Ano 11 - Semana 536
 


Ingleses morrem de gripe

O governo da Inglaterra está sendo acusado de ser o responsável pela morte desnecessária de centenas de pessoas no país. Em matéria publica-da esta semana pelo jor-nal Daily Telegraph, da Inglaterra, o Dr. Graeme Laver, professor da Uni-versidade Nacional da Austrália e um dos envol-vidos na descoberta do vírus da gripe aviária, afirma que as mortes es-tão sendo causadas pela falta de fornecimento do único medicamento eficaz na prevenção e trata-mento da gripe comum, o oseltamivir (comercializa-do com o nome de Tamiflu).
De acordo com Laver, uma em quatro pessoas que se imunizaram apenas com vacinas, podem não estar completamente protegi-das. Para o professor, é imprescindível que o me-dicamento fique disponível a todos e só assim epidemias e pandemias da doença serão evitadas.
A Nova Zelândia é um dos poucos países que já colocaram o oseltamivir à disposição de toda a po-pulação, durante o perío-do de inverno.
 

 


 

 

       07 de julho, 2007
 

Hepatite C


A cura para a hepatite C, doença que atinge cerca de 3 milhões
de brasileiros e é a principal causa de transplantes de fígado no mundo,
já pode ser considerada realidade.


A cura para a hepatite C, doença que acomete atualmente cerca de 3 milhões de pessoas no país, já pode ser considerada uma realidade. A enfermidade, principal causa de transplantes de fígado no mundo, é vista como uma questão de saúde pública e infecta até cinco vezes mais que a AIDS. Um estudo recente, do Virginia Commonwealth University Medical Center - EUA, apontou que o tratamento com a combinação de dois medicamentos - o interferon peguilado alfa-2a (Pegasys) e a ribavirina - promove a eliminação do vírus da Hepatite C (HCV) do sangue dos pacientes até 7 anos após o final da terapia.

A boa notícia foi anunciada com a conclusão de análises realizadas com 997 pacientes que eliminaram o vírus do sangue no final do tratamento e se mantiveram desse jeito seis meses após a retirada dos remédios. Essa situação é chamada pelos médicos de “resposta virológica sustentada” e é o melhor indicador do sucesso do tratamento. Destes 997 pacientes que obtiveram a resposta positiva, 99% se mantiveram assim mesmo após sete anos sem uso de qualquer medicação. Portanto, isso pode se entendido como a cura da doença.

O vírus da hepatite C é transmitido pelo contato com sangue contaminado. As formas mais comuns de contágio são o uso de drogas com agulhas e seringas compartilhadas e manipulação com material contaminado que corte ou fure a pele, como lâminas, bisturis, alicates e agulhas. Por ser silenciosa, já que raramente apresenta sintomas, a doença pode evoluir para quadros mais graves, como câncer e cirrose, sem que o paciente perceba o risco que ela representa para sua saúde.

No Brasil, quase 90% dos infectados não sabem que estão com a doença. As pessoas que receberam sangue antes de 1993 têm grandes riscos de estarem contaminadas e não terem conhecimento. Antes desse período, o sangue destinado às transfusões não era analisado em relação ao vírus da hepatite C, pois não se conhecia completamente essa forma de hepatite. Segundo Estimativas da Organização Mundial da Saúde, a doença atinja hoje cerca de 170 milhões de pessoas em todo o mundo.

Nada impede que o portador da hepatite C possa ter uma vida normal. A doença tem grande chance de cura. Cerca de 20% dos infectados eliminam o vírus espontaneamente. Dos 80% restantes, aproximadamente dois terços, quando tratados corretamente, são curados. Diagnóstico precoce e tratamento adequado são fatores primordiais para que o paciente recupere sua saúde.

Mais informações sobre a doença no site www.hepatitec.com.br .


Faça o teste e veja se você corre algum risco de ter a hepatite C!

Recebi transfusão de sangue ou derivados (plasma, fatores de coagulação ou plaquetas) antes de 1993

Já usei medicamentos injetáveis (na veia ou no músculo) antes de partidas de futebol (exemplo de medicamento: gluconergan®)

Tenho costume de compartilhar alicates de unha

Tenho costume de compartilhar escovas de dente

Tenho costume de compartilhar lâminas de barbear

Realizei um piercing e não sei se o profissional usava as técnicas de higiene mais adequadas

Realizei uma tatuagem e não sei se o profissional usava as técnicas de higiene mais adequadas

Realizei uma tatuagem ou um piercing há mais de 10 anos

Fiz acupuntura e não sei se o profissional usava as técnicas de higiene mais adequadas

Já usei ou uso drogas injetáveis (cocaína)

Já usei ou uso drogas inalatórias (cocaína ou crack)

Sou profissional da saúde ou bombeiro ou policial e já tive contato com sangue de alguma pessoa sem tomar as devidas precauções

Minha mãe teve ou pode ter tido hepatite C quando eu nasci


Caso você tenha assinalado uma ou mais itens, é importante que você converse com o seu médico e avalie a necessidade de solicitar o teste anti-HCV, que pode informar se você teve ou não contato com o vírus da hepatite C. É ideal que você procure algum especialista em hepatites (gastroenterologista, hepatologista ou infectologista).



Rafael Sani Simões - Médico formado pela Faculdade de Medicina de Marília
e especialista na área de doenças infecciosas e parasitárias.

 



Direção
IRENE SERRA
irene@riototalcombr