situação
é tão preocupante, que podemos dizer que se trata da doença do
milênio”, alerta o Dr. William Abrão Saad.
Segundo o especialista, o acúmulo de gordura no fígado é mais comum
em pessoas com diabetes, hipertensas e obesas, embora possa afetar
qualquer pessoa. Por essa razão, pacientes com esses problemas devem
ser observados pelos médicos para a detecção da esteatose hepática,
uma vez que essa doença não produz sintomas como dor, por exemplo.
“O fígado, infelizmente, é um órgão que sofre calado e quando
aparecem os primeiros sintomas, geralmente a doença está bem
evoluída, às vezes, até fora de alcance terapêutico”, esclarece.
O diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais e ultra-som
do abdômen. O tratamento inclui dieta alimentar, exercícios físicos
e medicações, principalmente para redução dos níveis de colesterol e
triglicérides. Também pessoas magras podem apresentar esse acúmulo
e, como explica Dr. Saad, esses casos são mais difíceis de serem
tratados, pois normalmente resultam de falha no metabolismo das
gorduras que se depositam no fígado.
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